(Texto produzido após alguns relatos ouvidos no domingo, algumas lembranças e um sentimento de inconformismo.)
Elas conseguiram diferenciar a pessoa amiga do corpo que acabavam de ver. Flores brancas e amarelas se destacavam no cetim branco sobre a camisa do seu time. Um corintiano fanático. Mas não foi sempre assim. Há quem diga que se lembra da época em que ele torcia pelo Tricolor! Caminhava, ainda pequeno, de mãos dadas com o pai, às vezes acompanhava sua mãe ou seu avô. Cortavam caminho pela rua rosa apenas. Passados alguns anos, terminou de crescer com a turma da pequena rua. Educado, tinha uma maneira peculiar de falar. Um lindo garoto que se escondia atrás das camisas do time. Fazia a mesma coisa que todos de sua idade. Saía para dançar, mas não bebia.
Seguiu por um caminho diferente, um caminho curto que o levaria a somente dois lugares. Esteve sempre lá, mesmo quando a vida de cada um tomou rumos distintos. Ficava na entrada da rua conversando com os amigos que passavam. Se fez presente até mesmo nos quase 10 anos em que deixou de presenciar o crescimento do bairro, momento esse em que chegou a uma das partes do seu caminho. Se fortaleceu na distância para não se abater pela realidade que o cercava. Sua galera continuou lá.
Quando voltou para sua vida e companhias muita coisa já havia mudado. A amizade não.
Na contradição do seu comportamento vivia duas vidas: uma comum, fazendo até curso de culinária, outra sombria que não mostrava aos amigos. Um jovem como tantos outros, que no curso da vida se deparou com um mundo escuro. Era lá que ele passava grande parte do seu tempo.
Na madrugada do último domingo de agosto o levaram ao segundo caminho, justamente aquele que não possui volta. Ele não viu seu time perder do maior rival. Nem verá mais. Nem vitórias, nem empates.
Levou no peito o timão estampado na camisa branca e no corpo um objeto dourado.
Só seus amigos foram se despedir na sala fria e vazia. Já não serão os mesmos de antes, mas sempre reconhecerão a timidez daquele olhar fechado do amigo perdido, nunca o "cara" executado em circunstâncias sombrias.
Pablo Neruda
"Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe. A minha alma não se contenta com havê-la perdido. Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a. O meu coração procura-a, ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores. Nós dois, os de então, já não somos os mesmos. Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei. Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido. De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos. A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos. Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda. É tão curto o amor, tão longo o esquecimento. Porque em noites como esta tive-a em meus braços,a minha alma não se contenta por havê-la perdido. Embora seja a última dor que ela me causa,e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo." - Pablo Neruda
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores. Nós dois, os de então, já não somos os mesmos. Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei. Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido. De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos. A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos. Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda. É tão curto o amor, tão longo o esquecimento. Porque em noites como esta tive-a em meus braços,a minha alma não se contenta por havê-la perdido. Embora seja a última dor que ela me causa,e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo." - Pablo Neruda
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Arrumando a cabeça, ao menos tentando
Tentando organizar os pensamentos após o domingo. O último de agosto.
É muito difícil ver um jovem morto.
É muito difícil ver um jovem morto.
domingo, 21 de agosto de 2011
Dentro de cada coração de pedra há uma pérola
(publicada no blog do Sunny em 06/07/2011)
Antônio tentar parecer normal, porém, seu segredo desponta pouco a pouco. Ele ri, mas não gargalha, parece triste, mas não chora. Quando está feliz, seus olhos não brilham. Tudo parece igual, corriqueiro.
Antônio não sente nenhuma emoção.
Acorda no mesmo horário diariamente, repete todos os seus atos sistematicamente. Os filmes ajudam a passar o tempo e as notícias on line deixam as desgraças cada vez mais banais. Assassinatos, estupros, tortura e a justiça falha não o abalam. Não é com ninguém, de sua família, nem algum conhecido, então, não precisa se importar. De tão imensa que é a sua decepção com a vida, nem as pequenas delícias de um almoço caprichado o alegram. Reclama de uma dor nas costas que está mais freqüente, mas como não morrerá disso, não busca um tratamento. Os filhos estão encaminhados na vida, pagam até suas contas. Se diz orgulhoso, mas não é de coração. Por que meu filho prefere administração à arquitetura?
Nem lá, nem cá. Vida morna.
Hoje, sem querer, se deparou com uma notícia de pouco destaque: “Sem teto em estado terminal realiza o último desejo: rever seu cão”.
Não fazia a menor diferença se o homem havia morado anos e anos na rua, muito menos se ele tinha um câncer de pulmão e apenas uns poucos dias de vida. Para Antônio, que era praticamente um robô, aquilo tudo fazia parte da vida.
No final da reportagem havia a foto de um grande cachorro, sem raça definida, deitado numa cama de hospital, envolto por braços magérrimos de um homem que mal podia respirar.
Ao ver a atitude do cão eternizada naquela foto, os olhos de Antônio começaram a arder e foi possível escutar aquelas duas pequenas pérolas caírem no teclado.
Horas depois, o homem morreu.
Antônio tentar parecer normal, porém, seu segredo desponta pouco a pouco. Ele ri, mas não gargalha, parece triste, mas não chora. Quando está feliz, seus olhos não brilham. Tudo parece igual, corriqueiro.
Antônio não sente nenhuma emoção.
Acorda no mesmo horário diariamente, repete todos os seus atos sistematicamente. Os filmes ajudam a passar o tempo e as notícias on line deixam as desgraças cada vez mais banais. Assassinatos, estupros, tortura e a justiça falha não o abalam. Não é com ninguém, de sua família, nem algum conhecido, então, não precisa se importar. De tão imensa que é a sua decepção com a vida, nem as pequenas delícias de um almoço caprichado o alegram. Reclama de uma dor nas costas que está mais freqüente, mas como não morrerá disso, não busca um tratamento. Os filhos estão encaminhados na vida, pagam até suas contas. Se diz orgulhoso, mas não é de coração. Por que meu filho prefere administração à arquitetura?
Nem lá, nem cá. Vida morna.
Hoje, sem querer, se deparou com uma notícia de pouco destaque: “Sem teto em estado terminal realiza o último desejo: rever seu cão”.
Não fazia a menor diferença se o homem havia morado anos e anos na rua, muito menos se ele tinha um câncer de pulmão e apenas uns poucos dias de vida. Para Antônio, que era praticamente um robô, aquilo tudo fazia parte da vida.
No final da reportagem havia a foto de um grande cachorro, sem raça definida, deitado numa cama de hospital, envolto por braços magérrimos de um homem que mal podia respirar.
Ao ver a atitude do cão eternizada naquela foto, os olhos de Antônio começaram a arder e foi possível escutar aquelas duas pequenas pérolas caírem no teclado.
Horas depois, o homem morreu.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Ainda não sou ilustradora, mas já é bom saber...
Vivendo e aprendendo
Adaptado livremente do texto original por Wen-M (tirado do blog de Julia Cabral http://canetananquimblog.blogspot.com/2007/03/pra-desenhistas-ilustradores-e-afins.html)
Cada vez aparecem mais oportunidades em listas de discussão procurando “artistas” para qualquer coisa. Dos serviços gráficos aos quadrinhos ou publicidade. Mais pessoas estão se vendo na necessidade de contratar o serviço de um ilustrador. Mas o que não estão fazendo, infelizmente, é imaginar quão raro alguém com estes talentos particulares pode ser.
Quantas pessoas você conhece, pessoalmente, com o talento e a habilidade para executar os serviços você necessita? Uma dúzia? Meia dúzia? Uma pessoa? Nenhuma? Mais do que provavelmente, você não conhece nenhuma. Se não, não existiriam as vagas nas listas de discussão e sites afins. Mas esta não é realmente uma surpresa. Nos Estados Unidos, por exemplo, para cada ilustrador profissional há dois neuro-cirurgiões. Há onze vezes mais mecânicos certificados do que ilustradores. Há setenta vezes mais trabalhadores em tecnologia da informação do que, adivinhe... ilustradores.
Assim, visto que esses são profissionais raros, e conseqüentemente em menor quantidade no mercado, faria sentido pedir que um mecânico conserte seu carro de graça? Você conseguiria, por exemplo, ir até uma concessionária e "comprar" o último modelo disponível, zero quilômetro, argumentando que o seu pagamento seria a possibilidade de "divulgação" porque você dirige o veículo por aí? Você ofereceria a um neuro-cirurgião a “oportunidade” de adicionar seu nome a seu "portfólio" como o pagamento para remover um tumor no seu cérebro? Talvez você pudesse oferecer “uns trocados” pelos “materiais” utilizados. Que pechincha! Mas felizmente, as coisas funcionam de uma maneira muito diferente disso e nenhuma dessas alternativas seriam consideradas plausíveis por pessoas sensatas.
Ilustradores são profissionais que estudaram, treinaram e trabalharam por anos pra aprimorar suas técnicas, assim como os médicos, engenheiros e advogados. Assim, considerando-os dessa forma, lidando com eles desta maneira, qualquer tratamento que se dê sem o total respeito e reconhecimento do seu trabalho é, além de um insulto, uma irracionalidade. O ilustrador segue regras, como nas profissões previamente citadas. São regras comerciais, financeiras, administrativas, contábeis, legais, éticas e até mesmo pessoais. É um negociador do melhor produto que ele pode dispor: seu próprio talento.
Coisas que todos deveriam saber:
- Não é uma "grande oportunidade" para um profissional ter seu trabalho visto em sua revista (ou website, parede do escritório, etc). É uma "grande oportunidade" pra quem contrata ter esses trabalhos lá.
- Não é inteligente procurar um "estudante" ou "iniciante" para obter mão-de-obra barata ou até mesmo gratuita. É insultante. Não para o profissional, mas para o próprio aprendiz. Eles podem estar "aprendendo", mas não significa dizer que não devem ser pagos pelo seu trabalho. Todos foram "aprendizes" algum dia. Até mesmo você.
- A chance de ter seu nome em algo que vai ser visto por outras pessoas, não importa em quantos lugares nem quantas vezes, não é um incentivo válido. Muito menos "agregar valor ao portfólio". Profissionais fazem isso todo o tempo, todos os dias, logo após serem pagos por seu trabalho. Não é uma recompensa. É o seu direito.
- Não pense que está dando ao profissional a "grande chance de trabalho". Assim que ele olhar um pouco melhor a sua proposta, vai aceitar a de alguém que valoriza seu próprio negócio ou produto e conhece a importância de bem remunerar quem cuida da sua imagem.
- É fato que há mais trabalhos precisando de profissionais talentosos do que pessoas que possuem tais habilidades.
- Aprendizes precisam, certamente, de experiência. Mas não precisam, em absoluto, literalmente doar os seus trabalhos. Na verdade, não sendo devidamente remunerados, eles não estão aprendendo uma parte da profissão essencialmente necessária. Se experiência e domínio são exigidos, deve-se estar preparado pra pagar pelos serviços que serão recebidos. A única lição que se aprende trabalhando de graça é: “Nunca trabalhe de graça”.
- Última, mas não menos importante: Alguns clientes poderão solicitar "trabalhos para consideração". Algumas vezes parecendo "concursos". Na grande maioria dos casos, não passam de aproveitadores à procura de profissionais que submetam seus trabalhos a fim de "vencer" o "concurso" ou "serem escolhidos" para algum serviço. Muitas vezes, além dos concursos não pagarem, ou não pagarem o suficiente, se apropriam livremente dos direitos autorais da obra, ou ainda encontram alguém para "trabalhar", alguém "incrivelmente barato" porque não tem talento ou originalidade no que faz, reproduzindo sempre as mesmas coisas, os mesmos trabalhos, ou até mesmo fazendo algumas pequenas modificações nos trabalhos de outros para entitulá-los como trabalho original. Ninguém será pago. Ninguém "vence o concurso". As únicas pessoas que ganham são as que, inescrupulosamente, fazem esses anúncios. Nos Estados Unidos chama-se "Spec-Work" (de especulação). No mínimo uma grande perda de tempo, e no máximo uma grande dor de cabeça.
Evitem pessoas que não têm a intenção de pagar por trabalho. Não importa se uma "grande empresa" ou apenas um conhecido que precisa de um "rabisco" na parede do quarto. Eles precisam de você. Diga não à arte gratuita. Valorize sua profissão e seu longo processo de aprendizado.
Para aqueles que procuram alguém para trabalhar de graça: Acorde e junte-se ao mundo real. Não prejudique a si mesmo e aos seus companheiros de profissão.
Adaptado livremente do texto original por Wen-M (tirado do blog de Julia Cabral http://canetananquimblog.blogspot.com/2007/03/pra-desenhistas-ilustradores-e-afins.html)
Cada vez aparecem mais oportunidades em listas de discussão procurando “artistas” para qualquer coisa. Dos serviços gráficos aos quadrinhos ou publicidade. Mais pessoas estão se vendo na necessidade de contratar o serviço de um ilustrador. Mas o que não estão fazendo, infelizmente, é imaginar quão raro alguém com estes talentos particulares pode ser.
Quantas pessoas você conhece, pessoalmente, com o talento e a habilidade para executar os serviços você necessita? Uma dúzia? Meia dúzia? Uma pessoa? Nenhuma? Mais do que provavelmente, você não conhece nenhuma. Se não, não existiriam as vagas nas listas de discussão e sites afins. Mas esta não é realmente uma surpresa. Nos Estados Unidos, por exemplo, para cada ilustrador profissional há dois neuro-cirurgiões. Há onze vezes mais mecânicos certificados do que ilustradores. Há setenta vezes mais trabalhadores em tecnologia da informação do que, adivinhe... ilustradores.
Assim, visto que esses são profissionais raros, e conseqüentemente em menor quantidade no mercado, faria sentido pedir que um mecânico conserte seu carro de graça? Você conseguiria, por exemplo, ir até uma concessionária e "comprar" o último modelo disponível, zero quilômetro, argumentando que o seu pagamento seria a possibilidade de "divulgação" porque você dirige o veículo por aí? Você ofereceria a um neuro-cirurgião a “oportunidade” de adicionar seu nome a seu "portfólio" como o pagamento para remover um tumor no seu cérebro? Talvez você pudesse oferecer “uns trocados” pelos “materiais” utilizados. Que pechincha! Mas felizmente, as coisas funcionam de uma maneira muito diferente disso e nenhuma dessas alternativas seriam consideradas plausíveis por pessoas sensatas.
Ilustradores são profissionais que estudaram, treinaram e trabalharam por anos pra aprimorar suas técnicas, assim como os médicos, engenheiros e advogados. Assim, considerando-os dessa forma, lidando com eles desta maneira, qualquer tratamento que se dê sem o total respeito e reconhecimento do seu trabalho é, além de um insulto, uma irracionalidade. O ilustrador segue regras, como nas profissões previamente citadas. São regras comerciais, financeiras, administrativas, contábeis, legais, éticas e até mesmo pessoais. É um negociador do melhor produto que ele pode dispor: seu próprio talento.
Coisas que todos deveriam saber:
- Não é uma "grande oportunidade" para um profissional ter seu trabalho visto em sua revista (ou website, parede do escritório, etc). É uma "grande oportunidade" pra quem contrata ter esses trabalhos lá.
- Não é inteligente procurar um "estudante" ou "iniciante" para obter mão-de-obra barata ou até mesmo gratuita. É insultante. Não para o profissional, mas para o próprio aprendiz. Eles podem estar "aprendendo", mas não significa dizer que não devem ser pagos pelo seu trabalho. Todos foram "aprendizes" algum dia. Até mesmo você.
- A chance de ter seu nome em algo que vai ser visto por outras pessoas, não importa em quantos lugares nem quantas vezes, não é um incentivo válido. Muito menos "agregar valor ao portfólio". Profissionais fazem isso todo o tempo, todos os dias, logo após serem pagos por seu trabalho. Não é uma recompensa. É o seu direito.
- Não pense que está dando ao profissional a "grande chance de trabalho". Assim que ele olhar um pouco melhor a sua proposta, vai aceitar a de alguém que valoriza seu próprio negócio ou produto e conhece a importância de bem remunerar quem cuida da sua imagem.
- É fato que há mais trabalhos precisando de profissionais talentosos do que pessoas que possuem tais habilidades.
- Aprendizes precisam, certamente, de experiência. Mas não precisam, em absoluto, literalmente doar os seus trabalhos. Na verdade, não sendo devidamente remunerados, eles não estão aprendendo uma parte da profissão essencialmente necessária. Se experiência e domínio são exigidos, deve-se estar preparado pra pagar pelos serviços que serão recebidos. A única lição que se aprende trabalhando de graça é: “Nunca trabalhe de graça”.
- Última, mas não menos importante: Alguns clientes poderão solicitar "trabalhos para consideração". Algumas vezes parecendo "concursos". Na grande maioria dos casos, não passam de aproveitadores à procura de profissionais que submetam seus trabalhos a fim de "vencer" o "concurso" ou "serem escolhidos" para algum serviço. Muitas vezes, além dos concursos não pagarem, ou não pagarem o suficiente, se apropriam livremente dos direitos autorais da obra, ou ainda encontram alguém para "trabalhar", alguém "incrivelmente barato" porque não tem talento ou originalidade no que faz, reproduzindo sempre as mesmas coisas, os mesmos trabalhos, ou até mesmo fazendo algumas pequenas modificações nos trabalhos de outros para entitulá-los como trabalho original. Ninguém será pago. Ninguém "vence o concurso". As únicas pessoas que ganham são as que, inescrupulosamente, fazem esses anúncios. Nos Estados Unidos chama-se "Spec-Work" (de especulação). No mínimo uma grande perda de tempo, e no máximo uma grande dor de cabeça.
Evitem pessoas que não têm a intenção de pagar por trabalho. Não importa se uma "grande empresa" ou apenas um conhecido que precisa de um "rabisco" na parede do quarto. Eles precisam de você. Diga não à arte gratuita. Valorize sua profissão e seu longo processo de aprendizado.
Para aqueles que procuram alguém para trabalhar de graça: Acorde e junte-se ao mundo real. Não prejudique a si mesmo e aos seus companheiros de profissão.
domingo, 14 de agosto de 2011
Se eu só tenho pesadelos, meu cérebro está viciado neles?
Publicada em 29/06/2011 no blog do Sunny! www.sunnyboy8.webnode.com.br
Depois de inúmeras tentativas de dormir, finalmente a mente “apaga”. Silêncio. Silêncio absoluto. De repente, pessoas desagradáveis surgem, com seus olhares assustadores e diálogos raivosos. Uma queda, um tiro, uma briga, perseguição. Não necessariamente nessa ordem. O coração dispara e o medo o desperta no meio da noite.
Era só mais um pesadelo. O primeiro daquela noite. Pensa na hora que precisará levantar, na fome que surge e na necessidade de mais algumas horas de sono. Vira para um lado e para o outro. Silêncio novamente. Pernas que não conseguem correr, pulmões sem ar, no escuro da rua. Algo assustador está para acontecer.
Desperta outra vez. Os dias passam arrastados, a semana parece não terminar e as noites de pesadelo retomam o ciclo.
Pesadelos são só maus pensamentos. Controla tua mente, ou melhor, deixa teus pensamentos fluírem. Teus medos parecerão menores, assim como esse teu vício em focar em hipóteses ruins. Sim, você é viciado em negatividade, depende dela para viver e não espere que ela te esqueça à noite.
Para tratar um vício é preciso ter muita vontade de parar com o que te faz mal. Mudar o pensamento. Um pouco por vez. Só por hoje deixe que os pensamentos passem, sem tentar dominá-los. É bem provável que só esta noite você durma melhor. Mas amanhã é outro dia...
Depois de inúmeras tentativas de dormir, finalmente a mente “apaga”. Silêncio. Silêncio absoluto. De repente, pessoas desagradáveis surgem, com seus olhares assustadores e diálogos raivosos. Uma queda, um tiro, uma briga, perseguição. Não necessariamente nessa ordem. O coração dispara e o medo o desperta no meio da noite.
Era só mais um pesadelo. O primeiro daquela noite. Pensa na hora que precisará levantar, na fome que surge e na necessidade de mais algumas horas de sono. Vira para um lado e para o outro. Silêncio novamente. Pernas que não conseguem correr, pulmões sem ar, no escuro da rua. Algo assustador está para acontecer.
Desperta outra vez. Os dias passam arrastados, a semana parece não terminar e as noites de pesadelo retomam o ciclo.
Pesadelos são só maus pensamentos. Controla tua mente, ou melhor, deixa teus pensamentos fluírem. Teus medos parecerão menores, assim como esse teu vício em focar em hipóteses ruins. Sim, você é viciado em negatividade, depende dela para viver e não espere que ela te esqueça à noite.
Para tratar um vício é preciso ter muita vontade de parar com o que te faz mal. Mudar o pensamento. Um pouco por vez. Só por hoje deixe que os pensamentos passem, sem tentar dominá-los. É bem provável que só esta noite você durma melhor. Mas amanhã é outro dia...
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Enquanto a tempestade tenta me matar, eu me apaixono pelo tornado
Publicada em 22/06/2011 no blog do Sunny!
Domingo cinzento, nesta cidade cinza.
A cor que me desanima, absorve minha alegria. Estranho uma cor conseguir transformar sentimentos...
Quero ver outras cores, mas não o colorido das frutas na feira, nem o da TV.
Mergulho no guarda roupa e escolho uma blusa vermelha (cor mais intensa não existe), mas quero mais, então, tiro da gaveta o lenço de seda colorido para alegrar a cidade monocromática.
Caminho por horas, cercada pelas portas de ferro do comércio que não abre hoje. Atravesso a rua entre os carros pretos e prata, eles estão por toda parte.
Aperto o passo, procuro flores, mas elas fugiram desta estação.
Sem sol, sem vida.
Estou no meio do caminho para chegar à exposição dos domingos, onde há um pouco de tudo: trabalho, história, roupas, coleções e as tão necessárias cores...
Rajadas de vento tentam levar meu lenço, e só percebo o cinza escuro do céu. Antes mesmo de me assustar, a chuva começa.
Corro para me esconder, e meus passos aceleram o tempo, corro tanto que crio uma tempestade, mas não há abrigo.
O lenço de seda está grudado em minha pele agora, colorindo a carne branca. Talvez seja meu último desejo realizado, porque sei que a correnteza da água quer me afogar. Aqui, há duas quadras da exposição dominical... NÂO! Eu não sei nadar!
Preciso sair daqui. O vento, então, se enfurece, tentando competir com a tempestade e se transforma em força pura. Parei de correr. Já não sinto a água bater em meu corpo. Estou encantada com a força do vento, que agora se mostra cinzento também, e quer me levar para longe.
Meus pés já não tocam o chão. Entre o colorido e o vôo, penso eu, escolho aprender a voar.
http://sunnyboy8.webnode.com.br/
Domingo cinzento, nesta cidade cinza.
A cor que me desanima, absorve minha alegria. Estranho uma cor conseguir transformar sentimentos...
Quero ver outras cores, mas não o colorido das frutas na feira, nem o da TV.
Mergulho no guarda roupa e escolho uma blusa vermelha (cor mais intensa não existe), mas quero mais, então, tiro da gaveta o lenço de seda colorido para alegrar a cidade monocromática.
Caminho por horas, cercada pelas portas de ferro do comércio que não abre hoje. Atravesso a rua entre os carros pretos e prata, eles estão por toda parte.
Aperto o passo, procuro flores, mas elas fugiram desta estação.
Sem sol, sem vida.
Estou no meio do caminho para chegar à exposição dos domingos, onde há um pouco de tudo: trabalho, história, roupas, coleções e as tão necessárias cores...
Rajadas de vento tentam levar meu lenço, e só percebo o cinza escuro do céu. Antes mesmo de me assustar, a chuva começa.
Corro para me esconder, e meus passos aceleram o tempo, corro tanto que crio uma tempestade, mas não há abrigo.
O lenço de seda está grudado em minha pele agora, colorindo a carne branca. Talvez seja meu último desejo realizado, porque sei que a correnteza da água quer me afogar. Aqui, há duas quadras da exposição dominical... NÂO! Eu não sei nadar!
Preciso sair daqui. O vento, então, se enfurece, tentando competir com a tempestade e se transforma em força pura. Parei de correr. Já não sinto a água bater em meu corpo. Estou encantada com a força do vento, que agora se mostra cinzento também, e quer me levar para longe.
Meus pés já não tocam o chão. Entre o colorido e o vôo, penso eu, escolho aprender a voar.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Sobre declaração da Sandy à Playboy
Todos ainda estão falando da tal declaração da Sandy em uma entrevista que será publicada na próxima Playboy, cujo ensaio principal é de Adriane Galisteu.
“É possível ter prazer no sexo anal” é a frase da vez. A cantora afirma que tal citação faz parte de um contexto, mas foi publicada de uma maneira sensacionalista. O que me chama atenção é uma nação fazer tanto estardalhaço com isso. Logo nós, brasileiros, que vemos crescer a cada dia o número de implantes de silicone nas nádegas! Nós idolatramos bundas e não falamos sobre sexo anal! Cantamos e ouvimos “músicas” que deveriam se enquadrar no ritmo “pornográfico” (que deveria ser criado urgentemente) e sexo ainda é tabu?
Não é tabu, somos hipócritas, essa é a verdade. O que gerou tamanha repercussão foi o fato da Sandy ter comentado o tema? Se fosse algum ator saradão não seria tão polêmico, não é mesmo? Mas, (pasmem!) todos nós temos cú! Até a Sandy! O que cada um faz ou deixa de fazer com o seu não é problema de mais ninguém.
Chega a ser engraçado, o país que exporta bundas se assustar com uma declaração na capa de uma revista masculina. Convenhamos, alguém estava esperando um entrevistado para a Playboy falar sobre corte e costura ou jardinagem?
Uma frase foi capaz de ofuscar o ensaio de Adriane Galisteu? Logo ela com aquele corpo? O povo acha feio, mas quer ver cú, essa é a verdade. Enquanto não o fotografam, o povão vai continuar imaginando o da entrevistada.
“É possível ter prazer no sexo anal” é a frase da vez. A cantora afirma que tal citação faz parte de um contexto, mas foi publicada de uma maneira sensacionalista. O que me chama atenção é uma nação fazer tanto estardalhaço com isso. Logo nós, brasileiros, que vemos crescer a cada dia o número de implantes de silicone nas nádegas! Nós idolatramos bundas e não falamos sobre sexo anal! Cantamos e ouvimos “músicas” que deveriam se enquadrar no ritmo “pornográfico” (que deveria ser criado urgentemente) e sexo ainda é tabu?
Não é tabu, somos hipócritas, essa é a verdade. O que gerou tamanha repercussão foi o fato da Sandy ter comentado o tema? Se fosse algum ator saradão não seria tão polêmico, não é mesmo? Mas, (pasmem!) todos nós temos cú! Até a Sandy! O que cada um faz ou deixa de fazer com o seu não é problema de mais ninguém.
Chega a ser engraçado, o país que exporta bundas se assustar com uma declaração na capa de uma revista masculina. Convenhamos, alguém estava esperando um entrevistado para a Playboy falar sobre corte e costura ou jardinagem?
Uma frase foi capaz de ofuscar o ensaio de Adriane Galisteu? Logo ela com aquele corpo? O povo acha feio, mas quer ver cú, essa é a verdade. Enquanto não o fotografam, o povão vai continuar imaginando o da entrevistada.
domingo, 31 de julho de 2011
A partir de hoje, disponibilizo aqui meus textos já publicados no blog do Sunny (http://sunnyboy8.webnode.com.br)
E lembrem-se: toda quarta feira um texto inédito lá no blog do Sunny e por aqui sempre que bater aquela inspiração! ;)
Uma vida não deveria ser contada em anos e sim em amor (publicado em 15/06/2011)
Qual a sua idade? O que você estudou?Onde trabalha? Onde quer estar em cinco anos?
Perguntas sem fim.
De acordo com as respostas, temos a certeza de conhecer o outro, e nos baseamos apenas em palavras. Podemos passar anos e anos insistindo nesse ciclo de “falar ao vento o que se quer”, porém, na maior parte das vezes, as pessoas simplesmente não querem saber a verdade de nossas atitudes. Preferem julgar a tentar entender o outro.
Passei muitos anos da minha vida tentando sufocar a arte que sempre esteve presente em mim. Pela afiada autocrítica e por acreditar no que sempre diziam: - A arte é um hobby! Você precisa trabalhar em outra área para “sustentar” seu lazer. Isso não dá dinheiro.
E o que fiz? Vaguei pela vida. De salário em salário para pagar as contas do mês. Estudei e foi só na pós graduação que aprendi que a essência de uma pessoa nunca morre. Que aquele amor nato por algo tão claro na infância é o meu amor próprio fluindo.
Decidi escrever um livro ilustrado para uma pessoa que não me conhecia. Lutei para realizar meu sonho, enquanto era chamada de louca pela maioria, e pude ver minha cantora favorita lendo meu livro em sua sala, na minha frente.
Isso só provou uma coisa a mim mesma: Poucos compreendem, mas, sou artista SIM, há 32 anos amo arte e é isso que eu quero fazer pelos próximos 250 anos.
Uma vida não deveria ser contada em anos e sim em amor (publicado em 15/06/2011)
Qual a sua idade? O que você estudou?Onde trabalha? Onde quer estar em cinco anos?
Perguntas sem fim.
De acordo com as respostas, temos a certeza de conhecer o outro, e nos baseamos apenas em palavras. Podemos passar anos e anos insistindo nesse ciclo de “falar ao vento o que se quer”, porém, na maior parte das vezes, as pessoas simplesmente não querem saber a verdade de nossas atitudes. Preferem julgar a tentar entender o outro.
Passei muitos anos da minha vida tentando sufocar a arte que sempre esteve presente em mim. Pela afiada autocrítica e por acreditar no que sempre diziam: - A arte é um hobby! Você precisa trabalhar em outra área para “sustentar” seu lazer. Isso não dá dinheiro.
E o que fiz? Vaguei pela vida. De salário em salário para pagar as contas do mês. Estudei e foi só na pós graduação que aprendi que a essência de uma pessoa nunca morre. Que aquele amor nato por algo tão claro na infância é o meu amor próprio fluindo.
Decidi escrever um livro ilustrado para uma pessoa que não me conhecia. Lutei para realizar meu sonho, enquanto era chamada de louca pela maioria, e pude ver minha cantora favorita lendo meu livro em sua sala, na minha frente.
Isso só provou uma coisa a mim mesma: Poucos compreendem, mas, sou artista SIM, há 32 anos amo arte e é isso que eu quero fazer pelos próximos 250 anos.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Feliz dia do escritor!
Hoje, 25/07 é dia do escritor aqui no Brasil e com esta postagem, pretendo dizer o que é ser um escritor não reconhecido e não remunerado (por enquanto!).
Escrevi 5 livros nos últimos 2 anos. Desse total 3 são histórias infantis, um é de poesia infantil e outro um tanto auto-biográfico, onde conto a história da realização de um sonho "impossível"(a parte mais linda da minha vida).
Algumas pessoas sabem que eu publiquei um livro infantil no ano passado. "Catarina e as baratinhas" foi a primeira publicação de três histórias infantis que eu tenho prontas. Ainda possuo alguns exemplares em minha casa que esperam por leitores que nunca chegam. Mas, eles continuam lá. Divulgo, passo email, twito posto no facebook, cheguei a sair na rua para vendê-los. sem sucesso.
Já procurei diversas editoras oferecendo meus outros arquivos, mas como devem imaginar...a maioria nem responde emails.
Eu escrevo em português e passo pro espanhol, porque eu sonho alto: quero publicar meus livros aqui no Brasil e no México, só pra começar.
Para quem não sabe, o México foi cenário da realização daquele meu sonho que comentei há algumas linhas. É lá que vive uma pessoa muito especial para essa minha nova "carreira", a pessoa que despertou em mim essa necessidade incontrolável de escrever.
"Siga o seu coração: busque Chavela Vargas!" é o livro que escrevi e entreguei a ela. Esse livro é a minha "menina dos olhos" meu preferido e querido. Tão querido que existe a versão infantil do mesmo. Esse eu decidi lançar independentemente, ele está disponível na internet em dois idiomas e em dois sites, um no Brasil e outro no México (www.clubedeautores.com.br e www.bubok.com.mx)sempre que posso, faço a divulgação pelas redes sociais, mesmo sabendo que posso estar sendo repetitiva demais. Faço o que posso. E quero poder muito mais!
Ah.. nem falei de como me sinto...tenho muito orgulho de mim por poder me inspirar e repassar as palavras pro papel ou pra tela do computador e me sinto muito feliz por ser capaz de tal proeza e por ter vendido alguns exemplares. Mas ao mesmo tempo é frustrante, porque ainda não posso viver disso. Ter talento para escrever, desenhar e pintar e não ser reconhecido, incentivado, remunerado. Quantas vezes eu ouvi que tenho que trabalhar para poder sustentar meu hobby?
Não é hobby, é a minha vida! É o que eu quero realmente fazer.
No momento, ser escritora é algo que me machuca um pouco. Mas é escrevendo que eu sou feliz. Quero ter leitores, fãs, quem sabe? Mas é isso que quero, poder ser vista como uma escritora e (futura) ilustradora.
É isso o que eu sei e amo fazer. Por que então não me sustentar através disso???
Ser escritor não é apenas escrever livros, escrevo colunas! Tenho dois blogs e sou colunista semanal do blog de um amigo meu chamado Rafael Sani, que também está neste barco comigo e que me deu uma ótima oportunidade para escrever e com isso, muito incentivo! O blog dele é www.sunnyboy8.webnode.com.br e ele escreve coisas surreias e geniais!;)
Espero que realizemos os nossos sonhos literários, mesmo com tanta gente dizendo "No, no, no" se é isso que nos move, é isso o que devemos fazer!
Feliz dia do escritor a todos os que passam ou já passaram pelas mesmas incertezas que tenho.
Um grande beijo, Thais Petranski
Escrevi 5 livros nos últimos 2 anos. Desse total 3 são histórias infantis, um é de poesia infantil e outro um tanto auto-biográfico, onde conto a história da realização de um sonho "impossível"(a parte mais linda da minha vida).
Algumas pessoas sabem que eu publiquei um livro infantil no ano passado. "Catarina e as baratinhas" foi a primeira publicação de três histórias infantis que eu tenho prontas. Ainda possuo alguns exemplares em minha casa que esperam por leitores que nunca chegam. Mas, eles continuam lá. Divulgo, passo email, twito posto no facebook, cheguei a sair na rua para vendê-los. sem sucesso.
Já procurei diversas editoras oferecendo meus outros arquivos, mas como devem imaginar...a maioria nem responde emails.
Eu escrevo em português e passo pro espanhol, porque eu sonho alto: quero publicar meus livros aqui no Brasil e no México, só pra começar.
Para quem não sabe, o México foi cenário da realização daquele meu sonho que comentei há algumas linhas. É lá que vive uma pessoa muito especial para essa minha nova "carreira", a pessoa que despertou em mim essa necessidade incontrolável de escrever.
"Siga o seu coração: busque Chavela Vargas!" é o livro que escrevi e entreguei a ela. Esse livro é a minha "menina dos olhos" meu preferido e querido. Tão querido que existe a versão infantil do mesmo. Esse eu decidi lançar independentemente, ele está disponível na internet em dois idiomas e em dois sites, um no Brasil e outro no México (www.clubedeautores.com.br e www.bubok.com.mx)sempre que posso, faço a divulgação pelas redes sociais, mesmo sabendo que posso estar sendo repetitiva demais. Faço o que posso. E quero poder muito mais!
Ah.. nem falei de como me sinto...tenho muito orgulho de mim por poder me inspirar e repassar as palavras pro papel ou pra tela do computador e me sinto muito feliz por ser capaz de tal proeza e por ter vendido alguns exemplares. Mas ao mesmo tempo é frustrante, porque ainda não posso viver disso. Ter talento para escrever, desenhar e pintar e não ser reconhecido, incentivado, remunerado. Quantas vezes eu ouvi que tenho que trabalhar para poder sustentar meu hobby?
Não é hobby, é a minha vida! É o que eu quero realmente fazer.
No momento, ser escritora é algo que me machuca um pouco. Mas é escrevendo que eu sou feliz. Quero ter leitores, fãs, quem sabe? Mas é isso que quero, poder ser vista como uma escritora e (futura) ilustradora.
É isso o que eu sei e amo fazer. Por que então não me sustentar através disso???
Ser escritor não é apenas escrever livros, escrevo colunas! Tenho dois blogs e sou colunista semanal do blog de um amigo meu chamado Rafael Sani, que também está neste barco comigo e que me deu uma ótima oportunidade para escrever e com isso, muito incentivo! O blog dele é www.sunnyboy8.webnode.com.br e ele escreve coisas surreias e geniais!;)
Espero que realizemos os nossos sonhos literários, mesmo com tanta gente dizendo "No, no, no" se é isso que nos move, é isso o que devemos fazer!
Feliz dia do escritor a todos os que passam ou já passaram pelas mesmas incertezas que tenho.
Um grande beijo, Thais Petranski
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Meu livro (independente) agora disponível no México!
É com imensa alegria e satisfação que escrevo este post.
Ontem, disponibilizei em um site que publica livros independentes no México, o meu livro na versão Espanhol: www.bubok.com.mx
Estou muito feliz por poder realizar mais este sonho!
Ontem, disponibilizei em um site que publica livros independentes no México, o meu livro na versão Espanhol: www.bubok.com.mx
http://www.bubok.com.mx/libros/191863/Sigue-tu-corazon-busca-a-Chavela-Vargas
Estou muito feliz por poder realizar mais este sonho!
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Quero desenhar, escrever e ir ao México.
É impressionante o que acaba de acontecer.
Decidi que serei ilustradora. Claro que não foi hoje, penso nisso há pelo menos 2 anos, o que eu acho muito tempo, uma vez que só este ano comecei um curso de desenho.
Para quem não sabe, eu desenhava desde muito pequena, e cheguei a ganhar alguns concursos de desenho em uma empresa em que trabalhava meu pai. Isso com uns 4 ou 5 anos.
Décadas se passaram, estudei outras coisas, quis "matar" a arte de dentro de mim, mas é claro que a essência de uma pessoa não muda.
Acho um pouco tarde começar a levar a sério algo tão importante aos 32 anos de idade, mas não posso chegar aos 40 fingindo que quero fazer outra coisa na minha vida.
Quero desenhar, escrever e ir ao México. (eu já disse essa frase antes...rsrsrs)
Estou pesquisando cursos, aulas, professores, amigos, para aprender a ilustrar e desenhar melhor (tenho que aprender tudo!) e buscando uma mesa digitalizadora (ou tablet) na internet encontrei vários vídeos com o título "Aprende a dibujar". Cliquei para assistir e percebi que o sotaque da pessoa que falava (e explicava muito bem e sem medo de ficar sem seu conhecimento por disponibilizar suas experiências na net)era mexicano.
Viva México!!!
Agora eu tenho um professor mexicano! Isso é genial!
Decididamente, "en México encuentro la vida"
Decidi que serei ilustradora. Claro que não foi hoje, penso nisso há pelo menos 2 anos, o que eu acho muito tempo, uma vez que só este ano comecei um curso de desenho.
Para quem não sabe, eu desenhava desde muito pequena, e cheguei a ganhar alguns concursos de desenho em uma empresa em que trabalhava meu pai. Isso com uns 4 ou 5 anos.
Décadas se passaram, estudei outras coisas, quis "matar" a arte de dentro de mim, mas é claro que a essência de uma pessoa não muda.
Acho um pouco tarde começar a levar a sério algo tão importante aos 32 anos de idade, mas não posso chegar aos 40 fingindo que quero fazer outra coisa na minha vida.
Quero desenhar, escrever e ir ao México. (eu já disse essa frase antes...rsrsrs)
Estou pesquisando cursos, aulas, professores, amigos, para aprender a ilustrar e desenhar melhor (tenho que aprender tudo!) e buscando uma mesa digitalizadora (ou tablet) na internet encontrei vários vídeos com o título "Aprende a dibujar". Cliquei para assistir e percebi que o sotaque da pessoa que falava (e explicava muito bem e sem medo de ficar sem seu conhecimento por disponibilizar suas experiências na net)era mexicano.
Viva México!!!
Agora eu tenho um professor mexicano! Isso é genial!
Decididamente, "en México encuentro la vida"
terça-feira, 21 de junho de 2011
Qué pasa?
Às vezes parece que tudo está travado, que algo impede que coisas simples aconteçam, por mais que eu tente e acredite.
Tenho que arrumar uma maneira de mudar isso.
Tenho que arrumar uma maneira de mudar isso.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Novidade!!!
Meu amigo Rafael Sunny acaba de me dar um presente!
UMA COLUNA SEMANAL NO SEU BLOG!
É isso mesmo! Todas as quartas feiras serão publicadas novos textos.
O texto de estréia foi publicado ontem (15/06/2011), se chama "Uma vida não deveria ser contada em anos e sim em amor".
Entre no site e confira!
E lembrando que sexta feira estréia a coluna semanal de Sunny!
;)
UMA COLUNA SEMANAL NO SEU BLOG!
http://sunnyboy8.webnode.com.br/
É isso mesmo! Todas as quartas feiras serão publicadas novos textos.
O texto de estréia foi publicado ontem (15/06/2011), se chama "Uma vida não deveria ser contada em anos e sim em amor".
Entre no site e confira!
E lembrando que sexta feira estréia a coluna semanal de Sunny!
;)
terça-feira, 14 de junho de 2011
Participação no 2º Premio Clube de Autores de Literatura Contemporânea

Conforme divulgado por email e redes sociais, participei do 2º Premio de Literatura Contemporânea, promovido pelo site Clube de Autores, com o livro "Siga o seu coração: busque Chavela Vargas!".
Foram 622 obras inscritas e 5.147 votos confirmados, nesta primeira fase do Premio, que através de voto popular selecionou os 10 mais votados.
Meu livro ficou na 27ª posição!É uma grande alegria ter ficado entre os trinta mais votados dentre as 622 obras participantes!
Muito obrigada a todos que votaram!
:) Valeu!!!!!!!
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Hoje seria aniversário do grande poeta Fernando Pessoa
Aqui, algumas de suas lindas frases e poesias.
"Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso."
E uma que é a minha cara (talvez a sua, e a dele, a dos outros ali...)
"Posso ter defeitos, viver ansioso
e ficar irritado algumas vezes mas
não esqueço de que minha vida é a
maior empresa do mundo, e posso
evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale
a pena viver apesar de todos os
desafios, incompreensões e períodos
de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor
da própria história. É atravessar
desertos fora de si, mas ser capaz de
encontrar um oásis no recôndito da
sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã
pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios
sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma
crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir
um castelo…"
terça-feira, 31 de maio de 2011
No fundo, todo mundo é igual?

Sobre o peso dos meus amores
Eu vejo a distância
Eu vejo os perigos
Eu vejo os outros gritando
Eu vejo um
Eu vejo o outro
Não sei qual amo mais
Sob o peso dos meus amores
Leonilson, 1990.
Ando um pouco perturbada desde domingo, quando visitei a exposição do artista José Leonilson, chamada "Sob o peso dos meus amores", no Itaú Cultural.
Mais específicamente após ler o seguinte texto dos curadores Bitu Cassundé e Ricardo Resende:
"A obra do artista José Leonilson é repleta de índices taxonômicos: listas, números, coleções, símbolos, repetições. Seu legado constitui um grande arquivo, impregnado de memórias, classificações, vida e transposições. Esses arquivos de referências pessoais são compostos de materiais recolhidos do cotidiano, como tíquete de viagens, entradas de cinema, matérias de jornal e revista com informações pessoais, de amigos ou de sua obra, programações das exposições, fotos, contas, endereços, telefones, cartões, relatos de viagem, uma refinada escrita poética, esboços de trabalhos e demais particularidades.
A presença do caráter colecionista em sua personalidade e em seu trabalho se evidencia na coleção de brinquedos e no conjunto de signos recorrentes utilizados em toda a sua obra (ampulheta, símbolo do infinito, números, navio, escada, ponte, relógio, avião, farol, instrumentos musicais, átomo, vulcão, montanha, cadeira, bússola, torre, radar etc.). Delimitando todo esse trajeto, costurando todos os pontos, encontra-se a vida, o secreto, o particular, o romântico, que migrou de forma fluente e poética de seu cotidiano para sua produção artística.
Nesse processo de catalogação ou arquivamento do eu, o ‘’mundo’’ foi uma das metáforas mais utilizadas, assim como a geografia unida à topologia do corpo (mapas, globos, rios, caminhos, trajetos, artérias, vias, órgãos, cidades, desejos), que compõe uma espécie de cartografia do desejo. Dentro dessa investigação taxonômica do mundo, a palavra foi um dos agentes processuais mais legítimos e, por meio dela, foi composto um inventário regido pela identificação, observação e classificação.
A palavra se localiza em sua obra livremente, sem amarras, em alguns casos desobedecendo a regras de sintaxe ou gênero. O recurso gráfico por ele utilizado revela um caráter intermidiático, pois em suas construções ‘’poético-visuais’’ há um diálogo entre as artes visuais e a literatura, no qual a palavra e a imagem se conjugam numa estética semelhante àquela das histórias em quadrinhos.
Leonilson relata-se por meio das repetições – seja em uma narrativa voltada às questões sexuais, da idealização romântica e da busca pelo outro, nas metáforas ou nas metonímias do corpo, nas confidências alegóricas, seja na semântica iconográfica –, característica que atribui à sua obra uma estrutura circular. Em alguns momentos essa estrutura se encontra e se recria.
O processo autobiográfico colocado em sua produção revela um ‘’eu’’ carregado por um coletivo simbólico, em que tudo é motivo de sedução, lástima, desejo e vida. É nesse fluxo de poesia, na precisão do diálogo entre palavra e imagem, que o artista cria o seu jogo literário silencioso, que reverbera com mais intensidade em alguns escritos, mas que também habita com precisão os pequenos textos presentes em parte de seus trabalhos.
Os títulos são agentes desse processo literário; condensam uma narrativa íntima, forte, capaz de dizer muito com recursos mínimos e de atingir o outro pelo lirismo e pela simplicidade. A palavra integrada por um contexto poético-visual torna-se agente funcional da aproximação entre o artista e o espectador, atuando como ferramenta de acentuada cumplicidade, avizinhando e capturando, transformando de certa forma o público em testemunha de alegrias, tristezas, buscas, angústias e verdades."
....................................................................
Identificação com seu "eu" ..."carregado por um coletivo simbólico, em que tudo é motivo de sedução, lástima, desejo e vida"...
Isso me faz questionar:
Será que no fundo, todo mundo é igual???
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Escolha o site e adquira já o seu exemplar! Impresso ou Ebook!

Super promoção até domingo 29/05 no site Clube de Autores!
http://www.clubedeautores.com.br/book/45605--Siga_o_seu_coracao_busque_Chavela_Vargas
Impresso R$ 24,79
Ebook (pdf) R$ 6,98
Ou no site www.agbook.com.br
http://www.agbook.com.br/book/45608--Siga_o_seu_coracao_busque_Chavela_
Impresso R$ 30,82
Ebook (pdf) R$ 10,00
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Saudade das minhas aulas de dança com Soraia Zaied
Saudade das minhas aulas de dança do ventre, das tardes de sábado com o grupo folclórico da Soraia. A professora-estrela, que se consagrou no Egito, o lugar onde ela sempre quis estar.
Ela está aqui em SP e não fui vê-la. Acho que eu morreria do coração se a visse dançar outra vez.
Aiiii que saudade do tempo em que pensei que seria bailarina também, mas sempre fui melhor expectadora e apenas mais uma fã da minha eterna professora de dança.
Saudade!!!
:)
quarta-feira, 18 de maio de 2011
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Mauricio de Sousa toma posse na Academia Paulista de Letras

Matéria publicada na Folha de S.P. - 12/05/2011
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/915165-mauricio-de-sousa-toma-posse-na-academia-paulista-de-letras.shtml
Foto: Daniel Marenco/Folhapress
12/05/2011 - 23h00
Mauricio de Sousa toma posse na Academia Paulista de Letras
Publicidade
GUILHERME BRENDLER
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Mauricio de Sousa, 75, foi empossado na noite desta quinta-feira (12) como membro da Academia Paulista de Letras (APL). O desenhista assume a cadeira 24, antes ocupada pelo poeta Geraldo de Camargo Vidigal, morto em agosto do ano passado.
Criador da Turma da Mônica, Mauricio de Sousa é o primeiro quadrinista ser empossado pela Academia.
A cerimônia ocorreu no auditório da sede da APL, no largo do Arouche, região central de São Paulo.
Ao final do ato solene, bonecos de personagens de Mauricio de Sousa --Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e Chico Bento-- interagiram com o público que estave na cerimônia.
APROXIMAÇÃO
"O largo do Arouche está em festa", disse o deputado federal Gabriel Chalita (PSB-SP) e acadêmico em seu discurso de saudação oficial. O político foi escolhido por Mauricio de Sousa para dar a mensagem de boas-vindas e discursou por 12 minutos. De acordo com o protocolo da Academia, o membro a ser empossado é quem escolhe o acadêmico que faz a saudação oficial.
Chalita agradeceu ao convite e disse que a chegada de Mauricio à APL marca um momento de maior aproximação da Academia com as crianças. "Mauricio já produziu mais de um bilhão de gibis. Já escreveu para inúmeras gerações. É alguém que ficará para sempre na nossa história e imaginação."
Para o presidente da Academia, Antonio Penteado Mendonça, "Mauricio é, sim, um escritor. Ele teve uma das mais expressivas votações da história da APL".
Dos 39 acadêmicos, 38 votaram a favor e um se absteve.
A APL já tem um projeto de parceria com o novo acadêmico para aproximar a Academia do público leitor. Segundo Mendonça, Mauricio de Sousa disponibilizará duas páginas dos gibis para que os leitores possam escrever contos e poemas poderão enviá-los para a academia. Os membros da APL escolherão os melhores textos que serão transformados em quadrinhos.
De acordo com a APL, o projeto deve ser implementado a partir de outubro.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Carlos Drummond de Andrade
domingo, 17 de abril de 2011
Este é o meu presente: meu livro pronto e disponível na internet!

Esperei este lindo dia de Chavela, 17/04/2011, para divulgar minha obra mais linda: o livro que escrevi para Chavela Vargas.
A principio, seria uma carta onde me apresentaria a Chavela. Mas havia muito o que dizer.
Quando a vi pela primera vez, em 12/11/2009, estava pronta só uma parte do livro, e foi a versão que a presenteei. Em novembro de 2010, a presenteei com a versão completa deste livro que agora disponibilizo em portugues (e em alguns dias em espanhol tambiem). Existe a versão infantil deste livro, com ilustrações e que a propria Chavela leu.
Estou imensamente feliz por concluir esta obra tão importante para mim. A historia mais linda e inspirada de minha vida.
Minha historia. Meu sonho realizado. E a atenção de Chavela Vargas.
Te amooooo!!
Siga o seu coração: busque Chavela Vargas!, por Thais Petranski - Clube de Autores http://t.co/tblV1Dw vía @clubedeautores
sábado, 19 de março de 2011
Brincadeira de criança?

Estes dias, vendo as notícias notei como tudo o que acontece no mundo, é uma evolução das brincadeiras infantis.
Vamos analisar:
-Toda a revolta do povo egípcio contra as brincadeiras de poder de Mubbarak, que, quando menino, deveria brincar de ganhar dinheiro às custas dos amiguinhos, para mim faz sentido. Enquanto a maioria brinca na rua, os que se acham superiores brincam do que?
-Toda essa loucura na Líbia, de um homem que está há tanto tempo no poder, me mostrou uma brincadeira muito comum. Enquanto o "herói" mata os "vilões" (que para Kadaff é o povo) o resto do mundo espera feliz a oportunidade de brincar de guerra, com seus aviõezinho e mísseis, para bombardear o "inimigo".
Enquanto ELES brincam de guerrinha, ELAS brincam de mamãe, engravidando de quem pode oferecer algum benefício. Não porque amam crianças, não porque querem cuidar de um ser humano. ELAS querem vivem bem e usam a maternidade para conseguir. Não todas, é claro, mas uma boa parte pensa assim ou acaba se inspirando nessa "filosofia".
Cada país tem sua brincadeira de criança favorita, cada região forma um tipo de adulto.
Se alguém, nesta merda de lugar à beira do fim, quiser viver em um mundo melhor, deveria ensinar brincadeiras sadias às crianças. Só guerra, mamãe e filhinha (reparem que nunca há o papai, policia e ladrão, não está formando bons adultos.
Resumindo em uma palavra: EDUCAÇÃO!
sexta-feira, 18 de março de 2011
Ode ao cagado trabalhador paulistano
Sexta feira chuvosa, trânsito, uma multidão nas ruas.
Trabalho pra fazer em casa, termina tudo bravamente, volta pra entregar e decide resolver as pendências burocráticas da recisão, não sem antes caminhar pelo tenebroso bairro da Santa Cecilia, coberto de nóias. Andar apressado para não ser assaltado, tampouco atropelado. Varrido pela loucura coletiva, o trabalhador registra seus livros, orgulho de sua vida esse dom!
Corre desembestado e chega a cinco minutos do fim do expediente: 15h55!!!
Preenche formulário, rubrica páginas e mais páginas.
- Trouxe a copia dos documentos?
- Sim, mas precisam de duas? Onde posso tirar cópia por aqui?
E a pressa responde:
- Faltam 3 minutos!!!
(ótima resposta...)
Nos três minutos finais, dois livros são registrados. Uma coisa a menos para resolver!
Ufa! Sobrou tempo! Atravessa o viaduto e pega o metrozão, rumo à Sé. Passeia relaxado pela estação, tenta se descontrair olhando uma exposição de aquarelas. Ao lado, a grande escultura de bronze é cercada por uma faixa branca com uma grande inscrição: "Não ultrapasse a faixa branca, ajude a preservar a obra". E qual não foi sua surpresa ao ver um camarada sentadão na arte de bronze...tem gente que não sabe ler, conclui. Mas, acho que tem gente que gosta mesmo é de "burlar" esse tipo de aviso.
Respeito que nada, esse é o povão.
Ao passar pela catraca o odor fecal invade o ambiente, sendo amenizado apenas pelo cheiro do chafariz de urina, respingando dentro da estação. Talvez alguns banheiros públicos resolvam essa situação...
Vida de trabalhador honesto, não é fácil não.
O cidadão corre pro Poupatempo solicitar o seguro-"desespero". Fila e minutos de espera, para ser avisado que a papelada não vale nada devidos aos erros de cadastro.
Cadastro e sistema, os culpados por tudo nesse mundão globalizado que insiste em não assumir a responsabilidade. A vida não pode seguir assim não!
Nada resolvido, mas alguns dias perdidos, sem dinheiro no bolso, a espera do trabalho alheio.
Como se não bastasse, a chuva aumenta, enquanto o guarda chuva descansa no armário. Espera de ônibus, sobe, desce, sobe em outro. As janelas fechadas concentram a catarrada da galera que tem medo de água. Tossida no cangote na sanfona do busão. Pobre cidadão vai pro fundão, pular feito cabrito, distante dos enfermos.
A visão privilegiada identifica uma cena um tanto comum: pessoas doidonas de tanto cheirar pó de unha de alguma mocinha vaidosa que não pôde esperar a hora da manicure.
Desce, e a caminho de casa encontra uma grande poça d´agua. Será que aquilo é uma ilhota? E o pézão afunda na água da construção. -Que nojo!!! Exclama inconformado, para seguir tendo uma crise de riso, lembrando do seu dia agitado.
Sum Paulu é assim mesmo, fede, irrita, sufoca, mas de tão trágica, chega a ser cômica.
domingo, 13 de março de 2011
Razão, emoção e um sonho de toda uma vida.

Quando finalmente a certeza de uma carreira aparece (emoção/sonho) o dinheiro não é suficiente para investir (razão).
A relação entre razão e emoção é curiosa. Uma não depende da outra para existir, mas para que algo se realize, as duas devem estar juntas e no mesmo nível de intensidade.
Querer é poder desde que haja um empurrãozinho para acontecer (no meu caso o empurrãozinho é financeiro).
Finalmente, decidi fazer um curso de Artes Plásticas. O que sempre quis fazer. O que eu sempre soube que é o que mais se parece comigo, e justamente agora que emoção veio à tona novamente e assumi esse meu lado artista, que não posso mais esconder, tenho que colocar a razão na frente de tudo isso, porque neste exato momento, não posso investir um dinheiro que ainda não existe.
Vai existir, com certeza, mas não o tenho agora, e é só isso que me impede de realizar um grande sonho da minha vida, o sonho que me acompanha desde a infância: ser artista formada.
Agora, a única coisa que posso fazer é obter meios para realizar esse grande desejo, porque meu dia de brilhar chegará, tenho certeza.
:)
terça-feira, 8 de março de 2011
Zabé da Loca, a rainha do pífano.
Ontem, vendo esta reportagem no Globo Rural, descobri a história de Zabé da Lóca, a rainha do pífano.
Izabel Marques da Silva, nasceu em Pernambuco, foi para a Paraíba, ainda adolescente e morou em uma gruta por 25 anos. A senhora de 86 anos, foi descoberta aos 79 na região do cariri paraibano, onde seu talento a consagrou como revelação da música popular brasileira no ano de 2009.
Esta linda reportagem mostra que uma mulher pode inspirar outras com sua história de vida. Só lamento que histórias tão lindas como a da Dona Zabé da Loca, não sejam divulgadas, não virem best sellers nacionais e nem virem um filme amplamente divulgado na mídia. Esse é o meu Brasil...
Izabel Marques da Silva, nasceu em Pernambuco, foi para a Paraíba, ainda adolescente e morou em uma gruta por 25 anos. A senhora de 86 anos, foi descoberta aos 79 na região do cariri paraibano, onde seu talento a consagrou como revelação da música popular brasileira no ano de 2009.
Esta linda reportagem mostra que uma mulher pode inspirar outras com sua história de vida. Só lamento que histórias tão lindas como a da Dona Zabé da Loca, não sejam divulgadas, não virem best sellers nacionais e nem virem um filme amplamente divulgado na mídia. Esse é o meu Brasil...
segunda-feira, 7 de março de 2011
Milton e Hans na Avenida Paulista
Quem anda pelo final da Avenida Paulista já os viu. Talvez, nem todos tenham reparado em Milton, mas, os olhos azuis do grande cachorro sem raça definida, acredito que se lembrem.
Milton costuma parar sua carroça próximo da estação Consolação do metrô. Ele é o dono de Hans, o imenso cão amarelo que, geralmente, vimos dormindo entre os pertences de seu dono. Não é apenas mais um cachorro andarilho que segue seu dono. Hans surpreende a todos quando olha calmamente ao seu redor, com seus lindos olhos de um azul tão claro, que à primeira vista parecem brancos. Com eles, ilumina parte da calçada cinzenta da avenida mais famosa da capital paulista. Duas pequenas luzes azuis.
Por quê não temos coragem de assumir que a beleza é fundamental?
Alguém se lembraria de Milton, um homem que vive na rua, se não fosse dono de Hans?
Eu parei para conversar com ele porque me impressionei com a beleza de seu mascote amerelo com olhos azuis. E tirei algumas fotos justamente para ilustrar esse blog e perguntar:
Amamos mais os animais ou os seres humanos?
terça-feira, 1 de março de 2011
Ventanas

Uma porta se fechou pq um ciclo se completou. Agora, muitas janelas floridas estão se abrindo!
Posso olhar cada uma delas, posso fechá-las ou abrí-las totalmente. Posso dar a volta e apreciar a vista e até mesmo fazer parte da paisagem que se move cada vez mais clara.
Mudanças podem ser ótimas! É só saber aproveitá-las!
:)
Have a nice day!
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Gestão do Conhecimento para ser reconhecida profissionalmente

Ano novo se aproxima. Outra idade, novos desafios e objetivos "velhos" para alcançar.
O que sei agora, é que tenho que pintar mais, e batalhar para conseguir publicar meus livros no México. Sim, eu ainda quero isso.
Preciso de ajuda. E quero fazer isso este ano.
Os livros que contam minha busca, encontro e reencontro com Chavela Vargas são os meus favoritos. São 2 porque um é a versão infantil e ilustrada do outro. São lindos, não porque são meus, porque são capazes até mesmo de inspirar a própria autora a cada vez que os lê.
Se eu tivesse que escolher uma coisa este ano, seria publicar os livros no México.
Minha lista de prioridades para 2011:
- ser útil em meu trabalho;
- publicar meus livros no México (primeiro, depois no Brasil, Espanha, etc, etc);
- pintar mais quadros;
- ganhar dinheiro para poder realizar mais sonhos;
- não desistir.
À primeira vista pode parecer uma lista modesta, mas não é. Mesmo ser saber como, quero fazer, é isso que importa. Esse é o meu foco: realizar.
Em 2010 usei a Gestão do Conhecimento para realizar meus sonhos. Em 2011 quero usar a GC para ser reconhecida profissionalmente. Quero inspirar pessoas com minhas palavras e minha história recente. E ser paga para sustentar meu único vício: ir ao México.
Que minha inteligência e dedicação estejam sempre comigo, e que eu possa encontrar os caminhos que devo seguir para chegar onde quero.
Feliz 2011!
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Triste mundo perdido
Hoje um sentimento muito ruim fez parte de quase todo o meu dia. Não era nada pessoal, como algum sonho de consumo, ou alguma compra de final de ano. Hoje, pensei muito e concluí que grande parte do povo brasileiro gosta de ser fútil. Não apenas isso, batemos no peito com orgulho por sermos assim.
Tudo começou quando soube que minha prima havia visto, no cinema, um filme sobre Ayrton Senna, e que havia voltado muito emocionada. Buscando informações para assistir o filme também, o sentimento de "vazio nacional" tomou conta de mim.
Explico o por quê.
Busquei na internet as salas de cinema que exibiam o filme, e, para minha surpresa, na capital de São Paulo, encontrei apenas 1 horário em apenas 1 sala de cinema (aqui começou minha indignação).
O documentário "Senna", dirigido pelo inglês Asif Kapadia, foi lançado 16 anos após a morte do maior piloto brasileiro. E segundo a matéria que encontrei, o fez com maestria.
Ayrton Senna foi o maior ídolo de uma geração que acordava mais cedo aos domingos para ver o show de um grande piloto. Todos o admiravam. Não só sua genialidade nas pistas, como também seu lado solidário. Qualquer pessoa conseguia notar algo muito especial em Senna, uma luz, uma inspiração.
Até hoje, quando vejo a gravação dos últimos momentos de Senna, antes da sua última corrida em 01/05/1994, consigo perceber o sofrimento daquele homem que sabia que ia morrer naquele lugar, e que não poderia evitar. Não, ele não foi um mártir. Foi um grande piloto que passou por aqui, para servir de exemplo para todos nós. Um grande homem.
Quantos brasileiros até hoje vibram quando vêm suas vitórias e se emocionam quando lembrar de maio de 94??? Fui ao seu velório, assim como milhares de fãs que passaram horas para conseguir estar por poucos segundos próximos a ele. Ao seu corpo.
Sabe o que acho triste?
Saber que milhares de pessoas pensam e sentem o mesmo que eu, e que em 16 anos nenhum brasileiro teve a capacidade de prestar uma homenagem a ele. Pior que isso. Enquanto ele estava vivo alguém fez?
Mais triste, (para não dizer vergonhoso) é saber que o povo brasileiro, produz e "consome" livros e filmes de traficantes e prostitutas que ficaram famosos por suas habilidades. Mas que em nenhum momento pensa/quer mostrar grandes personalidades deste país.
Talvez, esse seja um problema da América Latina, mas como brasileira, só posso falar do meu país. Aqui somos patriotas a cada anos motivados pela Copa do Mundo, nada mas.
Eu tenho vergonha do que acontece no meu país. Esportistas e personalidades influentes se envolvem em escândalos, até mesmo em crimes, e ainda assim servem de "exemplo" para as crianças.
Ainda bem que vivi a década de 80 e que pude ver tantas vitórias de Senna!
Hoje, o mundo está perdido, e o Brasil está à caminho da merda total. É isso o que acontece quando não se investe em educação. Não valorizamos nem nossos heróis!
EDUCAÇÃO! É o que salvaria este país.
Mas também nos orgulhamos por não sabermos votar.
O governo não tem culpa não. Nós eleitores, somos os responsáveis por acabar dia após dia com esta nação. Porque não temos interesse e vontade para mudar alguma coisa.
Queremos continuar sendo passivos e sem educação?
Sim. Hoje eu fiquei triste porque, assim como tantos outros brasileiros, também não fiz nada por Ayrton Senna.
E fico pensando em quantos outros gênios e heróis existem neste país e nem nos importamos.
Até quando?
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Meu primeiro livro lançado: Catarina e as baratinhas
Meu primeiro livro infantil, foi lançado no dia 15/10/2010, na Livraria da Vila, pela Edicon.
Sem dúvida, foi um grande passo que dei em minha vida, depois de assumir que os livros infantis me encantam e me inspiram (muito!).
Vocês podem dizer: - Mas você nem me contou que escrevia!!!
Pois é, não escrevia. As palavras vieram até mim e decidi publicá-las. Encontrei a Valentina que apostou na minha história, ela me apresentou à Soraia, que deu vida às ilustrações e aqui ele está. Lindo!
"Catarina e as baratinhas" foi criado a partir de uma história real de uma menina que queria castigar uma baratinha por esta ter invadido sua casa.
Essa história traz a proposta de transformar a visão da relação inseto-criança incentivando o respeito entre as espécies. Afinal, o medo que geralmente surge ao nos depararmos com uma baratinha, muitas vezes vem de um susto que ela nos deu, mesmo sem querer. Somos amigos dos nossos cães, dos nossos gatos e passarinhos. Por que não podemos ter uma relação mais amigável com os insetos?
Conhecer e respeitar todo tipo de vida é muito divertido também!"
Estou orgulhosa por ter seguido mais este chamado do meu coração. E mais ainda, por ter realizado mais este grande sonho. Que minha determinação possa inspirá-los também!
Quem tiver interesse, entre em contato pelo e-mail: thais.petranski@gmail.com, ou deixe um post aqui no blog.
Quero publicar meus livros no México! E preciso de ajuda!
Faz tempo que não passo por aqui. Ando sem concentração e isso dificulta a inspiração e consequentemente a escrita. Esse é o preço que pago para obter a paz que a fluoxetina me oferece. Mas não posso reclamar.
Muita coisa aconteceu nestes últimos meses.
Terminei de escrever 5 livros. O que fiz para Chavela Vargas, foi traduzido para o espanhol pelo meu professor José Rius. Escrevi três histórias infantis (uma delas é a versão infantil do livro da Chavela Vargas)e outro com poemas para crianças. Dois deles eu ilustrei. Um outro (Catarina e as baratinhas) foi ilustrado por uma profissional e foi lançado no mês passado pela Edicon.
Voltei ao México para entregar nas mãos dela o livro pronto, e me surpreendi com sua melhora. Chavela está ótima, graças a Deus!
A presenteei com meu livro lançado e também com a magnífica versão infantil ilustrada, que Chavela começou a ler na minha frente. Parou de ler por estar emocionada, mas disse que o leria depois. Foi um momento lindo!
Estou decidida a publicar os livros no México. Motivos não faltam. Além de todas as palavras que escrevi para homenagear Chavela, minha admiração é tamanha, que se estendeu a uma cidade, a um país inteiro. Quero inspirar as pessoas a lutarem pelo que acreditam.
Tudo que estava ao meu alcance foi feito. Tudo! Mas, para que mais este sonho se realize, preciso de ajuda. Preciso de pessoas que tenham contato com editoras no México e que queiram publicar essa minha homenagem à lenda viva Chavela Vargas.
Prometo que aos poucos vou atualizando este blog com um pouco mais da magia mexicana.
Marcadores:
Chavela Vargas,
homenagem,
livro infantil,
livros para publicar no México,
publicações,
sonhos realizados
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Meus dias pós México...
terça-feira, 26 de outubro de 2010
¿? - ¡ JODER! - a missão
Definitivamente: existem coisas que só algumas doses de tequila e um cigarro resolvem. Que dia esquizofrênico!
Sem tesão pra viajar (isso é grave), sem paciência de estar no metrô e tentando não surtar.
Esta cidade está impraticável. Invivível. E impossível!
Estou bêbada de tequila, fumei uma porcaria de cigarro e agora tudo está um pouco melhor.
Quer ir ao México comigo? Seria tãaaaaao divertido....já não quero ir sozinha!
Quero outro destino! Outra cidade!
Socorro! Preciso viver! Ou não!!!
Sem tesão pra viajar (isso é grave), sem paciência de estar no metrô e tentando não surtar.
Esta cidade está impraticável. Invivível. E impossível!
Estou bêbada de tequila, fumei uma porcaria de cigarro e agora tudo está um pouco melhor.
Quer ir ao México comigo? Seria tãaaaaao divertido....já não quero ir sozinha!
Quero outro destino! Outra cidade!
Socorro! Preciso viver! Ou não!!!
¿?

O sonho concluído e a falta de força para sonhar outra vez. É estranho como o vazio surge em meio à realização.
Cansaço? Tédio? Depressão?
Já não tenho vontade de ir, é verdade. Só sei que tenho que terminar o que comecei. Tenho que entregar o livro, nada mais.
Talvez o México seja exclusivamente dos mexicanos, e estou sem ânimo para sair da minha cama.
Vou. Mas algo me diz que é a última vez.
Que seja então uma despedida. De toda arte, de toda música, de toda magia.
Não se vive apenas de ilusão, nem é saudável estar dividida entre dois mundos.
Quero estar inteira. De corpo e alma em um lugar apenas. Quero me acostumar com a nova Thais, que está abrindo mão da coragem para se tornar apenas mais uma pessoa "normal".
Existem outras possibilidades. Outros continentes. Outras cidades.
O México é o mesmo. Eu não sou.
O que quero agora?
.
.
.
Muito mais.
.
.
.
Estar no meu lugar. Porque deve haver um lugar só meu.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Interrogações e verbos

Amar, buscar, mudar. Verbos que podem devorar a consciência humana. Agir, para acalmar a aflição.
Arriscar tudo por um sentimento maior, por uma vida melhor.
Depois do sonho o que vem?
Realizar é sensacional, mas e depois? Só lembrança dos bons momentos sonhados. Por que a realidade pode parecer tão cruel?
De um mundo distante vem percorrer o centro do universo em largas passadas.
Pressa por quê?
As janelas condenam a alma machucada. Ilusão, determinação, merecimento.
Olhos vivos, pele clara.
A coragem que a maioria não tem.
Seus motivos, os motivos de outrem. Ser , estar, voltar.
Pensar, esperar. Acreditar que é possível viver em paz e com dignidade.
Pele viva, olhos claros.
Tudo vai passar.
"A verdade é que não há verdade" (Pablo Neruda)
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Um vídeo extraordinário!!!
Um video que mostra o recanto de Chavela Vargas, Lola sua cachorrinha, suas fotos e presentes.
Guillermo, meu companheiro na aventura em busca de Chavela Vargas, enviou este vídeo para mim.
Aqui estão alguns presentes que demos a ela: o xolo de pedra que fica no chão da sala, a pequena chavelinha feita com filtro de café (que está ao lado do seu Grammy), e o quadro que lhe dei no dia do lançamento de cd ¡Por mi culpa!, em abril.
Quase morri do coração!
Estou imensamente feliz!
Segue o link: http://vimeo.com/16385086
Guillermo, meu companheiro na aventura em busca de Chavela Vargas, enviou este vídeo para mim.
Aqui estão alguns presentes que demos a ela: o xolo de pedra que fica no chão da sala, a pequena chavelinha feita com filtro de café (que está ao lado do seu Grammy), e o quadro que lhe dei no dia do lançamento de cd ¡Por mi culpa!, em abril.
Quase morri do coração!
Estou imensamente feliz!
Segue o link: http://vimeo.com/16385086
sábado, 2 de outubro de 2010
Um dia especial

O dia preguiçoso se transformou completamente quando fomos surpreendidos pelo filme que substituiria a aula do dia: Elsa & Fred. Sabia que era lindo, mas não lembrava que era tão especial. Mais real do que nunca, ele passa de uma maneira encantadora que algumas pessoas são muito especiais mesmo sendo um tanto diferente dos "padrões" que as pessoas esperam que tenham.
Mudanças podem ser maravilhosas quando estamos abertos para o novo. Essa é a essência do filme.
Pensei nesse filme o dia todo.
Hoje também é um dia especial porque a Turma do Snoopy completa 60 anos. Há 10 sou perdidamente apaixonada por Snoopy e seu criador, Charlie Monroe Schulz que deve estar muito feliz vendo todas as comemorações pelo aniversário de sua obra (esteja ele onde estiver).
Tirei várias fotos com Snoopy e Charlie Brown, cantei parabéns e comi bolo, na Saraiva. Era apenas mais uma criança entre todas as outras.
Que bom!
:)
domingo, 19 de setembro de 2010
terça-feira, 31 de agosto de 2010
News
Que loucura! Quando tempo sem escrever aqui!
Estava finalizando meus projetos literários e agora busco uma editora para publicar meu(s) livro(s) no México.
Pra falar a verdade, eu gostaria mesmo é de lançá-los na Feira Internacional do livro de Guadalajara!
Dá tempo sim!
Sigo com minhas artes e meus planos infalíveis..rsrsrs
Estava finalizando meus projetos literários e agora busco uma editora para publicar meu(s) livro(s) no México.
Pra falar a verdade, eu gostaria mesmo é de lançá-los na Feira Internacional do livro de Guadalajara!
Dá tempo sim!
Sigo com minhas artes e meus planos infalíveis..rsrsrs
terça-feira, 6 de julho de 2010
Frida Kahlo
Hoje seria aniversário de uma das grandes mulheres que passaram pela terra e que deixaram o mundo mais intenso e colorido graças à sua arte. Frida Kahlo, a pintora mexicana que continua inspirando pessoas em todas as partes do mundo.
A conheci depois de ver o documentário sobre a vida de Chavela Vargas: a voz que me levou ao México.
Chavela não esconde que Frida foi seu grande amor. E é impossível não pensar em amor quando penso em Frida. Seu amor à Diego, à Coyoacán, à Casa Azul, às artes, à vida.
A mulher que com todas as dificuldades físicas que a vida lhe impôs, conseguiu transformar a dor em arte, esplendidamente.
Viva Frida Kahlo!
(faça um tour virtual pela magnífica Casa Azul http://tinyurl.com/2966z6l )
domingo, 4 de julho de 2010
Terminei!!!
Acabo de escrever meu livro. Que momento importante da minha vida!!!
O projeto mais esperado. Um livro que trouxe outros 4. Inspiração total.
Agora só falta terminar a revisão, a capa e mais alguns detalhes.
O projeto mais esperado. Um livro que trouxe outros 4. Inspiração total.
Agora só falta terminar a revisão, a capa e mais alguns detalhes.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Que diferença "isso" faz em sua vida???
Eu batalho pelo que quero, sonho e realizo (para caralho), digo o que deve ser dito e outras vezes calo. Não tenho tudo que quero, mas faço muito para cnseguir. Algumas pessoas dizem que sou linda, outras invejam minha "magreza". Existem as que dizem que eu sou foda (no bom sentido da palavra), outras que se inspiram nas coisas que faço.
Posso ser tudo isso, muito mais, muito menos também. Mas o fato é: sendo admirada ou não, eu sonho e realizo tudo SEMPRE SOZINHA.
As mesmas pessoas que se inspiram, são as que não me fazem companhia. As mesmas que me acham sensacional, são as que não olham nos meus olhos. As mesmas que me chamam de "querida" são as mesmas que não dão atenção quando estou com algum problema.
Muitas vezes eu estou reclusa do mundo, mas se um amigo precisa, eu me faço presente.
Falar é fácil, mentir muito mais fácil ainda.
Descubro então, que é legal ter alguém para olhar e dizer: "Puta merda, essa pessoa faz coisas muito legais", é bom porque constatamos que elas existem sim! Pessoas que realizam o que não temos a coragem para sonhar sequer.
Tempo e distância são questões de prioridade. Nós escolhemos ter tempo para alguém ou não, e também decidimos se ela está longe ou perto.
Acho que vou morrer não conseguindo entender o tamanho da falsidade que um ser humano pode ter. Mesmo que eu viva mais 100 anos.
Podemos escolher muita coisa na vida.
Eu escolhi ser corajosa.
Escolhi ser sincera.
Escolhi realizar.
Escolhi provar que não existe o impossível.
Pena que nesse meu universo particular só exista eu mesma com minhas convicções.
Sozinha, sonhando.
Chega uma hora em que o saco enche, e é justamente nesse momento em que as pessoas surtam. Ou desistem de uma vez de sonhar.
Eu acho muito chato saber que a espécie humana é covarde, falsa, hipócrita e traidora.
Não sou melhor do que ninguém, mas sei honrar meus princípios e sentimentos.
Mudo de idéia, canso das coisas, sou chata, assim como qualquer pessoa, mas em primeiro lugar sou leal a mim mesma. E tento até onde acredito ser possível realizar.
Eu queria tanto ser igual a todo mundo. Adoraria viver na hipocrisia coletiva. Ao menos não sofreria tanto.
Não tente me fazer sentir especial com palavras apenas. Eu quero e posso muito mais.
sábado, 12 de junho de 2010
My Sacrifice
Hello my friend, we meet again
It's been awhile, where should we begin?
Feels like forever
Within my heart are memories
Of perfect love that you gave to me
Oh, I remember
When you are with me, I'm free
I'm careless, I believe
Above all the others we'll fly
This brings tears to my eyes
My sacrifice
We've seen our share of ups and downs
Oh how quickly life can turn around
In an instant
It feels so good to reunite
Within yourself and within your mind
Let's find peace there
When you are with me, I'm free
I'm careless, I believe
Above all the others we'll fly
This brings tears to my eyes
My sacrifice
I just want to say hello again
(Creed)
quinta-feira, 10 de junho de 2010
12 de junho - Feliz Dia dos Namorados!

Há quem diga que é só mais uma data comercial, que o capitalismo criou, mas o Dia dos Namorados é sim um dia muito especial. É o dia para celebrar a companhia do ser amado, para beijar de uma maneira mais carinhosa, para abraçar mais apertado. E como toda data especial, ela pode ser bem triste para quem não tem o ser amado por perto.
É só um dia, mas é um dia inteiro. Vinte e quatro horas para celebrar.
No próximo sábado, dia 12, esteja com seu amor por inteiro, esteja onde estiver.
Cinco coisas
Quero apenas cinco coisas..
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser… sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.
(Pablo Neruda)
sábado, 5 de junho de 2010
O jardim
.jpg)
Sábado a noite, muito frio, ouvindo Steve Vai e esperando que tudo tome um rumo certo. Um caminho verdadeiro, com pessoas reais. Mesmo sentindo que minha vida tem uma ordem diferente. Espero. Más notícias chegam, outras se calam.
O inverno é assim, quase vazio. Sorte que quem está no verão, vivendo dias calorosos, às vezes sufocantes. Plantei minhas sementes de Cempazutchil hoje para que me tragam em alguns meses "El día de los muertos", ao menos uma lembrança dele. Regando aos poucos a semente que brotará. A flor que vem. A flor que vai.
Visitar o sol como a pouco visitei. As folhas hoje caem aqui. O inverno da erva daninha é muitas vezes o verão do jardim das rosas. Tudo tem seu exato lugar na terra, sobrevive o que tiver melhores condições de vida, o que for regado com amor. É por isso que a erva daninha tem vida curta, porque nunca é querida. Algumas pessoas ficam com pena de arrancá-la de uma vez da terra, mas querem saber de um segredo? O melhor meio de lutar contra as ervas daninhas é privá-las de luz solar e de espaço.
Nada como um inverno sem sol...
Eu nunca entendi o porquê de algumas espécies serem amadas e outras odiadas. A vida não deveria ser de igual importância? Ah! Talvez seja o direito adquirido do espaço de quem antes chegou. Olhando desse ponto de vista, tudo parece ter um pouco mais de sentido.
Que cada um cultive seu próprio jardim, florido ou não, mas só seu.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Só

(Imagem: Cão ao luar, 1972 Rufino Tamayo (México 1899-1991)-Litografia: The Mexican Master Suites)
Ainda existem pessoas que acreditam em palavras repetidas à exaustão, em palavras que refletem o que a imaginação não proibe, que sempre são engolidas pela realidade da vida real.
Piores são os que também acreditam na perfeição do futuro, enquanto constróem palácios totalmente diferentes do projeto falado, esses sim vivem em um mundo à parte do que permite a compreensão humana.
Lamentavelmente, ainda existem os que são fiéis aos seus sentimentos e ambições. São invejados por muitos, taxados de loucos por outros que não têm a mesma coragem. E passam seus dias esperando o tempo de alegria voltar, plantam sementes que vão colher (sozinhos) no futuro. No mesmo futuro que planejaram com os arquitetos da fala.
Eles sofrem porque sabem que se manterão determinados e leais ao que acreditam cegamente, e também por saberem que as outras pessoas não pensam na distância imensa entre o hoje e o futuro próximo.
Sempre sozinhos com suas crenças, realizando seus sonhos e tentando acreditar que tudo é verdade.
domingo, 23 de maio de 2010
Treinta y uno
Tan
Tudo
Tecnologiá
Tarde
Tacto
Toda
Teminación
Ternura
Telepatía
Tela
Ti
Temblor
Taquicardia
Tinkerbell
Tocar
Terrible
Tono
Telecomunicación
Temprano
Tender
Título
Timbre
Tentar
Toque
Transcendencia
Tomar
Tornar
Traer
Trámite
Tranquilo
Teoría
Tesoro
Tampoco
Teléfono
Tortillas
También
Tácito
Tardas
Táxi
Tarea
Tepito
Tarjeta
Ticoman
Thais
Tablado
Tepoztlán
Tablóide
Templo
Temporal
Tabular
Taza
Taquilla
Temer
Temperamento
Tempestad
Tatuaje
Tequila
Triste
Turista
Tu
Tuyo
Te extraño
Tanto
E aí?

Depois de alguns momentos de alegria, a realidade sempre volta para assombrar.O dinheiro de sempre, as coisas de sempre, o estresse de sempre.
Eu quero muito mais.
Quero poder caminhar com minhas próprias pernas quero minha liberdade silenciosa. Minha casa, minhas coisas. Coisas reais, possíveis.
O intangível é pouco para mim, não paga minha contas, não me satisfaz.
Sempre correndo contra a realidade que sonham para mim, quero a minha própria vida. Com minhas conquistas, com um mínimo de reconhecimento.
Lutar pelo que quero é o que faço há tempos, quero só descobrir o por quê? Para que?
Quero conquistar, e não mais lutar. Já estou quebrada demais para isso e um dia todos nós cansamos. E eu cansei.
domingo, 16 de maio de 2010
O melhor show da minha vida: Luis Caldas na Virada Cultural
O frio dos últimos dias quase me deixou sem ânimo para sair a noite, mas ontem (sábado dia 15/05)era o dia da tão esperada Virada Cultural. E além de ser especial porque ocorre apenas una vez ao ano, haveria o show do meu queridíssimo cantor Luis Caldas.
Eu falo tanto dele, das músicas, do dvd que tenho, que as pessoas acham graça porque nunca estive na Bahia, nunca fui a um show e também, porque não conhecem alguém que goste tanto de suas canções.
"Pedi um beijo a ela e ela me deu um tapa...que que éssa nêga quer?"
Decidi que não perderia a oportunidade de ver o show de Luis Caldas aqui em São Paulo, no palco Vieira de Carvalho. Mesmo que tivesse início às 03:00 da manhã...
Pensei em um roteiro para me manter acordada até esse horário no centro e foi mais simples que imaginei vi o show de Sydnei Magal no mesmo palco à 01:0, em uma divertidíssima e nostálgica apresentação.
Assim que o show acabou fui me aproximando devagar do palco para poder ver o Rei do Axé mais de perto. Fui caminhando, caminhando e cheguei facilmente até a grade de proteção, bem em frente ao palco e esperei.
A show foi uma loucura animadíssima do começo ao fim e eu aproveitei muito! Cantei, pulei, dancei, gritei.
Em determinado momento decidi que faria um coraçãozinho com as mãos para que ele visse do palco (afinal, a nossa distância era algo inferior a 5 metros).Ele não olhava.Fiz outra vez e nada.
Lá pela quinta vez ele viu o coração! E sua reação poderia ser apenas uma piscadinha, mas ele retribuiu o gesto e colocou a mão no seu peito, e mandou de volta o beijo que com um gesto lhe joguei!
Ah.......eu ganhei a noite!
Fiquei imensamente feliz com esse gesto e digo, mesmo que ele não tivesse visto o coração, aquele foi o melhor show da minha vida!
O show em que mais me diverti.
Obrigada Rei Luis Caldas!!!
Eu falo tanto dele, das músicas, do dvd que tenho, que as pessoas acham graça porque nunca estive na Bahia, nunca fui a um show e também, porque não conhecem alguém que goste tanto de suas canções.
"Pedi um beijo a ela e ela me deu um tapa...que que éssa nêga quer?"
Decidi que não perderia a oportunidade de ver o show de Luis Caldas aqui em São Paulo, no palco Vieira de Carvalho. Mesmo que tivesse início às 03:00 da manhã...
Pensei em um roteiro para me manter acordada até esse horário no centro e foi mais simples que imaginei vi o show de Sydnei Magal no mesmo palco à 01:0, em uma divertidíssima e nostálgica apresentação.
Assim que o show acabou fui me aproximando devagar do palco para poder ver o Rei do Axé mais de perto. Fui caminhando, caminhando e cheguei facilmente até a grade de proteção, bem em frente ao palco e esperei.
A show foi uma loucura animadíssima do começo ao fim e eu aproveitei muito! Cantei, pulei, dancei, gritei.
Em determinado momento decidi que faria um coraçãozinho com as mãos para que ele visse do palco (afinal, a nossa distância era algo inferior a 5 metros).Ele não olhava.Fiz outra vez e nada.
Lá pela quinta vez ele viu o coração! E sua reação poderia ser apenas uma piscadinha, mas ele retribuiu o gesto e colocou a mão no seu peito, e mandou de volta o beijo que com um gesto lhe joguei!
Ah.......eu ganhei a noite!
Fiquei imensamente feliz com esse gesto e digo, mesmo que ele não tivesse visto o coração, aquele foi o melhor show da minha vida!
O show em que mais me diverti.
Obrigada Rei Luis Caldas!!!
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Que realidade perfeita!
quarta-feira, 12 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
O segredo de tudo, o que realmente importa.
É impressionante tudo que está acontecendo e tudo que aconteceu nesta última semana.
Estive cercada de pessoas especialíssimas que me trataram com muito carinho, que me fizeram feliz em diversos momentos. Nomes e companhias importantes como Chavela Vargas, Maria Cortína, Patsy, La Negra Chagra, Mario Ávila, Carol Petersen e tantas outra almas iluminadas que cruzaram meu caminho pelo México.
A companhia de meu queridíssimo amigo César, que tanto me ajudou (e que me assegurou que eu não morreria se comesse os tais esquites com limão), foi de vital importância para que tudo corresse perfeitamente bem durante essa estadia (decidida um dia antes do lançamento oficial do cd Por mi culpa! de Chavela Vargas)repentina no México.
Pode parecer à primeira vista a declaração de uma fã apenas, mas Chavela não é apenas a cantora que admiro. Ontem, refletindo muito depois de uma conversa esclarecedora com meu padrasto, quando me questionou sobre a mudança que ocorreu em minha vida assim que Chavela "saltou" aos meus olhos, descobri que ela trouxe vida, paz e arte à minha vida. Era isso que faltava. Vida.
E o grande estalo veio no momento em que ouvi sua voz pela primeira vez.
A arte a trouxe até mim e fui obrigada a buscá-la no México, para que ela soubesse que havia me transformado através de seu dom.
Arte. O que eu sempre soube.
Paz. O que eu mais sonhava e pedia.
Vida. O que eu precisava.
Encontrei tudo isso no México, através desse louco amor por essa sensacional mulher chamada Chavela Vargas.
Hoje e durante todos os dias de minha vida, tenho que agradecê-la por isso.
Descobri a magia de estar viva na voz dessa mulher.
Cheguei do México sexta feira, e na mala de mão eu trazia o jornal com as fotos do lançamento do cd, os cds, o livro e tudo que eu havia comprado durante a viagem. Não era muita coisa, mas eram as coisas mais importantes que eu trazia. Essa mala foi esquecida no táxi que me trouxe para casa. Eu perdi tudo que trazia de lembrança.
Foi quando eu comecei a pensar desesperadamente naquele taxista, comecei a chamá-lo mentalmente, para que voltasse e trouxesse meu tesouro. Chorei, não comi e só pensava nele.
No sábado, 22 horas depois de ter perdido a mala, o taxista bate a minha porta. Vamos até o carro e abro a mala. Tiro o jornal e lhe digo:
- A coisa mais importante desta mala é esse jornal. Eu fui atrás desta mulher no México, e aqui está minha foto com ela.
O que este senhor fez não tem preço, e sei que conheci outra pessoas muito especial por intermédio da mesma pessoa que alegra tanto minha vida com suas canções.
Linda Chavela, saiba que Deus te colocou na minha vida para que eu compreendesse muitas coisas. E não poderia ser um anjo loiro de olhos azuis que me faria entender. Tinha que ser algo muito forte, muito intenso e quase trágico.
Tinha que ser você.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
México, Coyoacán e Tepoztlán
México, DF, 05/05/2010
Se existe o paraíso na terra, afirmo,sem sombra de dúvida, que ele fica no México. Coyoacan emite paz em seus menores detalhes. Nos seus esquites (medianos por 18 pesos)ou na agua de guanábana, tudo ali é paz. A vida é vivida naquela praca mágica.
Tepoztlán é o lugar onde meu maior sonho foi realizado. Onde encontrei Chavela Vargas, onde estive com pessoas especialíssimas e iluminadas. Maria Cortína, Patsy, La Negra Chagra, Mário, Elizabeth, Carol Petersen e tantas outras almas que vivem na magia que a arte proporciona.
México. O país, o mundo, o universo.
O infinito materializado com cheiro de Copal, com gosto de chilaquiles e com a textura das linhas de bordado coloridos.
A experiencia mais intensa da minha vida e que tive a felicidade de viver por tres vezes. Tudo por "culpa" de Chavela Vargas. Ela sabe muito bem disso, que é a responsável por me apresentar esse amor absurdo por este país tao lindo e rico em detalhes surpreendentes.
Aqui eu sou feliz.
Aqui eu tenho paz.
Gracias Chavela Vargas.
Gracias, muchisimas gracias.
Se existe o paraíso na terra, afirmo,sem sombra de dúvida, que ele fica no México. Coyoacan emite paz em seus menores detalhes. Nos seus esquites (medianos por 18 pesos)ou na agua de guanábana, tudo ali é paz. A vida é vivida naquela praca mágica.
Tepoztlán é o lugar onde meu maior sonho foi realizado. Onde encontrei Chavela Vargas, onde estive com pessoas especialíssimas e iluminadas. Maria Cortína, Patsy, La Negra Chagra, Mário, Elizabeth, Carol Petersen e tantas outras almas que vivem na magia que a arte proporciona.
México. O país, o mundo, o universo.
O infinito materializado com cheiro de Copal, com gosto de chilaquiles e com a textura das linhas de bordado coloridos.
A experiencia mais intensa da minha vida e que tive a felicidade de viver por tres vezes. Tudo por "culpa" de Chavela Vargas. Ela sabe muito bem disso, que é a responsável por me apresentar esse amor absurdo por este país tao lindo e rico em detalhes surpreendentes.
Aqui eu sou feliz.
Aqui eu tenho paz.
Gracias Chavela Vargas.
Gracias, muchisimas gracias.
Assinar:
Postagens (Atom)









