Pablo Neruda
"Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe. A minha alma não se contenta com havê-la perdido. Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a. O meu coração procura-a, ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores. Nós dois, os de então, já não somos os mesmos. Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei. Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido. De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos. A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos. Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda. É tão curto o amor, tão longo o esquecimento. Porque em noites como esta tive-a em meus braços,a minha alma não se contenta por havê-la perdido. Embora seja a última dor que ela me causa,e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo." - Pablo Neruda
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores. Nós dois, os de então, já não somos os mesmos. Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei. Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido. De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos. A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos. Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda. É tão curto o amor, tão longo o esquecimento. Porque em noites como esta tive-a em meus braços,a minha alma não se contenta por havê-la perdido. Embora seja a última dor que ela me causa,e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo." - Pablo Neruda
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Senna vive
Domingo tranquilo, oficina de biscuit no Sesc. A chuva começa bem na hora de ir pra casa, então decidimos nos abrigar em uma das salas de atividades. Exposição de foto à direita, à frente um homem acende a lareira gigante e o cheiro de madeira queimada surge bem suave. Conversas e descanso. Descubro que no próximo final de semana, quando teremos a Virada Cultural, haverá uma programação especial do México, com música, dança, artesanato, comida e afins. Nesse momento quase morro do coração, em uma mistura tóxica de saudade, alegria e felicidade: tudo junto assim. Roteiro ok, então caminhamos para o outro lado da enorme sala e descobrimos uma sala de leitura com diversas mesas, cadeiras, revistas e jornais à disposição.
Li jornal para crianças, gibi e peguei uma revista de moda famosérrima com centenas de páginas. Só anúncio, roupas, jóias, modelos em lindos mundos imaginários da criação publicitária. Um tédio total. Nem consegui chegar ao meio da revista. Volto pra estante, coloco de volta e parto em busca de algo mais produtivo e interessante.
Passei por revistas de turismo, atualidades, guias da cidade e vi uma cara conhecida que sempre desperta em mim fortes emoções: Ayrton Senna.
Não faz tanto tempo assim que escrevi sobre o documentário que um inglês fez sobre ele, mas ele pede muito mais que um único post.
Em dois dias, no feriado do dia do trabalho, o mundo completa 18 anos sem esse grande ídolo das pistas.
De 1994 até hoje. Dezoito anos.
Era uma época em que valia a pena acordar mais cedo aos domingos já que a diversão era garantida e a emoção também.
Me lembro exatamente onde estava naquele domingo, assim como grande parte das pessoas que estavam acostumadas a ouvir a tal musiquinha do Senna. Dezoito anos que fui ao velório de um dos maiores ídolos brasileiros, para mim o maior. Caraca, tô ficando velha, pensei. Mas o tempo passou tão rápido...
Abri a Revista Alfa e comecei a ler a apresentação da matéria "Senna vive". A idéia surgiu após um grupo de pessoas terem visto uma aquarela que retrata aquele domingo de 94, 1º de maio, onde Senna saia ileso do acidente. E se fosse verdade?
A matéria foi criada através de inúmeras suposições, de amigos e jornalistas, de como seria a atual vida do nosso Ayrton Senna, que hoje teria 52 anos.
A matéria que todos adorariam ler, onde Senna fala de sua vida, suas conquistas, sua família, sua vontade em ver o sobrinho campeão e conta que aquele acidente na Tamburello poderia ter sido fatal, mas que foi graças a ele que diversas mudanças foram possíveis na F1, tornando a competição menos perigosa.
Emoção do início ao fim da leitura. Uma matéria que me encheu de alegria e tenho certeza que fará o mesmo com todos os que tenham a oportunidade de tê-la diante dos olhos.
É uma celebração à vida de Ayrton Senna. À vida que ele teve, e a que adoraríamos que ele continuasse tendo.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Carrinhos bate-bate
Ligados na rede elétrica, deslizando por aí até atingirem um obstáculo, ou outro carrinho.
Nem sempre obedecem aos comandos do condutor, como se escolha própria tivessem.
Batem, voltam, tornam a bater e seguem.
Tentam seguir em frente sempre deslizando, o que quase nunca é possível.
Mudando a rota, novos caminhos são encontrados, novas paredes também.
Seguem tentando desviar, são desafiados, provocados, obrigados a colidirem, mesmo que não queiram.
Poderiam ser desligados, mas assim a brincadeira acabaria sem novos rumos.
Diferença alguma se nem pudem sair do quadrado que os envolvem.
Dentro da caixa, ligados ao fio.
E seguem.
"Bia não sabia que monstro sorria"
Adorei ter feito parte do curso e deste lindo projeto chamado "Bia não sabia que monstro sorria"
Baixe gratuitamente!
Disponível no link http://quanta-conversa.blogspot.com.br/2012/02/download-do-livro-bia-nao-sabia-que.html?spref=fb
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terça-feira, 17 de abril de 2012
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Páscoa é a morte e ressurreição de Jesus. Que tal celebrarmos a vida que ele teve???
Essa imagem (gostaria muito de saber o artista que a produziu para dar os devidos créditos e parabenizá-lo) é a primeira que vejo na vida de um Cristo sorridente e é justamente essa é a imagem que todos deveriam ter dele.
Cansei de ver imagens dele nesta época de Páscoa todo ensanguentado, agonizando e até mesmo morto. Isso é cultuar a tortura e morte.
E a vida que ele teve?
Jesus Cristo foi um homem muito especial, revolucionou as idéias de quem viveu com ele e é tão influente que até hoje inspira milhões e milhões de pessoas, mas nos lembrarmos dele sendo torturado e pregado numa cruz o tempo todo é uma maneira de chocar com sua morte ao invés de inspirar com a vida que ele teve e que foi tão especial.
Acredito que ele tenha sido divertido muitas vezes, que riu, que chorou, que incomodou e fez o que todos os homens de sua época faziam e nem mesmo "isso" (ter vivido como homem normal) o torna menos especial para a humanidade. Vamos celebrar a VIDA que ele teve, não sua morte.
Cansei de ver imagens dele nesta época de Páscoa todo ensanguentado, agonizando e até mesmo morto. Isso é cultuar a tortura e morte.
E a vida que ele teve?
Jesus Cristo foi um homem muito especial, revolucionou as idéias de quem viveu com ele e é tão influente que até hoje inspira milhões e milhões de pessoas, mas nos lembrarmos dele sendo torturado e pregado numa cruz o tempo todo é uma maneira de chocar com sua morte ao invés de inspirar com a vida que ele teve e que foi tão especial.
Acredito que ele tenha sido divertido muitas vezes, que riu, que chorou, que incomodou e fez o que todos os homens de sua época faziam e nem mesmo "isso" (ter vivido como homem normal) o torna menos especial para a humanidade. Vamos celebrar a VIDA que ele teve, não sua morte.
Qual o problema dele sorrir? E se ele foi casado e teve filhos, isso o torna mesmo especial e genial?
Um homem especial, que morreu aos 33 anos de uma maneira brutal.
Se tem uma coisa que aprendi com a cultura mexicana é celebrar a vida que uma pessoa teve e não seus momentos finais de agonia.
Jesus foi um ser humano e sempre será um cara fodástico, ou melhor, "O CARA". Celebremos sua vida!
quinta-feira, 5 de abril de 2012
E não é que teve mais museu hoje???
Poéticas do Mangue – Lazar Segall e Di Cavalcanti
Museu Lazar Segall até 17 de junho de 2012
E há partidas para o Mangue
Com choros de cavaquinhos, pandeiro e reco-reco
És mulher
És mulher e nada mais. (Manuel Bandeira)
terça-feira, 3 de abril de 2012
De Chirico
E essa semana promete! Domigo fui à exposição da Marilyn, e hoje, com o Rafael, visitei o MASP!
Nossa intenção era ver apenas "Roma - A vida e os imperadores", que estará até 22/04/2012. Mas, logo na entrada, olhei a foto de uma outra exposição que me chamou atenção por suas cores vivas e desenho simples.
As esculturas e objetos romanos encheram nossos olhos. A riqueza de detalhes e grandiosidade das peças. Uma linda exposição que só ficou a desejar mais cuidado com as peças.
O museu estava lotado, escolas também levaram seus alunos e professoras para ter contato com a arte, só que a nosso ver, o contato era próximo demais, uma vez que os adolescente tocavam muitas peças em mármore. Faltou também pessoas trabalhando nas salas para impedir que as obras fossem bolinadas. Revoltante que não haja tanta atenção a esses detalhes importante que qualquer museu deve ter. Hoje, não vimos, mais do que dois seguranças entre dezenas de pessoas que visitavam Roma com os dedos.
Subimos e vimos as fotos da Coleção Pirelli, bem interessantes e decimos procurar a tal obra que tinhamos visto lá na entrada. Depois de vermos nossos quadros favoritos do acervo, entre eles, Rosa e Azul, de Renoir, Monet, Picasso e até o "xis amarelo" de Tomie Ohtake, nos deparamos com cores vivas e quase sempre quentes: Obras da Fondazione Giorgio e Isa de Chirico.
Era aquilo que tínhamos que ver! De Chirico: o sentimento da arquitetura (até 20/05/2012).
Obras aparentemente simples, parecidas e com a alma do artista grego Giorgio de Chirico, considerado precursor do Surrealismo e que fez parte do movimento chamado "Pintura metafísica".
Estou encantada até agora com a visão daqueles quadros que, para mim, têm algo de Frida Kahlo, com uma pitada de Remedios Varo. Os quadros são da última fase do pintor, o que poderia confirmar essa minha suspeita. Ou não.
Especulações à parte, De Chirico é algo que não se pode deixar de conhecer, principalmente para quem mora em São Paulo.
Traço inspirador, memórias contornadas e a possibilidade de compreendermos que um único assunto na vida de um artista é sinônimo de inesquecíveis obras.
Genial!
Ah, não poderia deixar de falar, no segundo andar do Masp, muito mais calmo, havia diversos seguranças. Um deles até nos orientou a não ultrapassarmos a linha cinza no chão nem mesmo com o dedo para apontar a obra. :)
Nossa intenção era ver apenas "Roma - A vida e os imperadores", que estará até 22/04/2012. Mas, logo na entrada, olhei a foto de uma outra exposição que me chamou atenção por suas cores vivas e desenho simples.
As esculturas e objetos romanos encheram nossos olhos. A riqueza de detalhes e grandiosidade das peças. Uma linda exposição que só ficou a desejar mais cuidado com as peças.
O museu estava lotado, escolas também levaram seus alunos e professoras para ter contato com a arte, só que a nosso ver, o contato era próximo demais, uma vez que os adolescente tocavam muitas peças em mármore. Faltou também pessoas trabalhando nas salas para impedir que as obras fossem bolinadas. Revoltante que não haja tanta atenção a esses detalhes importante que qualquer museu deve ter. Hoje, não vimos, mais do que dois seguranças entre dezenas de pessoas que visitavam Roma com os dedos.
Subimos e vimos as fotos da Coleção Pirelli, bem interessantes e decimos procurar a tal obra que tinhamos visto lá na entrada. Depois de vermos nossos quadros favoritos do acervo, entre eles, Rosa e Azul, de Renoir, Monet, Picasso e até o "xis amarelo" de Tomie Ohtake, nos deparamos com cores vivas e quase sempre quentes: Obras da Fondazione Giorgio e Isa de Chirico.
Era aquilo que tínhamos que ver! De Chirico: o sentimento da arquitetura (até 20/05/2012).
Obras aparentemente simples, parecidas e com a alma do artista grego Giorgio de Chirico, considerado precursor do Surrealismo e que fez parte do movimento chamado "Pintura metafísica".
Estou encantada até agora com a visão daqueles quadros que, para mim, têm algo de Frida Kahlo, com uma pitada de Remedios Varo. Os quadros são da última fase do pintor, o que poderia confirmar essa minha suspeita. Ou não.
Especulações à parte, De Chirico é algo que não se pode deixar de conhecer, principalmente para quem mora em São Paulo.
Traço inspirador, memórias contornadas e a possibilidade de compreendermos que um único assunto na vida de um artista é sinônimo de inesquecíveis obras.
Genial!
Ah, não poderia deixar de falar, no segundo andar do Masp, muito mais calmo, havia diversos seguranças. Um deles até nos orientou a não ultrapassarmos a linha cinza no chão nem mesmo com o dedo para apontar a obra. :)
domingo, 1 de abril de 2012
Quero ser Marilyn Monroe
Hoje foi o último dia da exposição de fotos "Quero ser Marilyn Monroe", na Cinemateca.
Não dava pra esperar mais e sozinha caminhei pelas ruas desde a Vila Mariana, tudo muito calmamente como um tarde de domingo pede para ser. Até passei pela praça onde semanas antes sonhei com cães voadores, mas isso é outro assunto.
Adorei o lugar e as fotos. As frases e mistérios também.
O curioso, é que nunca vi graça nenhuma em Marilyn. E de um tempo pra cá ela virou uma outra inspiração. Foi justamente quando a saudade dos meus ex longos cabelos até a cintura voltaram e decidi me acalmar convivendo com meus cabelos curtos de uma maneira bonita. Busquei inúmeras fotos de penteados e cortes, mas nada me agradava, quando de repente, eis que surge ela: a mulher mais sexy de todos os tempos, com seus cabelos curtos e ondulados, com o olhar pequeno e bem delineado. Aí sim entendi que para marcar presença ninguém precisa de cabelos longos e lisos. Abaixo à progressiva e chapinhas! Viva o ondulado!
Com certeza ela será o tema de mais posts por aqui, e aos poucos divulgo as fotos que tirei na Cinemateca.
Sim, quero ser Marilyn Monroe.
E quem não quer?
Não dava pra esperar mais e sozinha caminhei pelas ruas desde a Vila Mariana, tudo muito calmamente como um tarde de domingo pede para ser. Até passei pela praça onde semanas antes sonhei com cães voadores, mas isso é outro assunto.
Adorei o lugar e as fotos. As frases e mistérios também.
O curioso, é que nunca vi graça nenhuma em Marilyn. E de um tempo pra cá ela virou uma outra inspiração. Foi justamente quando a saudade dos meus ex longos cabelos até a cintura voltaram e decidi me acalmar convivendo com meus cabelos curtos de uma maneira bonita. Busquei inúmeras fotos de penteados e cortes, mas nada me agradava, quando de repente, eis que surge ela: a mulher mais sexy de todos os tempos, com seus cabelos curtos e ondulados, com o olhar pequeno e bem delineado. Aí sim entendi que para marcar presença ninguém precisa de cabelos longos e lisos. Abaixo à progressiva e chapinhas! Viva o ondulado!
Com certeza ela será o tema de mais posts por aqui, e aos poucos divulgo as fotos que tirei na Cinemateca.
Sim, quero ser Marilyn Monroe.
E quem não quer?
quarta-feira, 28 de março de 2012
Ser mãe de gatos é padecer nas clínicas veterinárias
Pra começo de conversa, gato não é traiçoeiro. Essa história de que gato não reconhece dono e não se apega é balela (essa palavra não é do meu tempo). Aqui em casa, somos mães de sete bons felinos com personalidades e manias bem diferentes. Divididos em duas famílias, pais e um casal de filhos que se odeiam, e mãe e um casal de filhos que se amam loucamente, vivem no térreo e no primeiro andar do sobrado para que não haja briga. Nestes últimos anos foram pouquíssimos os combates para o MMAs felino.
Mesmo na meia idade e comendo ração sênior, parecem estar no auge da disposição. Isso não inclui o obeso mórbido do Arthur, o mais novo de todos, que tem sete anos e sete quilos (isso na última pesagem). Preguiçoso, desleixado, troncho e metido a fortão só se exercita quando cisma com seus parentes, aí é corrida e mordida pra todo lado. É a brincadeira dele: encher o saco castrado de todos.
Nessas últimas semanas fomos ao veterinário diariamente cuidar do gato mais velho, o siamês falante. Muitos exames, injeções, soro e arranhões até a endoscopia ser feita. Úlceras, gastrite e pólipos deixaram nosso velhinho rabugento sem comer por mais de uma semana. Entre uma ida e outra, a irmã magrelinha do Arthur apareceu com um corte na pata e o meu gato cinza foi nocauteado pelo obeso. A briga foi tão feia que até a cachorra se meteu. Até unha fincada na cabeça do meu Garfield viciado em batata palha eu achei. Fiquei rouca de tanto gritar, com o rodo nas mãos tentando apartar a briga. Dias depois encontrei o cinza com cara de personagem do filme avatar, já que a distância entre os olhos havia aumentado devido a um imenso inchaço. Já deixamos bem claro que a cota com o veterinário acabou e que ninguém mais arrume briga! Óbvio que não os deixaremos doentes, mas é só pra eles se assustarem e não aparecerem com mais nenhum machucado. Enquanto isso, minhas mãos mumificadas, devido aos curativos diários depois de tantas mordidas e arranhões na hora dos remédios, tentam descansar e digitar um pouco, no silêncio da tarde, que é a hora do sono mais pesado dos meus filhos. Assim é nossa vida de mãe: correndo pro veterinário, separando briga, trocando a comida até eles aceitarem comer de bom grato e vê-los dormindo tão saudáveis. Que hora mais especial essa, a do sono dos meus felinos!
quarta-feira, 21 de março de 2012
Não avançar é o mesmo que retroceder
“Quando não há desafio, não se rompem limites e tendemos a permanecer na mesma condição. Para muitos, talvez, não haveria problema permanecer da mesma maneira — pode ser até que esteja bem assim.
Porém, não avançar é o mesmo que retroceder”. Daisaku Ikeda
Porém, não avançar é o mesmo que retroceder”. Daisaku Ikeda
Palavras, para todas as pessoas, mesmo que se sintam cansadas, inertes e inúteis. Diversas vezes o desafio externo não existe, então, é preciso se desafiar: você com você mesmo. É uma guerra ganha, isso é claro, se você não desistir. É possível que tenhamos medo de vencer a nós mesmos, por isso, tantas vezes paramos no meio do caminho. Covardia ou desânimo? A única saída é seguir em frente, mesmo que neste momento tudo pareça congelado. Esperar a poeira baixar para continuar, é ter paciência e a certeza de que será duplamente vencedor. Mas, nos acostumamos a mudar de idéia sempre, deixando um rastro de tarefas inacabadas, sonhos pela metade e planos rasgados, e nos contentamos imaginando como seria ter tido. Confuso, mas real. E o pior... comum. Se já cansou de tudo isso, pense em bons exemplos e pessoas inspiradoras. Ídolo, mestre, guru, chame como quiser, desde que consiga ver com outros olhos o que já nem percebia. Mudar a tática, ter fé e estudar a situação, para que avance sempre na vida. Evoluir não é tão simples como retroceder, mas é recompensador.
quinta-feira, 15 de março de 2012
Nosso tempo, perda de tempo?
No futuro seremos conhecidos como a geração X, Y, Z, ou apenas como o povo do tempo da escuridão? No caso, a escuridão intencional dos olhos. A cegueira de uma geração que possuía inúmeros recursos para evoluir, para desenvolver talentos, fazer grandes descobertas, mas que optou por banalizar até a facilidade que a tecnologia oferece.
A grande rede é usada para unir mentes perversas, psicopatas, pedófilas, preconceituosas. É mais fácil ter acesso a imagens criminosas do que denunciá-las. Conseguimos fazer denúncias para sites de comunicação, enquanto o das autoridades responsáveis pede para ligar pro disque denúncia. Não era uma denúncia anônima mesmo assim não consegui fazê-la. Campanhas contra a pedofilia nas redes sociais, na TV, e quando me deparei com um conteúdo criminoso desses, não consegui enviar para quem deveria caçar tais elementos que disponibilizam e replicam imagens desse tipo. Consegui alertar o Google e o UOL, nada mais.
É assim que seremos chamados: os cegos por opção, que preferem arrancar os próprios olhos a tentar melhorar o lugar onde vivem. Vivemos. No mundo do não envolvimento, onde tudo foi banalizado há tempos. Amor é babaquice, sexo é self-service e valores são só os monetários.
Até mesmo o humor do país, que é a bola da vez, faz piada estúpida com conteúdo criminoso ou tem gente que acha que ...”comer mãe e filho” é algo engraçado? Peraí, que lugar é esse?
Existe limite para tudo sim. E abominar certas frases e cenas não é censura, é ter o mínimo de discernimento. Longe de mim ser moralista, mas quem abre espaço para seres abomináveis, incita sim a violência.
Talvez eu faça parte de uma espécie rara, que ainda acredita no poder do bem, e que pretende ser lembrada por ter feito algo útil e proveitoso para a humanidade. Mesmo tendo vivido na época da cegueira opcional.
domingo, 11 de março de 2012
Papelaria
Alguns desejam não depender de ninguém para viver. Muito justo levar uma vida só sua. Trabalhar para satisfazer o ego e receber um salário que permita viver dignamente, sem haver a necessidade de somar mais uma renda.
Ter uma horta para não precisar comprar temperos e verduras na feira, muito mais saudáveis sem aquela quantidade exorbitante de agrotóxicos! Tudo muito natural. À noitinha, publicam em todas as redes sociais o orgulho por serem tão auto-suficiente.
Pera lá! Não existe ainda ser humano que brote em árvore e já nasça (que conjugação de verbo!) pronto para desbravar o mundo. Para alguns, seria interessantíssima uma vida tão...tão dona de si mesma.
Em poucos momentos tive essa vontade. Viver numa árvore poderia ser divertido, se me esquecesse dos mosquitos, do desconforto dos galhos. Mas, se lá vivesse, como iria pintar, desenhar e escrever? Com gravetos! É uma opção. Com tinta natural de alguma fruta. Hum... mas esse era o meu jantar! Na prática a idéia não é nada interessante.
Nada como a realidade de hoje. Ter a liberdade de caminhar por uma rua projetada e construída por tantas pessoas, com minha roupa feita à mão por uma senhora, comprada na loja de sua família. Parando nos semáforos fabricados por mais tantas pessoas, tendo o cuidado de não me deixar atropelar por uma carro daquela fábrica imensa...
Pessoas e mais pessoas responsáveis por cada pequeno detalhe construído ao nosso redor.
Poder entre na papelaria e comprar papéis coloridos de diferentes espessuras, pastel seco e até uma caixa de aquarela só é possível através do trabalho de muitas pessoas, cada uma responsável por cada diferente produto. Comunidade e sociedade. O que somos e fazemos está sempre interligado e diretamente dependente do trabalho de outrem. Sozinhos não fazemos nada. Que bom!
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Mudança e bagunça
Quarto desfeito. Entenda o verbo "desfazer" como tirar toda a personalidade do ambiente. O recanto sagrado de sua hospede. O mural de fotos presas com ímãs, as montagens, as palavras que compunham frases coloridas, tudo está encaixotado para a mudança. A coleção de São Francisco iniciada há 8 anos, na mesma época em que se tornou vegetariana, agora descansa em um baú. Os quadros, o calendário asteca, o filtro de sonhos, as lembranças trazidas de longe. Tudo guardado.
Mudanças geralmente são caóticas e estressantes. Caixa aqui e acolá, poeira, bagunça. Olha só o que acabo de achar: uma peça azul daquele quebra cabeças que nem sei onde está! Parece que todos os objetos perdidos nos últimos anos resolvem aparecer no meio dessa loucura. O papelzinho com a sorte escrita, a velha sorte que já passou, mas o papel acaba de ressurgir. Até a pena de um passarinho resgatado na rua e que aqui viveu por uma semana resolver dar as caras!
Olhando as paredes brancas já manchadas pelo tempo, tenta reconhecer a identidade do quarto, que mesmo despido a mantém. Cadê o grampo que estava aqui? Aqui..qui...i...i...i. Precisamos falar baixo porque o eco já está instalado!
O questionamento inevitável: por quê ainda tenho isto? Boa pergunta! Mas conseguirá conviver com essa roupa velha que não usa há uns 3 anos depois da mudança? Essa é a hora perfeita para renovar, decidir o que vai ficar e o que desaparecerá do novo ambiente.
Mesmo que a mudança seja só da cor das paredes, pouca coisa será como hoje pela manhã. Posições invertidas e objetos novos. Tudo para combinar com a transformação pessoal. Vão-se os cacarecos, ficam as paredes (o dito poderia ser esse também).
Mudar é bom, mas dá um medinho. Alguém ainda duvida do poder da mudança, ainda que seja a da cor das paredes?
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Cantos do meu coração - Daisaku Ikeda
A dica de hoje é um livro de poemas que encontrei no meu armário e foi uma ótima surpresa. A dica de hoje seria um livro de Neruda, mas foi Ikeda que surgiu para mim.
Bjs a todos!
Bjs a todos!
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Nova dica de leitura! Siga o seu coração: busque Chavela Vargas!
Espero que gostem desse vídeo e da sugestão!
bjs
bjs
sábado, 21 de janeiro de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
Notas musicais e seus encantos
Pessoas surpreendentes estão em todos os lugares. Usando seus dons, elas são capazes de encantar grupos imensos de pessoas. A música faz isso também, com seus grandes cantores e suas geniais interpretações. Creio que não seja novidade a ninguém, que uma dessas vozes me encantou de uma maneira tão forte, que me vi obrigada a escrever um livro, criar um blog e a voltar a desenhar para estar ao lado dela no México. Chavela Vargas é uma daquelas vozes que ou você ama ou odeia, devido ao seu timbre diferente de voz que consegue com duas palavras roubar um coração para sempre. Tanto é que, desde 2008, só são permitidos seus CDs em meu rádio, porque não escuto outra música em meu quarto. Não estou fechada a novidades não, mas é questão de preferência mesmo.
Com a internet, novos talentos surgem em vídeos nas redes sociais que, rapidamente, atiçam a curiosidade de um grupo de amigos. Foi assim que conheci Adele, que tem tudo para marcar a história da música. Mais uma vez o que surpreende é a pouca idade e a voz absurdamente perfeita. Turning Tables e Rolling in the deep, são duas de suas canções que conheço e já gosto muito. Vozes assim têm poderes mágicos. Dizem muito mais do que simples palavras cantadas. Tocam o ouvido delicadamente e atingem como um raio o coração. Quando tenho contato com pessoas assim, cujo talento sobressai na multidão, vejo claramente que as pessoas podem ser muito melhores se souberem usar seus dons. Fico feliz em poder admirá-las. Como elas, todos nós sabemos fazer algo de uma maneira diferente, com mais habilidade, determinação ou facilidade que outros. Essa é a genialidade em sermos humanos. Se eu pudesse pedir algo a vocês (que têm acesso a esta coluna) pediria que jamais abandonassem seus talentos, porque todos nós temos a capacidade de inspirar outras pessoas que estão a ponto de desistir de algum sonho. A vida se torna muito mais feliz quando temos inspiração.
Elas cantam, eu escrevo, desenho e pinto. E você, como pode inspirar alguém?
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Dica de leitura: Diálogos sobre a juventude - Daisaku Ikeda
Vídeo com a dica de leitura desta semana:
Diálogos sobre a juventude - para os protagonistas do século XXI - volume3
Daisaku Ikeda
Editora Brasil Seikyo
Diálogos sobre a juventude - para os protagonistas do século XXI - volume3
Daisaku Ikeda
Editora Brasil Seikyo
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Fuga do deserto da águia patriótica
A águia foi impedida de voar mais alto por acreditar nas palavras confusas do deserto:
-Venha para cá! Aqui você poderá caçar a qualquer hora do dia e da noite, se assim preferir. Pode ser a dona de todas as regras que criar. Pode mandar, desmandar, mudar tudo de lugar. Só não poderá ser estampada em minha bandeira.
- Morar no deserto? Sua beleza me atrai, e muito. Suas formas, até mesmo sua criatividade, mas você não se move, nem mesmo o vento é capaz de alterar aos poucos seus contornos bem delineados. Preciso de uma companhia que voe comigo, não uma que só me veja voar.
- Aqui é seu lugar, você só precisa vir e tudo se resolverá. Mas não venha agora, porque estou me arrumando para te receber. Isso leva tempo, mas a decisão é sua.
A águia aprendeu com o deserto que ele gostaria de fugir de sua solidão, mas estava tão agarrado à ela, que não sabia mais agir. Ele não queria nem tentar.
Ela decidiu voar para longe daquela mesmice e pousou na árvore da alegria do seu coração.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Por quando tempo uma roseira fica sã sem rosas?
No centro do quadrado vermelho há um jardim repleto de hortelã, alecrim, manjericão e rosas. Perfumam o ar e enchem os olhos. Todo esse verde, branco e rosa.
A roseira central é muito antiga, foi plantada por meu avô, acredito que era a preferida dele. Justamente ela, a única sobrevivente: a roseira lilás.
Difícil definir o nome exato desse colorido com suas inúmeras nuances de rosa-branco-lilás. Se chamaria “cinza de rosas” como o vestido de Meghan? Talvez.
Não sei precisar o tempo exato que uma roseira se mantém sã, só sei que sem a dedicação dele, há quase uma década, ela nunca voltou a ter as rosas de antes. Está fininha, com um pequeno broto, bem diferente de quando a conheci.
Sabe, decididamente, não é o tempo que define a vida, é a dedicação e o amor.
(ao meu avô, Manoel Pereira de Castro 21/03/1914 - 09/01/2002)
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Novo vídeo! Livro "Cheiro da lembrança", de Celso Sisto
Segue mais uma dica de leitura infanto-juvenil.
Espero que gostem!
Espero que gostem!
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
O silêncio que brilha na noite escura
Passaram. Os dias escuros, onde vivíamos nos escondendo acabaram. Depois de tantas tardes a lutar contra nós mesmos, conseguimos entender que basta uma atitude para tudo mudar. Uma única atitude. Desta vez, não estragamos tudo como fazíamos sempre. A boca continua a falar descompassadamente e tudo continua no mesmo lugar. Só uma coisa mudou: paramos de lutar.
Estávamos muito equivocamos quando lutávamos em prol das idéias egoístas e absolutas, as melhores idéias do mundo. Nem eram idéias, somente teimosia de quem não dá o braço a torcer. Já não competimos por uma derrota. Aceitação não é o oposto de falta de coragem, mas, por que entendíamos mal essa maneira de viver a vida se é o que todos fazem? Todos, agora sim! Já fazemos parte desse “todo” em que cada um tem seu tempo certo para despertar. E por falar nisso, logo um novo dia nascerá. Aproveitemos agora a leveza desta noite de paz, onde, o brilho refletido nestas águas escuras nos lembre sempre de onde é que ele vem.
(publicado em 13/07/2011 no site do Sunny www.incomodese.com)
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Garotas-seta
(Publicado no site do Sunny em 07/09/2011 www.incomodese.com)
Estão por toda parte, principalmente aos finais de semana. Nos cruzamentos mais movimentados e no meio de grandes quarteirões. Chamando atenção para feirões de carros ou para os novos empreendimentos imobiliários que se alastram pela cidade. Debaixo do sol forte, passam horas embalando a grande seta com o nome do evento/futuro lançamento pendurada no pescoço. As garotas seta sofrem. Faça chuva, sol, ou tempestade, lá estão elas a trabalhar. Horas e horas em pé, embalando, embalando.
Essa é a publicidade que o cliente da agência de propaganda quer ver. Além dos panfletos nos semáforos, que acreditava serem proibidos, as grandes setas apontam o caminho do bom negócio. Carro novo? Siga a seta! Apartamento de 1, 2, 3, 4 dormitórios? Siga a seta! Precisa de sala para sua empresa? Ah! Adivinha? Siga a seta!
Seus problemas acabam quando descobrir o tesouro de oportunidades escondido no final do caminho de setas! Prazos, brindes, pagamentos a perder de vista. E elas continuam embalando o adereço pendurado sobre os ombros, com o tédio estampado no rosto. É difícil ganhar dinheiro nesta vida.
O mesmo não se pode dizer das empresas que alugam espaço para que ocorram eventos como os tais feirões. O contratante, no caso as agências, são tratadas como escravas dessas poderosas empresas, que oferecem seus serviços como se estivessem fazendo um favor sem ter a mínima vontade. Criam contratos surreais, onde em caso de prejuízo, mesmo que causado por um funcionário da empresa grande, quem arcará com o infortúnio será o cliente. E as agências assinam assassinando o direito de seus próprios funcionários de terem um emprego sadio. Repassam aos seus o que as grandes donas do mercado lhe fazem. Esperteza dos homens de negócio.
A pirâmide do poder de cada empresa. Todas iguais. O topo ganha dinheiro e muito, às custas do trabalho pesado de tantos gerentes de atendimento que são obrigados a se fingir de tontos para manter seus empregos. Mercado da exploração? Talvez. O fato é que quem pode mais chora menos e viaja mais. Não viaja de trem, nem faz baldeação na Sé. Vai pra Cancun esperar o dia da tão sonhada aposentadoria!
A garota da seta está lá, pensando que conta pagar com o dinheiro daquele dia trabalhado. Suando muito, desanimada, mas não pode desistir. O gerente de atendimento vai trabalhar para pagar o calote que sua empresa tomou da grande empresa que cede espaço, enquanto o ladrão de verdade está gastando o que roubou escondido em alguma cidade distante. Os chefes do gerente calculam quantos meses faltam para a tão sonhada aposentadoria. Os donos do espaço do evento? Estão brincando de distribuir setas para garotas, lucrando cada dia mais com seus contratos nada amigáveis e com o trabalho árduo de seus clientes. E funcionários, e fornecedores, e agentes de viagem, e...
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Novidade: vídeo para o blog
Oi galera!
Segue o primeiro vídeo que fiz para o blog!
Espero que gostem!
BJ
Segue o primeiro vídeo que fiz para o blog!
Espero que gostem!
BJ
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Prévia da minha entrevista!
Uma surpresa aos seguidores e leitores do blog Devora o Tempo.
Segue uma prévia da entrevista que gravei com Rafael Sani e que estará disponível na íntegra no próximo sábado dia 17/12 no site "Incomode-se".
domingo, 11 de dezembro de 2011
Trechos do livro Sidarta, de Hermann Hesse
Acabo de ler o livro Sidarta, de Hermann Hesse e encontro-me extasiada por finalmente concluir a leitura de um de seus livros. Adorei a história e sua maneira de escrever, e agora, sinto-me obrigada a ler Demian. Urgentemente!
Abaixo, pequenos trechos "iluminados" do autor.
:)
"Toda a vida é indestrutível e cada instante eterno."
"...Pode facilmente acontecer que seus olhos se concentrem exclusivamente no objeto procurado e que ele fique incapaz de achar o que quer que seja, tornando-se inacessível a tudo e a qualquer coisa porque sempre só pensa naquele objeto, e porque tem uma meta, que o obceca inteiramente.
Procurar significa: ter uma meta. Mas achar significa: estar livre, abrir-se a tudo, não ter meta alguma."
"...e também uma árvore ou um pedacinho de sua casca. São coisas, e coisas podem ser amadas. Mas não posso amar palavras. Por isso não me servem as doutrinas. Não têm nem dureza nem maciez, não têm cores nem arestas, nem cheiro nem sabor. Não têm nada a não ser palavras. Talvez seja esta a razão por que não encontres a paz: o excesso de palavras."
"E, no entanto, achou que há uma grande diferença entre as idéias de Sidarta, de um lado, e suas mãos, seus pés, seus olhos, sua testa, seu mode de respirar, de sorrir, de andar, de saudarme, do outro"
Abaixo, pequenos trechos "iluminados" do autor.
:)
"Toda a vida é indestrutível e cada instante eterno."
"...Pode facilmente acontecer que seus olhos se concentrem exclusivamente no objeto procurado e que ele fique incapaz de achar o que quer que seja, tornando-se inacessível a tudo e a qualquer coisa porque sempre só pensa naquele objeto, e porque tem uma meta, que o obceca inteiramente.
Procurar significa: ter uma meta. Mas achar significa: estar livre, abrir-se a tudo, não ter meta alguma."
"...e também uma árvore ou um pedacinho de sua casca. São coisas, e coisas podem ser amadas. Mas não posso amar palavras. Por isso não me servem as doutrinas. Não têm nem dureza nem maciez, não têm cores nem arestas, nem cheiro nem sabor. Não têm nada a não ser palavras. Talvez seja esta a razão por que não encontres a paz: o excesso de palavras."
"E, no entanto, achou que há uma grande diferença entre as idéias de Sidarta, de um lado, e suas mãos, seus pés, seus olhos, sua testa, seu mode de respirar, de sorrir, de andar, de saudarme, do outro"
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Mulher invisível
(publicada no site http://www.incomodese.com )
Ela caminha olhando tudo ao seu redor, cada pessoa, cada animal que passa. Visita lojas, clínica e reuniões, mas, poucos a vêem.
Aos olhos femininos, quase sempre é notada e comentada: - Olha a meia dela! Gostei do seu look!
Aos masculinos, é invisível. E invisível, a garota não pode ser lembrada, muito menos admirada.
Não se sabe ao certo se ela existe, ou se é apenas uma alma penada; o fato é que poucos conseguem vê-la.
Sem motivo que justifique esse seu super poder, ela continua tentando mudar sua condição transparente. Se colore , se pinta. Pinta, colore, cria. Surta e ri. De carne, osso e perfume. A pessoa mais importante de sua vida tem certeza de que ela é real, já que a encontra diariamente no espelho.
Ela caminha olhando tudo ao seu redor, cada pessoa, cada animal que passa. Visita lojas, clínica e reuniões, mas, poucos a vêem.
Aos olhos femininos, quase sempre é notada e comentada: - Olha a meia dela! Gostei do seu look!
Aos masculinos, é invisível. E invisível, a garota não pode ser lembrada, muito menos admirada.
Não se sabe ao certo se ela existe, ou se é apenas uma alma penada; o fato é que poucos conseguem vê-la.
Sem motivo que justifique esse seu super poder, ela continua tentando mudar sua condição transparente. Se colore , se pinta. Pinta, colore, cria. Surta e ri. De carne, osso e perfume. A pessoa mais importante de sua vida tem certeza de que ela é real, já que a encontra diariamente no espelho.
sábado, 12 de novembro de 2011
Pets
Gatinhos, gatões, cachorrinhos, cachorrões.
Passear, vacinar, pentear.
Veterinário, ração, banho.
Gatinhos e gatões.
Cachorrinhos ou cachorrões?
;)
Passear, vacinar, pentear.
Veterinário, ração, banho.
Gatinhos e gatões.
Cachorrinhos ou cachorrões?
;)
Expectativa
Quando se conhece pessoas com os mesmos interesses, a vida caminha bem. Às vezes tudo parece estagnado, ainda que você se esforce, batalhe e sue a camisa em prol dos seus objetivos, existem períodos em que a pausa é necessária para que novas opções surjam. O bom, é que as idéias mudam, e situações antes não imaginadas, se transformam em uma solução feliz e produtiva. Mistérios da vida e da energia do universo. Acreditar quando muitos acham improvável, até mesmo impossível, e em meio à desilusão total encontrar o que quase foi abolido do coração.
A dificuldade transforma bons pensamentos em inércia, e ações determinadas em efeitos invertidos quando não se vê uma saída.
O dia bom sempre surge, com amizades conquistadas em uma visão comum, seja no budismo, na arte, ou na vida, o dia bom sempre renasce.
Já que não há oração sem resposta, hoje identifiquei dois grandes resultados em minha peregrinação ao centro do universo.
Acho que entendi um pouco mais sobre a força dessa energia vital que está em tudo e todos.
:)
A dificuldade transforma bons pensamentos em inércia, e ações determinadas em efeitos invertidos quando não se vê uma saída.
O dia bom sempre surge, com amizades conquistadas em uma visão comum, seja no budismo, na arte, ou na vida, o dia bom sempre renasce.
Já que não há oração sem resposta, hoje identifiquei dois grandes resultados em minha peregrinação ao centro do universo.
Acho que entendi um pouco mais sobre a força dessa energia vital que está em tudo e todos.
:)
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
"On writing" de Henry Miller
Eu não ousava pensar em nada exceto "os fatos".
Para chegar além dos fatos eu teria que ser um artista, e alguém não se torna um artista da noite para o dia .
Primeiro você tem que ser esmagado, ter seus pontos de vista conflitantes aniquilados.
Você tem que ser varrido como ser humano de forma a nascer novamente como indivíduo.
Você tem que ser carbonizado e mineralizado de forma a ultrapassar o último denominador do ser.
Você tem que ir além da piedade de forma a sentir das próprias raízes do ser.
Ninguém pode fazer um novo céu e terra com "fatos".
Não existem - "fatos"- existe somente o fato que o homem, cada homem em cada canto do mundo, está no seu caminho para ordenação.
Alguns homens escolhem a rota longa e alguns tomam a rota curta .
Cada homem está trabalhando o destino dele de sua própria maneira e ninguém pode ajudar exceto sendo gentil, generoso e paciente.
Henry Miller
do livro "On writing"
Para chegar além dos fatos eu teria que ser um artista, e alguém não se torna um artista da noite para o dia .
Primeiro você tem que ser esmagado, ter seus pontos de vista conflitantes aniquilados.
Você tem que ser varrido como ser humano de forma a nascer novamente como indivíduo.
Você tem que ser carbonizado e mineralizado de forma a ultrapassar o último denominador do ser.
Você tem que ir além da piedade de forma a sentir das próprias raízes do ser.
Ninguém pode fazer um novo céu e terra com "fatos".
Não existem - "fatos"- existe somente o fato que o homem, cada homem em cada canto do mundo, está no seu caminho para ordenação.
Alguns homens escolhem a rota longa e alguns tomam a rota curta .
Cada homem está trabalhando o destino dele de sua própria maneira e ninguém pode ajudar exceto sendo gentil, generoso e paciente.
Henry Miller
do livro "On writing"
domingo, 9 de outubro de 2011
Você tem que encontrar o que você ama (Steve Jobs)
O texto de hoje não é meu, mas concordo com cada frase.
Sei que muitos já viram o vídeo deste discurso de Steve Jobs, na Universidade de Stanford. Creio que vale a pena ler novamente.
Palavras não de um gênio e sim de um homem genial que inspirará milhões de pessoas ao longo da nossa história.
:)
--------
Você tem que encontrar o que você ama
"Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.
A primeira história é sobre ligar os pontos.
Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina.
Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: "Apareceu um garoto. Vocês o querem?" Eles disseram: "É claro."
Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo.
Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok.
Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo.
Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.
Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.
Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.
De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.
Minha segunda história é sobre amor e perda.
Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos.
E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses.
Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale do Silício.
Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa.
A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple.
E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple.
Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.
Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz.
Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.
Minha terceira história é sobre morte.
Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: "Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último." Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: "Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?" E se a resposta é "não" por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.
Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.
Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.
Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas.
Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para "preparar para morrer". Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus.
Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.
Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá.
Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.
O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém.
Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas.
Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.
E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.
Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.
Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês.
Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras:
"Continue com fome, continue bobo."
Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos."
Steve Jobs
Sei que muitos já viram o vídeo deste discurso de Steve Jobs, na Universidade de Stanford. Creio que vale a pena ler novamente.
Palavras não de um gênio e sim de um homem genial que inspirará milhões de pessoas ao longo da nossa história.
:)
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Você tem que encontrar o que você ama
"Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.
A primeira história é sobre ligar os pontos.
Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina.
Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: "Apareceu um garoto. Vocês o querem?" Eles disseram: "É claro."
Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo.
Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok.
Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo.
Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.
Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.
Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.
De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.
Minha segunda história é sobre amor e perda.
Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos.
E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses.
Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale do Silício.
Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa.
A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple.
E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple.
Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.
Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz.
Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.
Minha terceira história é sobre morte.
Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: "Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último." Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: "Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?" E se a resposta é "não" por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.
Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.
Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.
Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas.
Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para "preparar para morrer". Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus.
Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.
Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá.
Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.
O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém.
Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas.
Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.
E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.
Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.
Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês.
Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras:
"Continue com fome, continue bobo."
Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos."
Steve Jobs
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Questão de pele
Publicado em 17/08/2011 no site do Sunny www.incomodese.com
Sexta feira de inverno, calor de verão. Saias a bailar nos quadris joviais. Chinelo e rasteirinha. Moça bonita passa com seu vestido de cerejinhas que quase nada mostra. Caminhão passando diminui a velocidade para perguntar o porquê que a moça não vai se bronzear.
Pele branca, vinda de muito longe, só por isso precisa se igualar à maioria? No país da miscigenação que exporta a mistura de todas as raças condena também. E muito! Alguns por serem escuros demais para os olhos preconceituosos, outros por serem claros demais. Mistura. Brasileira mulata, brasileira branquinha estilo pin-up, brasileira de olhos puxados com corpão. Brasileiras que trazem um pouco de tudo em si. Hipocrisia da terra da mistura querer condenar as cores primárias da nação! Branco, preto, vermelho já se transformaram diversas vezes e incorporaram as secundárias e terciárias. Falar em cor pode ser racismo para uns, mas o que pode ser mais bonito do que as cores trazidas no corpo? Embaixo das tatuagens e pierciengs, da tinta no cabelo e dos esmaltes o que consegue ser mais bonito que a estampa da tua origem na pele? Um pouco da história mundial!
Orgulho de ser humano tenha a cor que tiver, sem falar bobagem pra quem não é igualzinho a você.
Beleza de ser brasileiro é poder refletir pedaçinhos do mundo em um único país.
Cem por cento mistura de culturas. Cultura que muitas vezes nos falta. Brasil.
Read more: http://www.incomodese.com/products/quest%c3%a3o%20de%20pele/
Create your own website for free: http://www.webnode.com.br
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Entre o sábado e o domingo - Tuti, in memorian
(Texto produzido após alguns relatos ouvidos no domingo, algumas lembranças e um sentimento de inconformismo.)
Elas conseguiram diferenciar a pessoa amiga do corpo que acabavam de ver. Flores brancas e amarelas se destacavam no cetim branco sobre a camisa do seu time. Um corintiano fanático. Mas não foi sempre assim. Há quem diga que se lembra da época em que ele torcia pelo Tricolor! Caminhava, ainda pequeno, de mãos dadas com o pai, às vezes acompanhava sua mãe ou seu avô. Cortavam caminho pela rua rosa apenas. Passados alguns anos, terminou de crescer com a turma da pequena rua. Educado, tinha uma maneira peculiar de falar. Um lindo garoto que se escondia atrás das camisas do time. Fazia a mesma coisa que todos de sua idade. Saía para dançar, mas não bebia.
Seguiu por um caminho diferente, um caminho curto que o levaria a somente dois lugares. Esteve sempre lá, mesmo quando a vida de cada um tomou rumos distintos. Ficava na entrada da rua conversando com os amigos que passavam. Se fez presente até mesmo nos quase 10 anos em que deixou de presenciar o crescimento do bairro, momento esse em que chegou a uma das partes do seu caminho. Se fortaleceu na distância para não se abater pela realidade que o cercava. Sua galera continuou lá.
Quando voltou para sua vida e companhias muita coisa já havia mudado. A amizade não.
Na contradição do seu comportamento vivia duas vidas: uma comum, fazendo até curso de culinária, outra sombria que não mostrava aos amigos. Um jovem como tantos outros, que no curso da vida se deparou com um mundo escuro. Era lá que ele passava grande parte do seu tempo.
Na madrugada do último domingo de agosto o levaram ao segundo caminho, justamente aquele que não possui volta. Ele não viu seu time perder do maior rival. Nem verá mais. Nem vitórias, nem empates.
Levou no peito o timão estampado na camisa branca e no corpo um objeto dourado.
Só seus amigos foram se despedir na sala fria e vazia. Já não serão os mesmos de antes, mas sempre reconhecerão a timidez daquele olhar fechado do amigo perdido, nunca o "cara" executado em circunstâncias sombrias.
Elas conseguiram diferenciar a pessoa amiga do corpo que acabavam de ver. Flores brancas e amarelas se destacavam no cetim branco sobre a camisa do seu time. Um corintiano fanático. Mas não foi sempre assim. Há quem diga que se lembra da época em que ele torcia pelo Tricolor! Caminhava, ainda pequeno, de mãos dadas com o pai, às vezes acompanhava sua mãe ou seu avô. Cortavam caminho pela rua rosa apenas. Passados alguns anos, terminou de crescer com a turma da pequena rua. Educado, tinha uma maneira peculiar de falar. Um lindo garoto que se escondia atrás das camisas do time. Fazia a mesma coisa que todos de sua idade. Saía para dançar, mas não bebia.
Seguiu por um caminho diferente, um caminho curto que o levaria a somente dois lugares. Esteve sempre lá, mesmo quando a vida de cada um tomou rumos distintos. Ficava na entrada da rua conversando com os amigos que passavam. Se fez presente até mesmo nos quase 10 anos em que deixou de presenciar o crescimento do bairro, momento esse em que chegou a uma das partes do seu caminho. Se fortaleceu na distância para não se abater pela realidade que o cercava. Sua galera continuou lá.
Quando voltou para sua vida e companhias muita coisa já havia mudado. A amizade não.
Na contradição do seu comportamento vivia duas vidas: uma comum, fazendo até curso de culinária, outra sombria que não mostrava aos amigos. Um jovem como tantos outros, que no curso da vida se deparou com um mundo escuro. Era lá que ele passava grande parte do seu tempo.
Na madrugada do último domingo de agosto o levaram ao segundo caminho, justamente aquele que não possui volta. Ele não viu seu time perder do maior rival. Nem verá mais. Nem vitórias, nem empates.
Levou no peito o timão estampado na camisa branca e no corpo um objeto dourado.
Só seus amigos foram se despedir na sala fria e vazia. Já não serão os mesmos de antes, mas sempre reconhecerão a timidez daquele olhar fechado do amigo perdido, nunca o "cara" executado em circunstâncias sombrias.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Arrumando a cabeça, ao menos tentando
Tentando organizar os pensamentos após o domingo. O último de agosto.
É muito difícil ver um jovem morto.
É muito difícil ver um jovem morto.
domingo, 21 de agosto de 2011
Dentro de cada coração de pedra há uma pérola
(publicada no blog do Sunny em 06/07/2011)
Antônio tentar parecer normal, porém, seu segredo desponta pouco a pouco. Ele ri, mas não gargalha, parece triste, mas não chora. Quando está feliz, seus olhos não brilham. Tudo parece igual, corriqueiro.
Antônio não sente nenhuma emoção.
Acorda no mesmo horário diariamente, repete todos os seus atos sistematicamente. Os filmes ajudam a passar o tempo e as notícias on line deixam as desgraças cada vez mais banais. Assassinatos, estupros, tortura e a justiça falha não o abalam. Não é com ninguém, de sua família, nem algum conhecido, então, não precisa se importar. De tão imensa que é a sua decepção com a vida, nem as pequenas delícias de um almoço caprichado o alegram. Reclama de uma dor nas costas que está mais freqüente, mas como não morrerá disso, não busca um tratamento. Os filhos estão encaminhados na vida, pagam até suas contas. Se diz orgulhoso, mas não é de coração. Por que meu filho prefere administração à arquitetura?
Nem lá, nem cá. Vida morna.
Hoje, sem querer, se deparou com uma notícia de pouco destaque: “Sem teto em estado terminal realiza o último desejo: rever seu cão”.
Não fazia a menor diferença se o homem havia morado anos e anos na rua, muito menos se ele tinha um câncer de pulmão e apenas uns poucos dias de vida. Para Antônio, que era praticamente um robô, aquilo tudo fazia parte da vida.
No final da reportagem havia a foto de um grande cachorro, sem raça definida, deitado numa cama de hospital, envolto por braços magérrimos de um homem que mal podia respirar.
Ao ver a atitude do cão eternizada naquela foto, os olhos de Antônio começaram a arder e foi possível escutar aquelas duas pequenas pérolas caírem no teclado.
Horas depois, o homem morreu.
Antônio tentar parecer normal, porém, seu segredo desponta pouco a pouco. Ele ri, mas não gargalha, parece triste, mas não chora. Quando está feliz, seus olhos não brilham. Tudo parece igual, corriqueiro.
Antônio não sente nenhuma emoção.
Acorda no mesmo horário diariamente, repete todos os seus atos sistematicamente. Os filmes ajudam a passar o tempo e as notícias on line deixam as desgraças cada vez mais banais. Assassinatos, estupros, tortura e a justiça falha não o abalam. Não é com ninguém, de sua família, nem algum conhecido, então, não precisa se importar. De tão imensa que é a sua decepção com a vida, nem as pequenas delícias de um almoço caprichado o alegram. Reclama de uma dor nas costas que está mais freqüente, mas como não morrerá disso, não busca um tratamento. Os filhos estão encaminhados na vida, pagam até suas contas. Se diz orgulhoso, mas não é de coração. Por que meu filho prefere administração à arquitetura?
Nem lá, nem cá. Vida morna.
Hoje, sem querer, se deparou com uma notícia de pouco destaque: “Sem teto em estado terminal realiza o último desejo: rever seu cão”.
Não fazia a menor diferença se o homem havia morado anos e anos na rua, muito menos se ele tinha um câncer de pulmão e apenas uns poucos dias de vida. Para Antônio, que era praticamente um robô, aquilo tudo fazia parte da vida.
No final da reportagem havia a foto de um grande cachorro, sem raça definida, deitado numa cama de hospital, envolto por braços magérrimos de um homem que mal podia respirar.
Ao ver a atitude do cão eternizada naquela foto, os olhos de Antônio começaram a arder e foi possível escutar aquelas duas pequenas pérolas caírem no teclado.
Horas depois, o homem morreu.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Ainda não sou ilustradora, mas já é bom saber...
Vivendo e aprendendo
Adaptado livremente do texto original por Wen-M (tirado do blog de Julia Cabral http://canetananquimblog.blogspot.com/2007/03/pra-desenhistas-ilustradores-e-afins.html)
Cada vez aparecem mais oportunidades em listas de discussão procurando “artistas” para qualquer coisa. Dos serviços gráficos aos quadrinhos ou publicidade. Mais pessoas estão se vendo na necessidade de contratar o serviço de um ilustrador. Mas o que não estão fazendo, infelizmente, é imaginar quão raro alguém com estes talentos particulares pode ser.
Quantas pessoas você conhece, pessoalmente, com o talento e a habilidade para executar os serviços você necessita? Uma dúzia? Meia dúzia? Uma pessoa? Nenhuma? Mais do que provavelmente, você não conhece nenhuma. Se não, não existiriam as vagas nas listas de discussão e sites afins. Mas esta não é realmente uma surpresa. Nos Estados Unidos, por exemplo, para cada ilustrador profissional há dois neuro-cirurgiões. Há onze vezes mais mecânicos certificados do que ilustradores. Há setenta vezes mais trabalhadores em tecnologia da informação do que, adivinhe... ilustradores.
Assim, visto que esses são profissionais raros, e conseqüentemente em menor quantidade no mercado, faria sentido pedir que um mecânico conserte seu carro de graça? Você conseguiria, por exemplo, ir até uma concessionária e "comprar" o último modelo disponível, zero quilômetro, argumentando que o seu pagamento seria a possibilidade de "divulgação" porque você dirige o veículo por aí? Você ofereceria a um neuro-cirurgião a “oportunidade” de adicionar seu nome a seu "portfólio" como o pagamento para remover um tumor no seu cérebro? Talvez você pudesse oferecer “uns trocados” pelos “materiais” utilizados. Que pechincha! Mas felizmente, as coisas funcionam de uma maneira muito diferente disso e nenhuma dessas alternativas seriam consideradas plausíveis por pessoas sensatas.
Ilustradores são profissionais que estudaram, treinaram e trabalharam por anos pra aprimorar suas técnicas, assim como os médicos, engenheiros e advogados. Assim, considerando-os dessa forma, lidando com eles desta maneira, qualquer tratamento que se dê sem o total respeito e reconhecimento do seu trabalho é, além de um insulto, uma irracionalidade. O ilustrador segue regras, como nas profissões previamente citadas. São regras comerciais, financeiras, administrativas, contábeis, legais, éticas e até mesmo pessoais. É um negociador do melhor produto que ele pode dispor: seu próprio talento.
Coisas que todos deveriam saber:
- Não é uma "grande oportunidade" para um profissional ter seu trabalho visto em sua revista (ou website, parede do escritório, etc). É uma "grande oportunidade" pra quem contrata ter esses trabalhos lá.
- Não é inteligente procurar um "estudante" ou "iniciante" para obter mão-de-obra barata ou até mesmo gratuita. É insultante. Não para o profissional, mas para o próprio aprendiz. Eles podem estar "aprendendo", mas não significa dizer que não devem ser pagos pelo seu trabalho. Todos foram "aprendizes" algum dia. Até mesmo você.
- A chance de ter seu nome em algo que vai ser visto por outras pessoas, não importa em quantos lugares nem quantas vezes, não é um incentivo válido. Muito menos "agregar valor ao portfólio". Profissionais fazem isso todo o tempo, todos os dias, logo após serem pagos por seu trabalho. Não é uma recompensa. É o seu direito.
- Não pense que está dando ao profissional a "grande chance de trabalho". Assim que ele olhar um pouco melhor a sua proposta, vai aceitar a de alguém que valoriza seu próprio negócio ou produto e conhece a importância de bem remunerar quem cuida da sua imagem.
- É fato que há mais trabalhos precisando de profissionais talentosos do que pessoas que possuem tais habilidades.
- Aprendizes precisam, certamente, de experiência. Mas não precisam, em absoluto, literalmente doar os seus trabalhos. Na verdade, não sendo devidamente remunerados, eles não estão aprendendo uma parte da profissão essencialmente necessária. Se experiência e domínio são exigidos, deve-se estar preparado pra pagar pelos serviços que serão recebidos. A única lição que se aprende trabalhando de graça é: “Nunca trabalhe de graça”.
- Última, mas não menos importante: Alguns clientes poderão solicitar "trabalhos para consideração". Algumas vezes parecendo "concursos". Na grande maioria dos casos, não passam de aproveitadores à procura de profissionais que submetam seus trabalhos a fim de "vencer" o "concurso" ou "serem escolhidos" para algum serviço. Muitas vezes, além dos concursos não pagarem, ou não pagarem o suficiente, se apropriam livremente dos direitos autorais da obra, ou ainda encontram alguém para "trabalhar", alguém "incrivelmente barato" porque não tem talento ou originalidade no que faz, reproduzindo sempre as mesmas coisas, os mesmos trabalhos, ou até mesmo fazendo algumas pequenas modificações nos trabalhos de outros para entitulá-los como trabalho original. Ninguém será pago. Ninguém "vence o concurso". As únicas pessoas que ganham são as que, inescrupulosamente, fazem esses anúncios. Nos Estados Unidos chama-se "Spec-Work" (de especulação). No mínimo uma grande perda de tempo, e no máximo uma grande dor de cabeça.
Evitem pessoas que não têm a intenção de pagar por trabalho. Não importa se uma "grande empresa" ou apenas um conhecido que precisa de um "rabisco" na parede do quarto. Eles precisam de você. Diga não à arte gratuita. Valorize sua profissão e seu longo processo de aprendizado.
Para aqueles que procuram alguém para trabalhar de graça: Acorde e junte-se ao mundo real. Não prejudique a si mesmo e aos seus companheiros de profissão.
Adaptado livremente do texto original por Wen-M (tirado do blog de Julia Cabral http://canetananquimblog.blogspot.com/2007/03/pra-desenhistas-ilustradores-e-afins.html)
Cada vez aparecem mais oportunidades em listas de discussão procurando “artistas” para qualquer coisa. Dos serviços gráficos aos quadrinhos ou publicidade. Mais pessoas estão se vendo na necessidade de contratar o serviço de um ilustrador. Mas o que não estão fazendo, infelizmente, é imaginar quão raro alguém com estes talentos particulares pode ser.
Quantas pessoas você conhece, pessoalmente, com o talento e a habilidade para executar os serviços você necessita? Uma dúzia? Meia dúzia? Uma pessoa? Nenhuma? Mais do que provavelmente, você não conhece nenhuma. Se não, não existiriam as vagas nas listas de discussão e sites afins. Mas esta não é realmente uma surpresa. Nos Estados Unidos, por exemplo, para cada ilustrador profissional há dois neuro-cirurgiões. Há onze vezes mais mecânicos certificados do que ilustradores. Há setenta vezes mais trabalhadores em tecnologia da informação do que, adivinhe... ilustradores.
Assim, visto que esses são profissionais raros, e conseqüentemente em menor quantidade no mercado, faria sentido pedir que um mecânico conserte seu carro de graça? Você conseguiria, por exemplo, ir até uma concessionária e "comprar" o último modelo disponível, zero quilômetro, argumentando que o seu pagamento seria a possibilidade de "divulgação" porque você dirige o veículo por aí? Você ofereceria a um neuro-cirurgião a “oportunidade” de adicionar seu nome a seu "portfólio" como o pagamento para remover um tumor no seu cérebro? Talvez você pudesse oferecer “uns trocados” pelos “materiais” utilizados. Que pechincha! Mas felizmente, as coisas funcionam de uma maneira muito diferente disso e nenhuma dessas alternativas seriam consideradas plausíveis por pessoas sensatas.
Ilustradores são profissionais que estudaram, treinaram e trabalharam por anos pra aprimorar suas técnicas, assim como os médicos, engenheiros e advogados. Assim, considerando-os dessa forma, lidando com eles desta maneira, qualquer tratamento que se dê sem o total respeito e reconhecimento do seu trabalho é, além de um insulto, uma irracionalidade. O ilustrador segue regras, como nas profissões previamente citadas. São regras comerciais, financeiras, administrativas, contábeis, legais, éticas e até mesmo pessoais. É um negociador do melhor produto que ele pode dispor: seu próprio talento.
Coisas que todos deveriam saber:
- Não é uma "grande oportunidade" para um profissional ter seu trabalho visto em sua revista (ou website, parede do escritório, etc). É uma "grande oportunidade" pra quem contrata ter esses trabalhos lá.
- Não é inteligente procurar um "estudante" ou "iniciante" para obter mão-de-obra barata ou até mesmo gratuita. É insultante. Não para o profissional, mas para o próprio aprendiz. Eles podem estar "aprendendo", mas não significa dizer que não devem ser pagos pelo seu trabalho. Todos foram "aprendizes" algum dia. Até mesmo você.
- A chance de ter seu nome em algo que vai ser visto por outras pessoas, não importa em quantos lugares nem quantas vezes, não é um incentivo válido. Muito menos "agregar valor ao portfólio". Profissionais fazem isso todo o tempo, todos os dias, logo após serem pagos por seu trabalho. Não é uma recompensa. É o seu direito.
- Não pense que está dando ao profissional a "grande chance de trabalho". Assim que ele olhar um pouco melhor a sua proposta, vai aceitar a de alguém que valoriza seu próprio negócio ou produto e conhece a importância de bem remunerar quem cuida da sua imagem.
- É fato que há mais trabalhos precisando de profissionais talentosos do que pessoas que possuem tais habilidades.
- Aprendizes precisam, certamente, de experiência. Mas não precisam, em absoluto, literalmente doar os seus trabalhos. Na verdade, não sendo devidamente remunerados, eles não estão aprendendo uma parte da profissão essencialmente necessária. Se experiência e domínio são exigidos, deve-se estar preparado pra pagar pelos serviços que serão recebidos. A única lição que se aprende trabalhando de graça é: “Nunca trabalhe de graça”.
- Última, mas não menos importante: Alguns clientes poderão solicitar "trabalhos para consideração". Algumas vezes parecendo "concursos". Na grande maioria dos casos, não passam de aproveitadores à procura de profissionais que submetam seus trabalhos a fim de "vencer" o "concurso" ou "serem escolhidos" para algum serviço. Muitas vezes, além dos concursos não pagarem, ou não pagarem o suficiente, se apropriam livremente dos direitos autorais da obra, ou ainda encontram alguém para "trabalhar", alguém "incrivelmente barato" porque não tem talento ou originalidade no que faz, reproduzindo sempre as mesmas coisas, os mesmos trabalhos, ou até mesmo fazendo algumas pequenas modificações nos trabalhos de outros para entitulá-los como trabalho original. Ninguém será pago. Ninguém "vence o concurso". As únicas pessoas que ganham são as que, inescrupulosamente, fazem esses anúncios. Nos Estados Unidos chama-se "Spec-Work" (de especulação). No mínimo uma grande perda de tempo, e no máximo uma grande dor de cabeça.
Evitem pessoas que não têm a intenção de pagar por trabalho. Não importa se uma "grande empresa" ou apenas um conhecido que precisa de um "rabisco" na parede do quarto. Eles precisam de você. Diga não à arte gratuita. Valorize sua profissão e seu longo processo de aprendizado.
Para aqueles que procuram alguém para trabalhar de graça: Acorde e junte-se ao mundo real. Não prejudique a si mesmo e aos seus companheiros de profissão.
domingo, 14 de agosto de 2011
Se eu só tenho pesadelos, meu cérebro está viciado neles?
Publicada em 29/06/2011 no blog do Sunny! www.sunnyboy8.webnode.com.br
Depois de inúmeras tentativas de dormir, finalmente a mente “apaga”. Silêncio. Silêncio absoluto. De repente, pessoas desagradáveis surgem, com seus olhares assustadores e diálogos raivosos. Uma queda, um tiro, uma briga, perseguição. Não necessariamente nessa ordem. O coração dispara e o medo o desperta no meio da noite.
Era só mais um pesadelo. O primeiro daquela noite. Pensa na hora que precisará levantar, na fome que surge e na necessidade de mais algumas horas de sono. Vira para um lado e para o outro. Silêncio novamente. Pernas que não conseguem correr, pulmões sem ar, no escuro da rua. Algo assustador está para acontecer.
Desperta outra vez. Os dias passam arrastados, a semana parece não terminar e as noites de pesadelo retomam o ciclo.
Pesadelos são só maus pensamentos. Controla tua mente, ou melhor, deixa teus pensamentos fluírem. Teus medos parecerão menores, assim como esse teu vício em focar em hipóteses ruins. Sim, você é viciado em negatividade, depende dela para viver e não espere que ela te esqueça à noite.
Para tratar um vício é preciso ter muita vontade de parar com o que te faz mal. Mudar o pensamento. Um pouco por vez. Só por hoje deixe que os pensamentos passem, sem tentar dominá-los. É bem provável que só esta noite você durma melhor. Mas amanhã é outro dia...
Depois de inúmeras tentativas de dormir, finalmente a mente “apaga”. Silêncio. Silêncio absoluto. De repente, pessoas desagradáveis surgem, com seus olhares assustadores e diálogos raivosos. Uma queda, um tiro, uma briga, perseguição. Não necessariamente nessa ordem. O coração dispara e o medo o desperta no meio da noite.
Era só mais um pesadelo. O primeiro daquela noite. Pensa na hora que precisará levantar, na fome que surge e na necessidade de mais algumas horas de sono. Vira para um lado e para o outro. Silêncio novamente. Pernas que não conseguem correr, pulmões sem ar, no escuro da rua. Algo assustador está para acontecer.
Desperta outra vez. Os dias passam arrastados, a semana parece não terminar e as noites de pesadelo retomam o ciclo.
Pesadelos são só maus pensamentos. Controla tua mente, ou melhor, deixa teus pensamentos fluírem. Teus medos parecerão menores, assim como esse teu vício em focar em hipóteses ruins. Sim, você é viciado em negatividade, depende dela para viver e não espere que ela te esqueça à noite.
Para tratar um vício é preciso ter muita vontade de parar com o que te faz mal. Mudar o pensamento. Um pouco por vez. Só por hoje deixe que os pensamentos passem, sem tentar dominá-los. É bem provável que só esta noite você durma melhor. Mas amanhã é outro dia...
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Enquanto a tempestade tenta me matar, eu me apaixono pelo tornado
Publicada em 22/06/2011 no blog do Sunny!
Domingo cinzento, nesta cidade cinza.
A cor que me desanima, absorve minha alegria. Estranho uma cor conseguir transformar sentimentos...
Quero ver outras cores, mas não o colorido das frutas na feira, nem o da TV.
Mergulho no guarda roupa e escolho uma blusa vermelha (cor mais intensa não existe), mas quero mais, então, tiro da gaveta o lenço de seda colorido para alegrar a cidade monocromática.
Caminho por horas, cercada pelas portas de ferro do comércio que não abre hoje. Atravesso a rua entre os carros pretos e prata, eles estão por toda parte.
Aperto o passo, procuro flores, mas elas fugiram desta estação.
Sem sol, sem vida.
Estou no meio do caminho para chegar à exposição dos domingos, onde há um pouco de tudo: trabalho, história, roupas, coleções e as tão necessárias cores...
Rajadas de vento tentam levar meu lenço, e só percebo o cinza escuro do céu. Antes mesmo de me assustar, a chuva começa.
Corro para me esconder, e meus passos aceleram o tempo, corro tanto que crio uma tempestade, mas não há abrigo.
O lenço de seda está grudado em minha pele agora, colorindo a carne branca. Talvez seja meu último desejo realizado, porque sei que a correnteza da água quer me afogar. Aqui, há duas quadras da exposição dominical... NÂO! Eu não sei nadar!
Preciso sair daqui. O vento, então, se enfurece, tentando competir com a tempestade e se transforma em força pura. Parei de correr. Já não sinto a água bater em meu corpo. Estou encantada com a força do vento, que agora se mostra cinzento também, e quer me levar para longe.
Meus pés já não tocam o chão. Entre o colorido e o vôo, penso eu, escolho aprender a voar.
http://sunnyboy8.webnode.com.br/
Domingo cinzento, nesta cidade cinza.
A cor que me desanima, absorve minha alegria. Estranho uma cor conseguir transformar sentimentos...
Quero ver outras cores, mas não o colorido das frutas na feira, nem o da TV.
Mergulho no guarda roupa e escolho uma blusa vermelha (cor mais intensa não existe), mas quero mais, então, tiro da gaveta o lenço de seda colorido para alegrar a cidade monocromática.
Caminho por horas, cercada pelas portas de ferro do comércio que não abre hoje. Atravesso a rua entre os carros pretos e prata, eles estão por toda parte.
Aperto o passo, procuro flores, mas elas fugiram desta estação.
Sem sol, sem vida.
Estou no meio do caminho para chegar à exposição dos domingos, onde há um pouco de tudo: trabalho, história, roupas, coleções e as tão necessárias cores...
Rajadas de vento tentam levar meu lenço, e só percebo o cinza escuro do céu. Antes mesmo de me assustar, a chuva começa.
Corro para me esconder, e meus passos aceleram o tempo, corro tanto que crio uma tempestade, mas não há abrigo.
O lenço de seda está grudado em minha pele agora, colorindo a carne branca. Talvez seja meu último desejo realizado, porque sei que a correnteza da água quer me afogar. Aqui, há duas quadras da exposição dominical... NÂO! Eu não sei nadar!
Preciso sair daqui. O vento, então, se enfurece, tentando competir com a tempestade e se transforma em força pura. Parei de correr. Já não sinto a água bater em meu corpo. Estou encantada com a força do vento, que agora se mostra cinzento também, e quer me levar para longe.
Meus pés já não tocam o chão. Entre o colorido e o vôo, penso eu, escolho aprender a voar.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Sobre declaração da Sandy à Playboy
Todos ainda estão falando da tal declaração da Sandy em uma entrevista que será publicada na próxima Playboy, cujo ensaio principal é de Adriane Galisteu.
“É possível ter prazer no sexo anal” é a frase da vez. A cantora afirma que tal citação faz parte de um contexto, mas foi publicada de uma maneira sensacionalista. O que me chama atenção é uma nação fazer tanto estardalhaço com isso. Logo nós, brasileiros, que vemos crescer a cada dia o número de implantes de silicone nas nádegas! Nós idolatramos bundas e não falamos sobre sexo anal! Cantamos e ouvimos “músicas” que deveriam se enquadrar no ritmo “pornográfico” (que deveria ser criado urgentemente) e sexo ainda é tabu?
Não é tabu, somos hipócritas, essa é a verdade. O que gerou tamanha repercussão foi o fato da Sandy ter comentado o tema? Se fosse algum ator saradão não seria tão polêmico, não é mesmo? Mas, (pasmem!) todos nós temos cú! Até a Sandy! O que cada um faz ou deixa de fazer com o seu não é problema de mais ninguém.
Chega a ser engraçado, o país que exporta bundas se assustar com uma declaração na capa de uma revista masculina. Convenhamos, alguém estava esperando um entrevistado para a Playboy falar sobre corte e costura ou jardinagem?
Uma frase foi capaz de ofuscar o ensaio de Adriane Galisteu? Logo ela com aquele corpo? O povo acha feio, mas quer ver cú, essa é a verdade. Enquanto não o fotografam, o povão vai continuar imaginando o da entrevistada.
“É possível ter prazer no sexo anal” é a frase da vez. A cantora afirma que tal citação faz parte de um contexto, mas foi publicada de uma maneira sensacionalista. O que me chama atenção é uma nação fazer tanto estardalhaço com isso. Logo nós, brasileiros, que vemos crescer a cada dia o número de implantes de silicone nas nádegas! Nós idolatramos bundas e não falamos sobre sexo anal! Cantamos e ouvimos “músicas” que deveriam se enquadrar no ritmo “pornográfico” (que deveria ser criado urgentemente) e sexo ainda é tabu?
Não é tabu, somos hipócritas, essa é a verdade. O que gerou tamanha repercussão foi o fato da Sandy ter comentado o tema? Se fosse algum ator saradão não seria tão polêmico, não é mesmo? Mas, (pasmem!) todos nós temos cú! Até a Sandy! O que cada um faz ou deixa de fazer com o seu não é problema de mais ninguém.
Chega a ser engraçado, o país que exporta bundas se assustar com uma declaração na capa de uma revista masculina. Convenhamos, alguém estava esperando um entrevistado para a Playboy falar sobre corte e costura ou jardinagem?
Uma frase foi capaz de ofuscar o ensaio de Adriane Galisteu? Logo ela com aquele corpo? O povo acha feio, mas quer ver cú, essa é a verdade. Enquanto não o fotografam, o povão vai continuar imaginando o da entrevistada.
domingo, 31 de julho de 2011
A partir de hoje, disponibilizo aqui meus textos já publicados no blog do Sunny (http://sunnyboy8.webnode.com.br)
E lembrem-se: toda quarta feira um texto inédito lá no blog do Sunny e por aqui sempre que bater aquela inspiração! ;)
Uma vida não deveria ser contada em anos e sim em amor (publicado em 15/06/2011)
Qual a sua idade? O que você estudou?Onde trabalha? Onde quer estar em cinco anos?
Perguntas sem fim.
De acordo com as respostas, temos a certeza de conhecer o outro, e nos baseamos apenas em palavras. Podemos passar anos e anos insistindo nesse ciclo de “falar ao vento o que se quer”, porém, na maior parte das vezes, as pessoas simplesmente não querem saber a verdade de nossas atitudes. Preferem julgar a tentar entender o outro.
Passei muitos anos da minha vida tentando sufocar a arte que sempre esteve presente em mim. Pela afiada autocrítica e por acreditar no que sempre diziam: - A arte é um hobby! Você precisa trabalhar em outra área para “sustentar” seu lazer. Isso não dá dinheiro.
E o que fiz? Vaguei pela vida. De salário em salário para pagar as contas do mês. Estudei e foi só na pós graduação que aprendi que a essência de uma pessoa nunca morre. Que aquele amor nato por algo tão claro na infância é o meu amor próprio fluindo.
Decidi escrever um livro ilustrado para uma pessoa que não me conhecia. Lutei para realizar meu sonho, enquanto era chamada de louca pela maioria, e pude ver minha cantora favorita lendo meu livro em sua sala, na minha frente.
Isso só provou uma coisa a mim mesma: Poucos compreendem, mas, sou artista SIM, há 32 anos amo arte e é isso que eu quero fazer pelos próximos 250 anos.
Uma vida não deveria ser contada em anos e sim em amor (publicado em 15/06/2011)
Qual a sua idade? O que você estudou?Onde trabalha? Onde quer estar em cinco anos?
Perguntas sem fim.
De acordo com as respostas, temos a certeza de conhecer o outro, e nos baseamos apenas em palavras. Podemos passar anos e anos insistindo nesse ciclo de “falar ao vento o que se quer”, porém, na maior parte das vezes, as pessoas simplesmente não querem saber a verdade de nossas atitudes. Preferem julgar a tentar entender o outro.
Passei muitos anos da minha vida tentando sufocar a arte que sempre esteve presente em mim. Pela afiada autocrítica e por acreditar no que sempre diziam: - A arte é um hobby! Você precisa trabalhar em outra área para “sustentar” seu lazer. Isso não dá dinheiro.
E o que fiz? Vaguei pela vida. De salário em salário para pagar as contas do mês. Estudei e foi só na pós graduação que aprendi que a essência de uma pessoa nunca morre. Que aquele amor nato por algo tão claro na infância é o meu amor próprio fluindo.
Decidi escrever um livro ilustrado para uma pessoa que não me conhecia. Lutei para realizar meu sonho, enquanto era chamada de louca pela maioria, e pude ver minha cantora favorita lendo meu livro em sua sala, na minha frente.
Isso só provou uma coisa a mim mesma: Poucos compreendem, mas, sou artista SIM, há 32 anos amo arte e é isso que eu quero fazer pelos próximos 250 anos.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Feliz dia do escritor!
Hoje, 25/07 é dia do escritor aqui no Brasil e com esta postagem, pretendo dizer o que é ser um escritor não reconhecido e não remunerado (por enquanto!).
Escrevi 5 livros nos últimos 2 anos. Desse total 3 são histórias infantis, um é de poesia infantil e outro um tanto auto-biográfico, onde conto a história da realização de um sonho "impossível"(a parte mais linda da minha vida).
Algumas pessoas sabem que eu publiquei um livro infantil no ano passado. "Catarina e as baratinhas" foi a primeira publicação de três histórias infantis que eu tenho prontas. Ainda possuo alguns exemplares em minha casa que esperam por leitores que nunca chegam. Mas, eles continuam lá. Divulgo, passo email, twito posto no facebook, cheguei a sair na rua para vendê-los. sem sucesso.
Já procurei diversas editoras oferecendo meus outros arquivos, mas como devem imaginar...a maioria nem responde emails.
Eu escrevo em português e passo pro espanhol, porque eu sonho alto: quero publicar meus livros aqui no Brasil e no México, só pra começar.
Para quem não sabe, o México foi cenário da realização daquele meu sonho que comentei há algumas linhas. É lá que vive uma pessoa muito especial para essa minha nova "carreira", a pessoa que despertou em mim essa necessidade incontrolável de escrever.
"Siga o seu coração: busque Chavela Vargas!" é o livro que escrevi e entreguei a ela. Esse livro é a minha "menina dos olhos" meu preferido e querido. Tão querido que existe a versão infantil do mesmo. Esse eu decidi lançar independentemente, ele está disponível na internet em dois idiomas e em dois sites, um no Brasil e outro no México (www.clubedeautores.com.br e www.bubok.com.mx)sempre que posso, faço a divulgação pelas redes sociais, mesmo sabendo que posso estar sendo repetitiva demais. Faço o que posso. E quero poder muito mais!
Ah.. nem falei de como me sinto...tenho muito orgulho de mim por poder me inspirar e repassar as palavras pro papel ou pra tela do computador e me sinto muito feliz por ser capaz de tal proeza e por ter vendido alguns exemplares. Mas ao mesmo tempo é frustrante, porque ainda não posso viver disso. Ter talento para escrever, desenhar e pintar e não ser reconhecido, incentivado, remunerado. Quantas vezes eu ouvi que tenho que trabalhar para poder sustentar meu hobby?
Não é hobby, é a minha vida! É o que eu quero realmente fazer.
No momento, ser escritora é algo que me machuca um pouco. Mas é escrevendo que eu sou feliz. Quero ter leitores, fãs, quem sabe? Mas é isso que quero, poder ser vista como uma escritora e (futura) ilustradora.
É isso o que eu sei e amo fazer. Por que então não me sustentar através disso???
Ser escritor não é apenas escrever livros, escrevo colunas! Tenho dois blogs e sou colunista semanal do blog de um amigo meu chamado Rafael Sani, que também está neste barco comigo e que me deu uma ótima oportunidade para escrever e com isso, muito incentivo! O blog dele é www.sunnyboy8.webnode.com.br e ele escreve coisas surreias e geniais!;)
Espero que realizemos os nossos sonhos literários, mesmo com tanta gente dizendo "No, no, no" se é isso que nos move, é isso o que devemos fazer!
Feliz dia do escritor a todos os que passam ou já passaram pelas mesmas incertezas que tenho.
Um grande beijo, Thais Petranski
Escrevi 5 livros nos últimos 2 anos. Desse total 3 são histórias infantis, um é de poesia infantil e outro um tanto auto-biográfico, onde conto a história da realização de um sonho "impossível"(a parte mais linda da minha vida).
Algumas pessoas sabem que eu publiquei um livro infantil no ano passado. "Catarina e as baratinhas" foi a primeira publicação de três histórias infantis que eu tenho prontas. Ainda possuo alguns exemplares em minha casa que esperam por leitores que nunca chegam. Mas, eles continuam lá. Divulgo, passo email, twito posto no facebook, cheguei a sair na rua para vendê-los. sem sucesso.
Já procurei diversas editoras oferecendo meus outros arquivos, mas como devem imaginar...a maioria nem responde emails.
Eu escrevo em português e passo pro espanhol, porque eu sonho alto: quero publicar meus livros aqui no Brasil e no México, só pra começar.
Para quem não sabe, o México foi cenário da realização daquele meu sonho que comentei há algumas linhas. É lá que vive uma pessoa muito especial para essa minha nova "carreira", a pessoa que despertou em mim essa necessidade incontrolável de escrever.
"Siga o seu coração: busque Chavela Vargas!" é o livro que escrevi e entreguei a ela. Esse livro é a minha "menina dos olhos" meu preferido e querido. Tão querido que existe a versão infantil do mesmo. Esse eu decidi lançar independentemente, ele está disponível na internet em dois idiomas e em dois sites, um no Brasil e outro no México (www.clubedeautores.com.br e www.bubok.com.mx)sempre que posso, faço a divulgação pelas redes sociais, mesmo sabendo que posso estar sendo repetitiva demais. Faço o que posso. E quero poder muito mais!
Ah.. nem falei de como me sinto...tenho muito orgulho de mim por poder me inspirar e repassar as palavras pro papel ou pra tela do computador e me sinto muito feliz por ser capaz de tal proeza e por ter vendido alguns exemplares. Mas ao mesmo tempo é frustrante, porque ainda não posso viver disso. Ter talento para escrever, desenhar e pintar e não ser reconhecido, incentivado, remunerado. Quantas vezes eu ouvi que tenho que trabalhar para poder sustentar meu hobby?
Não é hobby, é a minha vida! É o que eu quero realmente fazer.
No momento, ser escritora é algo que me machuca um pouco. Mas é escrevendo que eu sou feliz. Quero ter leitores, fãs, quem sabe? Mas é isso que quero, poder ser vista como uma escritora e (futura) ilustradora.
É isso o que eu sei e amo fazer. Por que então não me sustentar através disso???
Ser escritor não é apenas escrever livros, escrevo colunas! Tenho dois blogs e sou colunista semanal do blog de um amigo meu chamado Rafael Sani, que também está neste barco comigo e que me deu uma ótima oportunidade para escrever e com isso, muito incentivo! O blog dele é www.sunnyboy8.webnode.com.br e ele escreve coisas surreias e geniais!;)
Espero que realizemos os nossos sonhos literários, mesmo com tanta gente dizendo "No, no, no" se é isso que nos move, é isso o que devemos fazer!
Feliz dia do escritor a todos os que passam ou já passaram pelas mesmas incertezas que tenho.
Um grande beijo, Thais Petranski
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Meu livro (independente) agora disponível no México!
É com imensa alegria e satisfação que escrevo este post.
Ontem, disponibilizei em um site que publica livros independentes no México, o meu livro na versão Espanhol: www.bubok.com.mx
Estou muito feliz por poder realizar mais este sonho!
Ontem, disponibilizei em um site que publica livros independentes no México, o meu livro na versão Espanhol: www.bubok.com.mx
http://www.bubok.com.mx/libros/191863/Sigue-tu-corazon-busca-a-Chavela-Vargas
Estou muito feliz por poder realizar mais este sonho!
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Quero desenhar, escrever e ir ao México.
É impressionante o que acaba de acontecer.
Decidi que serei ilustradora. Claro que não foi hoje, penso nisso há pelo menos 2 anos, o que eu acho muito tempo, uma vez que só este ano comecei um curso de desenho.
Para quem não sabe, eu desenhava desde muito pequena, e cheguei a ganhar alguns concursos de desenho em uma empresa em que trabalhava meu pai. Isso com uns 4 ou 5 anos.
Décadas se passaram, estudei outras coisas, quis "matar" a arte de dentro de mim, mas é claro que a essência de uma pessoa não muda.
Acho um pouco tarde começar a levar a sério algo tão importante aos 32 anos de idade, mas não posso chegar aos 40 fingindo que quero fazer outra coisa na minha vida.
Quero desenhar, escrever e ir ao México. (eu já disse essa frase antes...rsrsrs)
Estou pesquisando cursos, aulas, professores, amigos, para aprender a ilustrar e desenhar melhor (tenho que aprender tudo!) e buscando uma mesa digitalizadora (ou tablet) na internet encontrei vários vídeos com o título "Aprende a dibujar". Cliquei para assistir e percebi que o sotaque da pessoa que falava (e explicava muito bem e sem medo de ficar sem seu conhecimento por disponibilizar suas experiências na net)era mexicano.
Viva México!!!
Agora eu tenho um professor mexicano! Isso é genial!
Decididamente, "en México encuentro la vida"
Decidi que serei ilustradora. Claro que não foi hoje, penso nisso há pelo menos 2 anos, o que eu acho muito tempo, uma vez que só este ano comecei um curso de desenho.
Para quem não sabe, eu desenhava desde muito pequena, e cheguei a ganhar alguns concursos de desenho em uma empresa em que trabalhava meu pai. Isso com uns 4 ou 5 anos.
Décadas se passaram, estudei outras coisas, quis "matar" a arte de dentro de mim, mas é claro que a essência de uma pessoa não muda.
Acho um pouco tarde começar a levar a sério algo tão importante aos 32 anos de idade, mas não posso chegar aos 40 fingindo que quero fazer outra coisa na minha vida.
Quero desenhar, escrever e ir ao México. (eu já disse essa frase antes...rsrsrs)
Estou pesquisando cursos, aulas, professores, amigos, para aprender a ilustrar e desenhar melhor (tenho que aprender tudo!) e buscando uma mesa digitalizadora (ou tablet) na internet encontrei vários vídeos com o título "Aprende a dibujar". Cliquei para assistir e percebi que o sotaque da pessoa que falava (e explicava muito bem e sem medo de ficar sem seu conhecimento por disponibilizar suas experiências na net)era mexicano.
Viva México!!!
Agora eu tenho um professor mexicano! Isso é genial!
Decididamente, "en México encuentro la vida"
terça-feira, 21 de junho de 2011
Qué pasa?
Às vezes parece que tudo está travado, que algo impede que coisas simples aconteçam, por mais que eu tente e acredite.
Tenho que arrumar uma maneira de mudar isso.
Tenho que arrumar uma maneira de mudar isso.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Novidade!!!
Meu amigo Rafael Sunny acaba de me dar um presente!
UMA COLUNA SEMANAL NO SEU BLOG!
É isso mesmo! Todas as quartas feiras serão publicadas novos textos.
O texto de estréia foi publicado ontem (15/06/2011), se chama "Uma vida não deveria ser contada em anos e sim em amor".
Entre no site e confira!
E lembrando que sexta feira estréia a coluna semanal de Sunny!
;)
UMA COLUNA SEMANAL NO SEU BLOG!
http://sunnyboy8.webnode.com.br/
É isso mesmo! Todas as quartas feiras serão publicadas novos textos.
O texto de estréia foi publicado ontem (15/06/2011), se chama "Uma vida não deveria ser contada em anos e sim em amor".
Entre no site e confira!
E lembrando que sexta feira estréia a coluna semanal de Sunny!
;)
terça-feira, 14 de junho de 2011
Participação no 2º Premio Clube de Autores de Literatura Contemporânea

Conforme divulgado por email e redes sociais, participei do 2º Premio de Literatura Contemporânea, promovido pelo site Clube de Autores, com o livro "Siga o seu coração: busque Chavela Vargas!".
Foram 622 obras inscritas e 5.147 votos confirmados, nesta primeira fase do Premio, que através de voto popular selecionou os 10 mais votados.
Meu livro ficou na 27ª posição!É uma grande alegria ter ficado entre os trinta mais votados dentre as 622 obras participantes!
Muito obrigada a todos que votaram!
:) Valeu!!!!!!!
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Hoje seria aniversário do grande poeta Fernando Pessoa
Aqui, algumas de suas lindas frases e poesias.
"Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso."
E uma que é a minha cara (talvez a sua, e a dele, a dos outros ali...)
"Posso ter defeitos, viver ansioso
e ficar irritado algumas vezes mas
não esqueço de que minha vida é a
maior empresa do mundo, e posso
evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale
a pena viver apesar de todos os
desafios, incompreensões e períodos
de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor
da própria história. É atravessar
desertos fora de si, mas ser capaz de
encontrar um oásis no recôndito da
sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã
pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios
sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma
crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir
um castelo…"
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