Pablo Neruda

"Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe. A minha alma não se contenta com havê-la perdido. Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a. O meu coração procura-a, ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores. Nós dois, os de então, já não somos os mesmos. Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei. Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido. De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos. A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos. Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda. É tão curto o amor, tão longo o esquecimento. Porque em noites como esta tive-a em meus braços,a minha alma não se contenta por havê-la perdido. Embora seja a última dor que ela me causa,e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo."

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

"A vida não pode esperar, resgate!"

Projeto do curso Desenhos Urbanos e a intervenção em 9 atos: "A vida não pode esperar, resgate!". Inspirada na vida e resgate dos meus sete gatos e dois cachorros.
Vida animal alguma sobrevive muito tempo na cidade, que acaba devorando tudo. Podemos ser a única oportunidade de vida de um bicho perdido/abandonado e o ato de resgatar ou não determina seu futuro. Resgate uma vida e adote o amor.
Os dois primeiros atos representam Wendy e Anita (in memmorian).

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