Pablo Neruda

"Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe. A minha alma não se contenta com havê-la perdido. Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a. O meu coração procura-a, ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores. Nós dois, os de então, já não somos os mesmos. Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei. Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido. De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos. A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos. Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda. É tão curto o amor, tão longo o esquecimento. Porque em noites como esta tive-a em meus braços,a minha alma não se contenta por havê-la perdido. Embora seja a última dor que ela me causa,e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo."

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Prévia da minha entrevista!

Uma surpresa aos seguidores e leitores do blog Devora o Tempo.
Segue uma prévia da entrevista que gravei com Rafael Sani e que estará disponível na íntegra no próximo sábado dia 17/12 no site "Incomode-se".

domingo, 11 de dezembro de 2011

Trechos do livro Sidarta, de Hermann Hesse

Acabo de ler o livro Sidarta, de Hermann Hesse e encontro-me extasiada por finalmente concluir a leitura de um de seus livros. Adorei a história e sua maneira de escrever, e agora, sinto-me obrigada a ler Demian. Urgentemente!

Abaixo, pequenos trechos "iluminados" do autor.
:)

"Toda a vida é indestrutível e cada instante eterno."

"...Pode facilmente acontecer que seus olhos se concentrem exclusivamente no objeto procurado e que ele fique incapaz de achar o que quer que seja, tornando-se inacessível a tudo e a qualquer coisa porque sempre só pensa naquele objeto, e porque tem uma meta, que o obceca inteiramente.
Procurar significa: ter uma meta. Mas achar significa: estar livre, abrir-se a tudo, não ter meta alguma."

"...e também uma árvore ou um pedacinho de sua casca. São coisas, e coisas podem ser amadas. Mas não posso amar palavras. Por isso não me servem as doutrinas. Não têm nem dureza nem maciez, não têm cores nem arestas, nem cheiro nem sabor. Não têm nada a não ser palavras. Talvez seja esta a razão por que não encontres a paz: o excesso de palavras."

"E, no entanto, achou que há uma grande diferença entre as idéias de Sidarta, de um lado, e suas mãos, seus pés, seus olhos, sua testa, seu mode de respirar, de sorrir, de andar, de saudarme, do outro"

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Mulher invisível

(publicada no site http://www.incomodese.com )

Ela caminha olhando tudo ao seu redor, cada pessoa, cada animal que passa. Visita lojas, clínica e reuniões, mas, poucos a vêem.
Aos olhos femininos, quase sempre é notada e comentada: - Olha a meia dela! Gostei do seu look!
Aos masculinos, é invisível. E invisível, a garota não pode ser lembrada, muito menos admirada.
Não se sabe ao certo se ela existe, ou se é apenas uma alma penada; o fato é que poucos conseguem vê-la.
Sem motivo que justifique esse seu super poder, ela continua tentando mudar sua condição transparente. Se colore , se pinta. Pinta, colore, cria. Surta e ri. De carne, osso e perfume. A pessoa mais importante de sua vida tem certeza de que ela é real, já que a encontra diariamente no espelho.

sábado, 12 de novembro de 2011

Pets

Gatinhos, gatões, cachorrinhos, cachorrões.
Passear, vacinar, pentear.
Veterinário, ração, banho.
Gatinhos e gatões.
Cachorrinhos ou cachorrões?

;)

Expectativa

Quando se conhece pessoas com os mesmos interesses, a vida caminha bem. Às vezes tudo parece estagnado, ainda que você se esforce, batalhe e sue a camisa em prol dos seus objetivos, existem períodos em que a pausa é necessária para que novas opções surjam. O bom, é que as idéias mudam, e situações antes não imaginadas, se transformam em uma solução feliz e produtiva. Mistérios da vida e da energia do universo. Acreditar quando muitos acham improvável, até mesmo impossível, e em meio à desilusão total encontrar o que quase foi abolido do coração.
A dificuldade transforma bons pensamentos em inércia, e ações determinadas em efeitos invertidos quando não se vê uma saída.
O dia bom sempre surge, com amizades conquistadas em uma visão comum, seja no budismo, na arte, ou na vida, o dia bom sempre renasce.
Já que não há oração sem resposta, hoje identifiquei dois grandes resultados em minha peregrinação ao centro do universo.
Acho que entendi um pouco mais sobre a força dessa energia vital que está em tudo e todos.

:)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

"On writing" de Henry Miller

Eu não ousava pensar em nada exceto "os fatos".
Para chegar além dos fatos eu teria que ser um artista, e alguém não se torna um artista da noite para o dia .
Primeiro você tem que ser esmagado, ter seus pontos de vista conflitantes aniquilados.
Você tem que ser varrido como ser humano de forma a nascer novamente como indivíduo.
Você tem que ser carbonizado e mineralizado de forma a ultrapassar o último denominador do ser.
Você tem que ir além da piedade de forma a sentir das próprias raízes do ser.
Ninguém pode fazer um novo céu e terra com "fatos".
Não existem - "fatos"- existe somente o fato que o homem, cada homem em cada canto do mundo, está no seu caminho para ordenação.
Alguns homens escolhem a rota longa e alguns tomam a rota curta .
Cada homem está trabalhando o destino dele de sua própria maneira e ninguém pode ajudar exceto sendo gentil, generoso e paciente.

Henry Miller
do livro "On writing"

domingo, 9 de outubro de 2011

Você tem que encontrar o que você ama (Steve Jobs)

O texto de hoje não é meu, mas concordo com cada frase.
Sei que muitos já viram o vídeo deste discurso de Steve Jobs, na Universidade de Stanford. Creio que vale a pena ler novamente.
Palavras não de um gênio e sim de um homem genial que inspirará milhões de pessoas ao longo da nossa história.
:)
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Você tem que encontrar o que você ama

"Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.

A primeira história é sobre ligar os pontos.

Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina.

Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: "Apareceu um garoto. Vocês o querem?" Eles disseram: "É claro."

Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo.

Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok.

Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo.

Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.

Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.

Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.

De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.

Minha segunda história é sobre amor e perda.

Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos.

E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses.

Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale do Silício.

Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa.

A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple.

E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple.

Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.

Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz.

Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.
Minha terceira história é sobre morte.

Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: "Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último." Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: "Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?" E se a resposta é "não" por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.
Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.

Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.

Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas.

Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para "preparar para morrer". Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus.

Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.

Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá.

Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.

O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém.

Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas.

Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.

E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.

Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.

Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês.

Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras:
"Continue com fome, continue bobo."

Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos."

Steve Jobs

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Questão de pele


Publicado em 17/08/2011 no site do Sunny www.incomodese.com

Sexta feira de inverno, calor de verão. Saias a bailar nos quadris joviais. Chinelo e rasteirinha. Moça bonita passa com seu vestido de cerejinhas que quase nada mostra. Caminhão passando diminui a velocidade para perguntar o porquê que a moça não vai se bronzear.
Pele branca, vinda de muito longe, só por isso precisa se igualar à maioria? No país da miscigenação que exporta a mistura de todas as raças condena também. E muito! Alguns por serem escuros demais para os olhos preconceituosos, outros por serem claros demais. Mistura. Brasileira mulata, brasileira branquinha estilo pin-up, brasileira de olhos puxados com corpão. Brasileiras que trazem um pouco de tudo em si. Hipocrisia da terra da mistura querer condenar as cores primárias da nação! Branco, preto, vermelho já se transformaram diversas vezes e incorporaram as secundárias e terciárias. Falar em cor pode ser racismo para uns, mas o que pode ser mais bonito do que as cores trazidas no corpo? Embaixo das tatuagens e pierciengs, da tinta no cabelo e dos esmaltes o que consegue ser mais bonito que a estampa da tua origem na pele? Um pouco da história mundial!
Orgulho de ser humano tenha a cor que tiver, sem falar bobagem pra quem não é igualzinho a você.
Beleza de ser brasileiro é poder refletir pedaçinhos do mundo em um único país.
Cem por cento mistura de culturas. Cultura que muitas vezes nos falta. Brasil.


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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Entre o sábado e o domingo - Tuti, in memorian

(Texto produzido após alguns relatos ouvidos no domingo, algumas lembranças e um sentimento de inconformismo.)



Elas conseguiram diferenciar a pessoa amiga do corpo que acabavam de ver. Flores brancas e amarelas se destacavam no cetim branco sobre a camisa do seu time. Um corintiano fanático. Mas não foi sempre assim. Há quem diga que se lembra da época em que ele torcia pelo Tricolor! Caminhava, ainda pequeno, de mãos dadas com o pai, às vezes acompanhava sua mãe ou seu avô. Cortavam caminho pela rua rosa apenas. Passados alguns anos, terminou de crescer com a turma da pequena rua. Educado, tinha uma maneira peculiar de falar. Um lindo garoto que se escondia atrás das camisas do time. Fazia a mesma coisa que todos de sua idade. Saía para dançar, mas não bebia.
Seguiu por um caminho diferente, um caminho curto que o levaria a somente dois lugares. Esteve sempre lá, mesmo quando a vida de cada um tomou rumos distintos. Ficava na entrada da rua conversando com os amigos que passavam. Se fez presente até mesmo nos quase 10 anos em que deixou de presenciar o crescimento do bairro, momento esse em que chegou a uma das partes do seu caminho. Se fortaleceu na distância para não se abater pela realidade que o cercava. Sua galera continuou lá.
Quando voltou para sua vida e companhias muita coisa já havia mudado. A amizade não.
Na contradição do seu comportamento vivia duas vidas: uma comum, fazendo até curso de culinária, outra sombria que não mostrava aos amigos. Um jovem como tantos outros, que no curso da vida se deparou com um mundo escuro. Era lá que ele passava grande parte do seu tempo.
Na madrugada do último domingo de agosto o levaram ao segundo caminho, justamente aquele que não possui volta. Ele não viu seu time perder do maior rival. Nem verá mais. Nem vitórias, nem empates.
Levou no peito o timão estampado na camisa branca e no corpo um objeto dourado.
Só seus amigos foram se despedir na sala fria e vazia. Já não serão os mesmos de antes, mas sempre reconhecerão a timidez daquele olhar fechado do amigo perdido, nunca o "cara" executado em circunstâncias sombrias.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

domingo, 21 de agosto de 2011

Dentro de cada coração de pedra há uma pérola

(publicada no blog do Sunny em 06/07/2011)



Antônio tentar parecer normal, porém, seu segredo desponta pouco a pouco. Ele ri, mas não gargalha, parece triste, mas não chora. Quando está feliz, seus olhos não brilham. Tudo parece igual, corriqueiro.
Antônio não sente nenhuma emoção.
Acorda no mesmo horário diariamente, repete todos os seus atos sistematicamente. Os filmes ajudam a passar o tempo e as notícias on line deixam as desgraças cada vez mais banais. Assassinatos, estupros, tortura e a justiça falha não o abalam. Não é com ninguém, de sua família, nem algum conhecido, então, não precisa se importar. De tão imensa que é a sua decepção com a vida, nem as pequenas delícias de um almoço caprichado o alegram. Reclama de uma dor nas costas que está mais freqüente, mas como não morrerá disso, não busca um tratamento. Os filhos estão encaminhados na vida, pagam até suas contas. Se diz orgulhoso, mas não é de coração. Por que meu filho prefere administração à arquitetura?
Nem lá, nem cá. Vida morna.
Hoje, sem querer, se deparou com uma notícia de pouco destaque: “Sem teto em estado terminal realiza o último desejo: rever seu cão”.
Não fazia a menor diferença se o homem havia morado anos e anos na rua, muito menos se ele tinha um câncer de pulmão e apenas uns poucos dias de vida. Para Antônio, que era praticamente um robô, aquilo tudo fazia parte da vida.
No final da reportagem havia a foto de um grande cachorro, sem raça definida, deitado numa cama de hospital, envolto por braços magérrimos de um homem que mal podia respirar.
Ao ver a atitude do cão eternizada naquela foto, os olhos de Antônio começaram a arder e foi possível escutar aquelas duas pequenas pérolas caírem no teclado.
Horas depois, o homem morreu.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Ainda não sou ilustradora, mas já é bom saber...

Vivendo e aprendendo
Adaptado livremente do texto original por Wen-M (tirado do blog de Julia Cabral http://canetananquimblog.blogspot.com/2007/03/pra-desenhistas-ilustradores-e-afins.html)

Cada vez aparecem mais oportunidades em listas de discussão procurando “artistas” para qualquer coisa. Dos serviços gráficos aos quadrinhos ou publicidade. Mais pessoas estão se vendo na necessidade de contratar o serviço de um ilustrador. Mas o que não estão fazendo, infelizmente, é imaginar quão raro alguém com estes talentos particulares pode ser.

Quantas pessoas você conhece, pessoalmente, com o talento e a habilidade para executar os serviços você necessita? Uma dúzia? Meia dúzia? Uma pessoa? Nenhuma? Mais do que provavelmente, você não conhece nenhuma. Se não, não existiriam as vagas nas listas de discussão e sites afins. Mas esta não é realmente uma surpresa. Nos Estados Unidos, por exemplo, para cada ilustrador profissional há dois neuro-cirurgiões. Há onze vezes mais mecânicos certificados do que ilustradores. Há setenta vezes mais trabalhadores em tecnologia da informação do que, adivinhe... ilustradores.

Assim, visto que esses são profissionais raros, e conseqüentemente em menor quantidade no mercado, faria sentido pedir que um mecânico conserte seu carro de graça? Você conseguiria, por exemplo, ir até uma concessionária e "comprar" o último modelo disponível, zero quilômetro, argumentando que o seu pagamento seria a possibilidade de "divulgação" porque você dirige o veículo por aí? Você ofereceria a um neuro-cirurgião a “oportunidade” de adicionar seu nome a seu "portfólio" como o pagamento para remover um tumor no seu cérebro? Talvez você pudesse oferecer “uns trocados” pelos “materiais” utilizados. Que pechincha! Mas felizmente, as coisas funcionam de uma maneira muito diferente disso e nenhuma dessas alternativas seriam consideradas plausíveis por pessoas sensatas.

Ilustradores são profissionais que estudaram, treinaram e trabalharam por anos pra aprimorar suas técnicas, assim como os médicos, engenheiros e advogados. Assim, considerando-os dessa forma, lidando com eles desta maneira, qualquer tratamento que se dê sem o total respeito e reconhecimento do seu trabalho é, além de um insulto, uma irracionalidade. O ilustrador segue regras, como nas profissões previamente citadas. São regras comerciais, financeiras, administrativas, contábeis, legais, éticas e até mesmo pessoais. É um negociador do melhor produto que ele pode dispor: seu próprio talento.

Coisas que todos deveriam saber:

- Não é uma "grande oportunidade" para um profissional ter seu trabalho visto em sua revista (ou website, parede do escritório, etc). É uma "grande oportunidade" pra quem contrata ter esses trabalhos lá.

- Não é inteligente procurar um "estudante" ou "iniciante" para obter mão-de-obra barata ou até mesmo gratuita. É insultante. Não para o profissional, mas para o próprio aprendiz. Eles podem estar "aprendendo", mas não significa dizer que não devem ser pagos pelo seu trabalho. Todos foram "aprendizes" algum dia. Até mesmo você.

- A chance de ter seu nome em algo que vai ser visto por outras pessoas, não importa em quantos lugares nem quantas vezes, não é um incentivo válido. Muito menos "agregar valor ao portfólio". Profissionais fazem isso todo o tempo, todos os dias, logo após serem pagos por seu trabalho. Não é uma recompensa. É o seu direito.

- Não pense que está dando ao profissional a "grande chance de trabalho". Assim que ele olhar um pouco melhor a sua proposta, vai aceitar a de alguém que valoriza seu próprio negócio ou produto e conhece a importância de bem remunerar quem cuida da sua imagem.

- É fato que há mais trabalhos precisando de profissionais talentosos do que pessoas que possuem tais habilidades.

- Aprendizes precisam, certamente, de experiência. Mas não precisam, em absoluto, literalmente doar os seus trabalhos. Na verdade, não sendo devidamente remunerados, eles não estão aprendendo uma parte da profissão essencialmente necessária. Se experiência e domínio são exigidos, deve-se estar preparado pra pagar pelos serviços que serão recebidos. A única lição que se aprende trabalhando de graça é: “Nunca trabalhe de graça”.

- Última, mas não menos importante: Alguns clientes poderão solicitar "trabalhos para consideração". Algumas vezes parecendo "concursos". Na grande maioria dos casos, não passam de aproveitadores à procura de profissionais que submetam seus trabalhos a fim de "vencer" o "concurso" ou "serem escolhidos" para algum serviço. Muitas vezes, além dos concursos não pagarem, ou não pagarem o suficiente, se apropriam livremente dos direitos autorais da obra, ou ainda encontram alguém para "trabalhar", alguém "incrivelmente barato" porque não tem talento ou originalidade no que faz, reproduzindo sempre as mesmas coisas, os mesmos trabalhos, ou até mesmo fazendo algumas pequenas modificações nos trabalhos de outros para entitulá-los como trabalho original. Ninguém será pago. Ninguém "vence o concurso". As únicas pessoas que ganham são as que, inescrupulosamente, fazem esses anúncios. Nos Estados Unidos chama-se "Spec-Work" (de especulação). No mínimo uma grande perda de tempo, e no máximo uma grande dor de cabeça.

Evitem pessoas que não têm a intenção de pagar por trabalho. Não importa se uma "grande empresa" ou apenas um conhecido que precisa de um "rabisco" na parede do quarto. Eles precisam de você. Diga não à arte gratuita. Valorize sua profissão e seu longo processo de aprendizado.

Para aqueles que procuram alguém para trabalhar de graça: Acorde e junte-se ao mundo real. Não prejudique a si mesmo e aos seus companheiros de profissão.

domingo, 14 de agosto de 2011

Se eu só tenho pesadelos, meu cérebro está viciado neles?

Publicada em 29/06/2011 no blog do Sunny! www.sunnyboy8.webnode.com.br



Depois de inúmeras tentativas de dormir, finalmente a mente “apaga”. Silêncio. Silêncio absoluto. De repente, pessoas desagradáveis surgem, com seus olhares assustadores e diálogos raivosos. Uma queda, um tiro, uma briga, perseguição. Não necessariamente nessa ordem. O coração dispara e o medo o desperta no meio da noite.
Era só mais um pesadelo. O primeiro daquela noite. Pensa na hora que precisará levantar, na fome que surge e na necessidade de mais algumas horas de sono. Vira para um lado e para o outro. Silêncio novamente. Pernas que não conseguem correr, pulmões sem ar, no escuro da rua. Algo assustador está para acontecer.
Desperta outra vez. Os dias passam arrastados, a semana parece não terminar e as noites de pesadelo retomam o ciclo.
Pesadelos são só maus pensamentos. Controla tua mente, ou melhor, deixa teus pensamentos fluírem. Teus medos parecerão menores, assim como esse teu vício em focar em hipóteses ruins. Sim, você é viciado em negatividade, depende dela para viver e não espere que ela te esqueça à noite.
Para tratar um vício é preciso ter muita vontade de parar com o que te faz mal. Mudar o pensamento. Um pouco por vez. Só por hoje deixe que os pensamentos passem, sem tentar dominá-los. É bem provável que só esta noite você durma melhor. Mas amanhã é outro dia...

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Enquanto a tempestade tenta me matar, eu me apaixono pelo tornado

Publicada em 22/06/2011 no blog do Sunny!
http://sunnyboy8.webnode.com.br/


Domingo cinzento, nesta cidade cinza.
A cor que me desanima, absorve minha alegria. Estranho uma cor conseguir transformar sentimentos...
Quero ver outras cores, mas não o colorido das frutas na feira, nem o da TV.
Mergulho no guarda roupa e escolho uma blusa vermelha (cor mais intensa não existe), mas quero mais, então, tiro da gaveta o lenço de seda colorido para alegrar a cidade monocromática.
Caminho por horas, cercada pelas portas de ferro do comércio que não abre hoje. Atravesso a rua entre os carros pretos e prata, eles estão por toda parte.
Aperto o passo, procuro flores, mas elas fugiram desta estação.
Sem sol, sem vida.
Estou no meio do caminho para chegar à exposição dos domingos, onde há um pouco de tudo: trabalho, história, roupas, coleções e as tão necessárias cores...
Rajadas de vento tentam levar meu lenço, e só percebo o cinza escuro do céu. Antes mesmo de me assustar, a chuva começa.
Corro para me esconder, e meus passos aceleram o tempo, corro tanto que crio uma tempestade, mas não há abrigo.
O lenço de seda está grudado em minha pele agora, colorindo a carne branca. Talvez seja meu último desejo realizado, porque sei que a correnteza da água quer me afogar. Aqui, há duas quadras da exposição dominical... NÂO! Eu não sei nadar!
Preciso sair daqui. O vento, então, se enfurece, tentando competir com a tempestade e se transforma em força pura. Parei de correr. Já não sinto a água bater em meu corpo. Estou encantada com a força do vento, que agora se mostra cinzento também, e quer me levar para longe.
Meus pés já não tocam o chão. Entre o colorido e o vôo, penso eu, escolho aprender a voar.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Sobre declaração da Sandy à Playboy

Todos ainda estão falando da tal declaração da Sandy em uma entrevista que será publicada na próxima Playboy, cujo ensaio principal é de Adriane Galisteu.
“É possível ter prazer no sexo anal” é a frase da vez. A cantora afirma que tal citação faz parte de um contexto, mas foi publicada de uma maneira sensacionalista. O que me chama atenção é uma nação fazer tanto estardalhaço com isso. Logo nós, brasileiros, que vemos crescer a cada dia o número de implantes de silicone nas nádegas! Nós idolatramos bundas e não falamos sobre sexo anal! Cantamos e ouvimos “músicas” que deveriam se enquadrar no ritmo “pornográfico” (que deveria ser criado urgentemente) e sexo ainda é tabu?
Não é tabu, somos hipócritas, essa é a verdade. O que gerou tamanha repercussão foi o fato da Sandy ter comentado o tema? Se fosse algum ator saradão não seria tão polêmico, não é mesmo? Mas, (pasmem!) todos nós temos cú! Até a Sandy! O que cada um faz ou deixa de fazer com o seu não é problema de mais ninguém.
Chega a ser engraçado, o país que exporta bundas se assustar com uma declaração na capa de uma revista masculina. Convenhamos, alguém estava esperando um entrevistado para a Playboy falar sobre corte e costura ou jardinagem?
Uma frase foi capaz de ofuscar o ensaio de Adriane Galisteu? Logo ela com aquele corpo? O povo acha feio, mas quer ver cú, essa é a verdade. Enquanto não o fotografam, o povão vai continuar imaginando o da entrevistada.

domingo, 31 de julho de 2011

A partir de hoje, disponibilizo aqui meus textos já publicados no blog do Sunny (http://sunnyboy8.webnode.com.br)

E lembrem-se: toda quarta feira um texto inédito lá no blog do Sunny e por aqui sempre que bater aquela inspiração! ;)

Uma vida não deveria ser contada em anos e sim em amor (publicado em 15/06/2011)


Qual a sua idade? O que você estudou?Onde trabalha? Onde quer estar em cinco anos?
Perguntas sem fim.
De acordo com as respostas, temos a certeza de conhecer o outro, e nos baseamos apenas em palavras. Podemos passar anos e anos insistindo nesse ciclo de “falar ao vento o que se quer”, porém, na maior parte das vezes, as pessoas simplesmente não querem saber a verdade de nossas atitudes. Preferem julgar a tentar entender o outro.
Passei muitos anos da minha vida tentando sufocar a arte que sempre esteve presente em mim. Pela afiada autocrítica e por acreditar no que sempre diziam: - A arte é um hobby! Você precisa trabalhar em outra área para “sustentar” seu lazer. Isso não dá dinheiro.
E o que fiz? Vaguei pela vida. De salário em salário para pagar as contas do mês. Estudei e foi só na pós graduação que aprendi que a essência de uma pessoa nunca morre. Que aquele amor nato por algo tão claro na infância é o meu amor próprio fluindo.
Decidi escrever um livro ilustrado para uma pessoa que não me conhecia. Lutei para realizar meu sonho, enquanto era chamada de louca pela maioria, e pude ver minha cantora favorita lendo meu livro em sua sala, na minha frente.
Isso só provou uma coisa a mim mesma: Poucos compreendem, mas, sou artista SIM, há 32 anos amo arte e é isso que eu quero fazer pelos próximos 250 anos.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Feliz dia do escritor!

Hoje, 25/07 é dia do escritor aqui no Brasil e com esta postagem, pretendo dizer o que é ser um escritor não reconhecido e não remunerado (por enquanto!).
Escrevi 5 livros nos últimos 2 anos. Desse total 3 são histórias infantis, um é de poesia infantil e outro um tanto auto-biográfico, onde conto a história da realização de um sonho "impossível"(a parte mais linda da minha vida).

Algumas pessoas sabem que eu publiquei um livro infantil no ano passado. "Catarina e as baratinhas" foi a primeira publicação de três histórias infantis que eu tenho prontas. Ainda possuo alguns exemplares em minha casa que esperam por leitores que nunca chegam. Mas, eles continuam lá. Divulgo, passo email, twito posto no facebook, cheguei a sair na rua para vendê-los. sem sucesso.

Já procurei diversas editoras oferecendo meus outros arquivos, mas como devem imaginar...a maioria nem responde emails.
Eu escrevo em português e passo pro espanhol, porque eu sonho alto: quero publicar meus livros aqui no Brasil e no México, só pra começar.

Para quem não sabe, o México foi cenário da realização daquele meu sonho que comentei há algumas linhas. É lá que vive uma pessoa muito especial para essa minha nova "carreira", a pessoa que despertou em mim essa necessidade incontrolável de escrever.
"Siga o seu coração: busque Chavela Vargas!" é o livro que escrevi e entreguei a ela. Esse livro é a minha "menina dos olhos" meu preferido e querido. Tão querido que existe a versão infantil do mesmo. Esse eu decidi lançar independentemente, ele está disponível na internet em dois idiomas e em dois sites, um no Brasil e outro no México (www.clubedeautores.com.br e www.bubok.com.mx)sempre que posso, faço a divulgação pelas redes sociais, mesmo sabendo que posso estar sendo repetitiva demais. Faço o que posso. E quero poder muito mais!

Ah.. nem falei de como me sinto...tenho muito orgulho de mim por poder me inspirar e repassar as palavras pro papel ou pra tela do computador e me sinto muito feliz por ser capaz de tal proeza e por ter vendido alguns exemplares. Mas ao mesmo tempo é frustrante, porque ainda não posso viver disso. Ter talento para escrever, desenhar e pintar e não ser reconhecido, incentivado, remunerado. Quantas vezes eu ouvi que tenho que trabalhar para poder sustentar meu hobby?
Não é hobby, é a minha vida! É o que eu quero realmente fazer.
No momento, ser escritora é algo que me machuca um pouco. Mas é escrevendo que eu sou feliz. Quero ter leitores, fãs, quem sabe? Mas é isso que quero, poder ser vista como uma escritora e (futura) ilustradora.
É isso o que eu sei e amo fazer. Por que então não me sustentar através disso???
Ser escritor não é apenas escrever livros, escrevo colunas! Tenho dois blogs e sou colunista semanal do blog de um amigo meu chamado Rafael Sani, que também está neste barco comigo e que me deu uma ótima oportunidade para escrever e com isso, muito incentivo! O blog dele é www.sunnyboy8.webnode.com.br e ele escreve coisas surreias e geniais!;)
Espero que realizemos os nossos sonhos literários, mesmo com tanta gente dizendo "No, no, no" se é isso que nos move, é isso o que devemos fazer!

Feliz dia do escritor a todos os que passam ou já passaram pelas mesmas incertezas que tenho.

Um grande beijo, Thais Petranski

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Meu livro (independente) agora disponível no México!

É com imensa alegria e satisfação que escrevo este post.
Ontem, disponibilizei em um site que publica livros independentes no México, o meu livro na versão Espanhol: www.bubok.com.mx

http://www.bubok.com.mx/libros/191863/Sigue-tu-corazon-busca-a-Chavela-Vargas


Estou muito feliz por poder realizar mais este sonho!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Quero desenhar, escrever e ir ao México.

É impressionante o que acaba de acontecer.
Decidi que serei ilustradora. Claro que não foi hoje, penso nisso há pelo menos 2 anos, o que eu acho muito tempo, uma vez que só este ano comecei um curso de desenho.
Para quem não sabe, eu desenhava desde muito pequena, e cheguei a ganhar alguns concursos de desenho em uma empresa em que trabalhava meu pai. Isso com uns 4 ou 5 anos.
Décadas se passaram, estudei outras coisas, quis "matar" a arte de dentro de mim, mas é claro que a essência de uma pessoa não muda.
Acho um pouco tarde começar a levar a sério algo tão importante aos 32 anos de idade, mas não posso chegar aos 40 fingindo que quero fazer outra coisa na minha vida.
Quero desenhar, escrever e ir ao México. (eu já disse essa frase antes...rsrsrs)
Estou pesquisando cursos, aulas, professores, amigos, para aprender a ilustrar e desenhar melhor (tenho que aprender tudo!) e buscando uma mesa digitalizadora (ou tablet) na internet encontrei vários vídeos com o título "Aprende a dibujar". Cliquei para assistir e percebi que o sotaque da pessoa que falava (e explicava muito bem e sem medo de ficar sem seu conhecimento por disponibilizar suas experiências na net)era mexicano.
Viva México!!!
Agora eu tenho um professor mexicano! Isso é genial!
Decididamente, "en México encuentro la vida"

terça-feira, 21 de junho de 2011

Qué pasa?

Às vezes parece que tudo está travado, que algo impede que coisas simples aconteçam, por mais que eu tente e acredite.
Tenho que arrumar uma maneira de mudar isso.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Novidade!!!

Meu amigo Rafael Sunny acaba de me dar um presente!
UMA COLUNA SEMANAL NO SEU BLOG!

http://sunnyboy8.webnode.com.br/


É isso mesmo! Todas as quartas feiras serão publicadas novos textos.
O texto de estréia foi publicado ontem (15/06/2011), se chama "Uma vida não deveria ser contada em anos e sim em amor".
Entre no site e confira!
E lembrando que sexta feira estréia a coluna semanal de Sunny!
;)

terça-feira, 14 de junho de 2011

Participação no 2º Premio Clube de Autores de Literatura Contemporânea


Conforme divulgado por email e redes sociais, participei do 2º Premio de Literatura Contemporânea, promovido pelo site Clube de Autores, com o livro "Siga o seu coração: busque Chavela Vargas!".

Foram 622 obras inscritas e 5.147 votos confirmados, nesta primeira fase do Premio, que através de voto popular selecionou os 10 mais votados.

Meu livro ficou na 27ª posição!É uma grande alegria ter ficado entre os trinta mais votados dentre as 622 obras participantes!

Muito obrigada a todos que votaram!
:) Valeu!!!!!!!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Hoje seria aniversário do grande poeta Fernando Pessoa


Aqui, algumas de suas lindas frases e poesias.


"Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso."

E uma que é a minha cara (talvez a sua, e a dele, a dos outros ali...)

"Posso ter defeitos, viver ansioso
e ficar irritado algumas vezes mas
não esqueço de que minha vida é a
maior empresa do mundo, e posso
evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale
a pena viver apesar de todos os
desafios, incompreensões e períodos
de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor
da própria história. É atravessar
desertos fora de si, mas ser capaz de
encontrar um oásis no recôndito da
sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã
pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios
sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma
crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir
um castelo…"

terça-feira, 31 de maio de 2011

No fundo, todo mundo é igual?



Sobre o peso dos meus amores
Eu vejo a distância
Eu vejo os perigos
Eu vejo os outros gritando
Eu vejo um
Eu vejo o outro
Não sei qual amo mais
Sob o peso dos meus amores
Leonilson, 1990.


Ando um pouco perturbada desde domingo, quando visitei a exposição do artista José Leonilson, chamada "Sob o peso dos meus amores", no Itaú Cultural.
Mais específicamente após ler o seguinte texto dos curadores Bitu Cassundé e Ricardo Resende:

"A obra do artista José Leonilson é repleta de índices taxonômicos: listas, números, coleções, símbolos, repetições. Seu legado constitui um grande arquivo, impregnado de memórias, classificações, vida e transposições. Esses arquivos de referências pessoais são compostos de materiais recolhidos do cotidiano, como tíquete de viagens, entradas de cinema, matérias de jornal e revista com informações pessoais, de amigos ou de sua obra, programações das exposições, fotos, contas, endereços, telefones, cartões, relatos de viagem, uma refinada escrita poética, esboços de trabalhos e demais particularidades.


A presença do caráter colecionista em sua personalidade e em seu trabalho se evidencia na coleção de brinquedos e no conjunto de signos recorrentes utilizados em toda a sua obra (ampulheta, símbolo do infinito, números, navio, escada, ponte, relógio, avião, farol, instrumentos musicais, átomo, vulcão, montanha, cadeira, bússola, torre, radar etc.). Delimitando todo esse trajeto, costurando todos os pontos, encontra-se a vida, o secreto, o particular, o romântico, que migrou de forma fluente e poética de seu cotidiano para sua produção artística.

Nesse processo de catalogação ou arquivamento do eu, o ‘’mundo’’ foi uma das metáforas mais utilizadas, assim como a geografia unida à topologia do corpo (mapas, globos, rios, caminhos, trajetos, artérias, vias, órgãos, cidades, desejos), que compõe uma espécie de cartografia do desejo. Dentro dessa investigação taxonômica do mundo, a palavra foi um dos agentes processuais mais legítimos e, por meio dela, foi composto um inventário regido pela identificação, observação e classificação.

A palavra se localiza em sua obra livremente, sem amarras, em alguns casos desobedecendo a regras de sintaxe ou gênero. O recurso gráfico por ele utilizado revela um caráter intermidiático, pois em suas construções ‘’poético-visuais’’ há um diálogo entre as artes visuais e a literatura, no qual a palavra e a imagem se conjugam numa estética semelhante àquela das histórias em quadrinhos.

Leonilson relata-se por meio das repetições – seja em uma narrativa voltada às questões sexuais, da idealização romântica e da busca pelo outro, nas metáforas ou nas metonímias do corpo, nas confidências alegóricas, seja na semântica iconográfica –, característica que atribui à sua obra uma estrutura circular. Em alguns momentos essa estrutura se encontra e se recria.

O processo autobiográfico colocado em sua produção revela um ‘’eu’’ carregado por um coletivo simbólico, em que tudo é motivo de sedução, lástima, desejo e vida. É nesse fluxo de poesia, na precisão do diálogo entre palavra e imagem, que o artista cria o seu jogo literário silencioso, que reverbera com mais intensidade em alguns escritos, mas que também habita com precisão os pequenos textos presentes em parte de seus trabalhos.

Os títulos são agentes desse processo literário; condensam uma narrativa íntima, forte, capaz de dizer muito com recursos mínimos e de atingir o outro pelo lirismo e pela simplicidade. A palavra integrada por um contexto poético-visual torna-se agente funcional da aproximação entre o artista e o espectador, atuando como ferramenta de acentuada cumplicidade, avizinhando e capturando, transformando de certa forma o público em testemunha de alegrias, tristezas, buscas, angústias e verdades."

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Identificação com seu "eu" ..."carregado por um coletivo simbólico, em que tudo é motivo de sedução, lástima, desejo e vida"...
Isso me faz questionar:

Será que no fundo, todo mundo é igual???

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Escolha o site e adquira já o seu exemplar! Impresso ou Ebook!


Super promoção até domingo 29/05 no site Clube de Autores!
http://www.clubedeautores.com.br/book/45605--Siga_o_seu_coracao_busque_Chavela_Vargas
Impresso R$ 24,79
Ebook (pdf) R$ 6,98

Ou no site www.agbook.com.br
http://www.agbook.com.br/book/45608--Siga_o_seu_coracao_busque_Chavela_

Impresso R$ 30,82
Ebook (pdf) R$ 10,00

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Saudade das minhas aulas de dança com Soraia Zaied


Saudade das minhas aulas de dança do ventre, das tardes de sábado com o grupo folclórico da Soraia. A professora-estrela, que se consagrou no Egito, o lugar onde ela sempre quis estar.

Ela está aqui em SP e não fui vê-la. Acho que eu morreria do coração se a visse dançar outra vez.
Aiiii que saudade do tempo em que pensei que seria bailarina também, mas sempre fui melhor expectadora e apenas mais uma fã da minha eterna professora de dança.


Saudade!!!

:)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Mauricio de Sousa toma posse na Academia Paulista de Letras



Matéria publicada na Folha de S.P. - 12/05/2011

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/915165-mauricio-de-sousa-toma-posse-na-academia-paulista-de-letras.shtml

Foto: Daniel Marenco/Folhapress

12/05/2011 - 23h00
Mauricio de Sousa toma posse na Academia Paulista de Letras
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GUILHERME BRENDLER
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Mauricio de Sousa, 75, foi empossado na noite desta quinta-feira (12) como membro da Academia Paulista de Letras (APL). O desenhista assume a cadeira 24, antes ocupada pelo poeta Geraldo de Camargo Vidigal, morto em agosto do ano passado.

Criador da Turma da Mônica, Mauricio de Sousa é o primeiro quadrinista ser empossado pela Academia.

A cerimônia ocorreu no auditório da sede da APL, no largo do Arouche, região central de São Paulo.

Ao final do ato solene, bonecos de personagens de Mauricio de Sousa --Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e Chico Bento-- interagiram com o público que estave na cerimônia.
APROXIMAÇÃO

"O largo do Arouche está em festa", disse o deputado federal Gabriel Chalita (PSB-SP) e acadêmico em seu discurso de saudação oficial. O político foi escolhido por Mauricio de Sousa para dar a mensagem de boas-vindas e discursou por 12 minutos. De acordo com o protocolo da Academia, o membro a ser empossado é quem escolhe o acadêmico que faz a saudação oficial.

Chalita agradeceu ao convite e disse que a chegada de Mauricio à APL marca um momento de maior aproximação da Academia com as crianças. "Mauricio já produziu mais de um bilhão de gibis. Já escreveu para inúmeras gerações. É alguém que ficará para sempre na nossa história e imaginação."

Para o presidente da Academia, Antonio Penteado Mendonça, "Mauricio é, sim, um escritor. Ele teve uma das mais expressivas votações da história da APL".

Dos 39 acadêmicos, 38 votaram a favor e um se absteve.

A APL já tem um projeto de parceria com o novo acadêmico para aproximar a Academia do público leitor. Segundo Mendonça, Mauricio de Sousa disponibilizará duas páginas dos gibis para que os leitores possam escrever contos e poemas poderão enviá-los para a academia. Os membros da APL escolherão os melhores textos que serão transformados em quadrinhos.

De acordo com a APL, o projeto deve ser implementado a partir de outubro.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Carlos Drummond de Andrade


Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o ouvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.

domingo, 17 de abril de 2011

Este é o meu presente: meu livro pronto e disponível na internet!


Esperei este lindo dia de Chavela, 17/04/2011, para divulgar minha obra mais linda: o livro que escrevi para Chavela Vargas.
A principio, seria uma carta onde me apresentaria a Chavela. Mas havia muito o que dizer.
Quando a vi pela primera vez, em 12/11/2009, estava pronta só uma parte do livro, e foi a versão que a presenteei. Em novembro de 2010, a presenteei com a versão completa deste livro que agora disponibilizo em portugues (e em alguns dias em espanhol tambiem). Existe a versão infantil deste livro, com ilustrações e que a propria Chavela leu.
Estou imensamente feliz por concluir esta obra tão importante para mim. A historia mais linda e inspirada de minha vida.
Minha historia. Meu sonho realizado. E a atenção de Chavela Vargas.

Te amooooo!!

Siga o seu coração: busque Chavela Vargas!, por Thais Petranski - Clube de Autores http://t.co/tblV1Dw vía @clubedeautores

sábado, 19 de março de 2011

Brincadeira de criança?


Estes dias, vendo as notícias notei como tudo o que acontece no mundo, é uma evolução das brincadeiras infantis.

Vamos analisar:

-Toda a revolta do povo egípcio contra as brincadeiras de poder de Mubbarak, que, quando menino, deveria brincar de ganhar dinheiro às custas dos amiguinhos, para mim faz sentido. Enquanto a maioria brinca na rua, os que se acham superiores brincam do que?
-Toda essa loucura na Líbia, de um homem que está há tanto tempo no poder, me mostrou uma brincadeira muito comum. Enquanto o "herói" mata os "vilões" (que para Kadaff é o povo) o resto do mundo espera feliz a oportunidade de brincar de guerra, com seus aviõezinho e mísseis, para bombardear o "inimigo".

Enquanto ELES brincam de guerrinha, ELAS brincam de mamãe, engravidando de quem pode oferecer algum benefício. Não porque amam crianças, não porque querem cuidar de um ser humano. ELAS querem vivem bem e usam a maternidade para conseguir. Não todas, é claro, mas uma boa parte pensa assim ou acaba se inspirando nessa "filosofia".

Cada país tem sua brincadeira de criança favorita, cada região forma um tipo de adulto.

Se alguém, nesta merda de lugar à beira do fim, quiser viver em um mundo melhor, deveria ensinar brincadeiras sadias às crianças. Só guerra, mamãe e filhinha (reparem que nunca há o papai, policia e ladrão, não está formando bons adultos.

Resumindo em uma palavra: EDUCAÇÃO!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Ode ao cagado trabalhador paulistano


Sexta feira chuvosa, trânsito, uma multidão nas ruas.
Trabalho pra fazer em casa, termina tudo bravamente, volta pra entregar e decide resolver as pendências burocráticas da recisão, não sem antes caminhar pelo tenebroso bairro da Santa Cecilia, coberto de nóias. Andar apressado para não ser assaltado, tampouco atropelado. Varrido pela loucura coletiva, o trabalhador registra seus livros, orgulho de sua vida esse dom!
Corre desembestado e chega a cinco minutos do fim do expediente: 15h55!!!
Preenche formulário, rubrica páginas e mais páginas.
- Trouxe a copia dos documentos?
- Sim, mas precisam de duas? Onde posso tirar cópia por aqui?
E a pressa responde:
- Faltam 3 minutos!!!
(ótima resposta...)

Nos três minutos finais, dois livros são registrados. Uma coisa a menos para resolver!
Ufa! Sobrou tempo! Atravessa o viaduto e pega o metrozão, rumo à Sé. Passeia relaxado pela estação, tenta se descontrair olhando uma exposição de aquarelas. Ao lado, a grande escultura de bronze é cercada por uma faixa branca com uma grande inscrição: "Não ultrapasse a faixa branca, ajude a preservar a obra". E qual não foi sua surpresa ao ver um camarada sentadão na arte de bronze...tem gente que não sabe ler, conclui. Mas, acho que tem gente que gosta mesmo é de "burlar" esse tipo de aviso.
Respeito que nada, esse é o povão.
Ao passar pela catraca o odor fecal invade o ambiente, sendo amenizado apenas pelo cheiro do chafariz de urina, respingando dentro da estação. Talvez alguns banheiros públicos resolvam essa situação...

Vida de trabalhador honesto, não é fácil não.
O cidadão corre pro Poupatempo solicitar o seguro-"desespero". Fila e minutos de espera, para ser avisado que a papelada não vale nada devidos aos erros de cadastro.

Cadastro e sistema, os culpados por tudo nesse mundão globalizado que insiste em não assumir a responsabilidade. A vida não pode seguir assim não!
Nada resolvido, mas alguns dias perdidos, sem dinheiro no bolso, a espera do trabalho alheio.
Como se não bastasse, a chuva aumenta, enquanto o guarda chuva descansa no armário. Espera de ônibus, sobe, desce, sobe em outro. As janelas fechadas concentram a catarrada da galera que tem medo de água. Tossida no cangote na sanfona do busão. Pobre cidadão vai pro fundão, pular feito cabrito, distante dos enfermos.
A visão privilegiada identifica uma cena um tanto comum: pessoas doidonas de tanto cheirar pó de unha de alguma mocinha vaidosa que não pôde esperar a hora da manicure.
Desce, e a caminho de casa encontra uma grande poça d´agua. Será que aquilo é uma ilhota? E o pézão afunda na água da construção. -Que nojo!!! Exclama inconformado, para seguir tendo uma crise de riso, lembrando do seu dia agitado.
Sum Paulu é assim mesmo, fede, irrita, sufoca, mas de tão trágica, chega a ser cômica.

domingo, 13 de março de 2011

Razão, emoção e um sonho de toda uma vida.


Quando finalmente a certeza de uma carreira aparece (emoção/sonho) o dinheiro não é suficiente para investir (razão).
A relação entre razão e emoção é curiosa. Uma não depende da outra para existir, mas para que algo se realize, as duas devem estar juntas e no mesmo nível de intensidade.
Querer é poder desde que haja um empurrãozinho para acontecer (no meu caso o empurrãozinho é financeiro).

Finalmente, decidi fazer um curso de Artes Plásticas. O que sempre quis fazer. O que eu sempre soube que é o que mais se parece comigo, e justamente agora que emoção veio à tona novamente e assumi esse meu lado artista, que não posso mais esconder, tenho que colocar a razão na frente de tudo isso, porque neste exato momento, não posso investir um dinheiro que ainda não existe.

Vai existir, com certeza, mas não o tenho agora, e é só isso que me impede de realizar um grande sonho da minha vida, o sonho que me acompanha desde a infância: ser artista formada.

Agora, a única coisa que posso fazer é obter meios para realizar esse grande desejo, porque meu dia de brilhar chegará, tenho certeza.
:)

terça-feira, 8 de março de 2011

Zabé da Loca, a rainha do pífano.

Ontem, vendo esta reportagem no Globo Rural, descobri a história de Zabé da Lóca, a rainha do pífano.
Izabel Marques da Silva, nasceu em Pernambuco, foi para a Paraíba, ainda adolescente e morou em uma gruta por 25 anos. A senhora de 86 anos, foi descoberta aos 79 na região do cariri paraibano, onde seu talento a consagrou como revelação da música popular brasileira no ano de 2009.

Esta linda reportagem mostra que uma mulher pode inspirar outras com sua história de vida. Só lamento que histórias tão lindas como a da Dona Zabé da Loca, não sejam divulgadas, não virem best sellers nacionais e nem virem um filme amplamente divulgado na mídia. Esse é o meu Brasil...

segunda-feira, 7 de março de 2011

Milton e Hans na Avenida Paulista



Quem anda pelo final da Avenida Paulista já os viu. Talvez, nem todos tenham reparado em Milton, mas, os olhos azuis do grande cachorro sem raça definida, acredito que se lembrem.

Milton costuma parar sua carroça próximo da estação Consolação do metrô. Ele é o dono de Hans, o imenso cão amarelo que, geralmente, vimos dormindo entre os pertences de seu dono. Não é apenas mais um cachorro andarilho que segue seu dono. Hans surpreende a todos quando olha calmamente ao seu redor, com seus lindos olhos de um azul tão claro, que à primeira vista parecem brancos. Com eles, ilumina parte da calçada cinzenta da avenida mais famosa da capital paulista. Duas pequenas luzes azuis.

Por quê não temos coragem de assumir que a beleza é fundamental?
Alguém se lembraria de Milton, um homem que vive na rua, se não fosse dono de Hans?

Eu parei para conversar com ele porque me impressionei com a beleza de seu mascote amerelo com olhos azuis. E tirei algumas fotos justamente para ilustrar esse blog e perguntar:

Amamos mais os animais ou os seres humanos?

terça-feira, 1 de março de 2011

Ventanas


Uma porta se fechou pq um ciclo se completou. Agora, muitas janelas floridas estão se abrindo!
Posso olhar cada uma delas, posso fechá-las ou abrí-las totalmente. Posso dar a volta e apreciar a vista e até mesmo fazer parte da paisagem que se move cada vez mais clara.
Mudanças podem ser ótimas! É só saber aproveitá-las!

:)

Have a nice day!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Gestão do Conhecimento para ser reconhecida profissionalmente


Ano novo se aproxima. Outra idade, novos desafios e objetivos "velhos" para alcançar.
O que sei agora, é que tenho que pintar mais, e batalhar para conseguir publicar meus livros no México. Sim, eu ainda quero isso.
Preciso de ajuda. E quero fazer isso este ano.

Os livros que contam minha busca, encontro e reencontro com Chavela Vargas são os meus favoritos. São 2 porque um é a versão infantil e ilustrada do outro. São lindos, não porque são meus, porque são capazes até mesmo de inspirar a própria autora a cada vez que os lê.

Se eu tivesse que escolher uma coisa este ano, seria publicar os livros no México.

Minha lista de prioridades para 2011:

- ser útil em meu trabalho;
- publicar meus livros no México (primeiro, depois no Brasil, Espanha, etc, etc);
- pintar mais quadros;
- ganhar dinheiro para poder realizar mais sonhos;
- não desistir.

À primeira vista pode parecer uma lista modesta, mas não é. Mesmo ser saber como, quero fazer, é isso que importa. Esse é o meu foco: realizar.

Em 2010 usei a Gestão do Conhecimento para realizar meus sonhos. Em 2011 quero usar a GC para ser reconhecida profissionalmente. Quero inspirar pessoas com minhas palavras e minha história recente. E ser paga para sustentar meu único vício: ir ao México.

Que minha inteligência e dedicação estejam sempre comigo, e que eu possa encontrar os caminhos que devo seguir para chegar onde quero.

Feliz 2011!