Pablo Neruda

"Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe. A minha alma não se contenta com havê-la perdido. Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a. O meu coração procura-a, ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores. Nós dois, os de então, já não somos os mesmos. Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei. Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido. De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos. A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos. Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda. É tão curto o amor, tão longo o esquecimento. Porque em noites como esta tive-a em meus braços,a minha alma não se contenta por havê-la perdido. Embora seja a última dor que ela me causa,e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo."

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Livros do projeto "Leia para uma criança" , do Itaú Social



Acabo de receber os livros do projeto  "Leia para uma criança", do Itaú Social. Li os dois e darei minha opinião de "quase vegana" a respeito deles, após ler o ponto de vista de outras duas amigas, uma vegetariana e outra vegana.

O primeiro, Selou e Maya, mostra a visão de duas crianças  a respeito de suas fantasias infantis e crenças no futuro através do meio onde vivem, isso inclui animais e o trato com ele. Eu leria este livro para uma criança mas na sequência a faria pesar sobre a origem do leite, o trato de animais em circos onde essa prática ainda não foi proibida por motivos claros de crueldade com os animais, e sobre conviver com outras espécies, em uma passagem do livro o garoto expulsa o jacaré do rio para que ele possa entrar. Quem chegou antes lá, o garoto ou o jacaré? Então... faria a(s) criança (s) pensarem a respeito da convivência e o respeito com o lar desses animais.

O segundo, Poeminhas da Terra, relata a convivência dos índios com a natureza e todos os animais que fazem parte de onde vivem. A rotina de cada um respeitar seu habitat e conviver em harmonia.

Um livro completa o outro, de uma maneira que é interessante ler um na sequência do outro para mostrar a diferença e a possibilidade de mudarmos algumas crenças quando nos tornamos adultos, que nem tudo que pensávamos quando éramos crianças levamos para a vida adulta, e como podemos evoluir observando melhor a natureza e respeitando cada ser que dela faz parte.

:)

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