Pablo Neruda

"Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe. A minha alma não se contenta com havê-la perdido. Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a. O meu coração procura-a, ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores. Nós dois, os de então, já não somos os mesmos. Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei. Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido. De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos. A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos. Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda. É tão curto o amor, tão longo o esquecimento. Porque em noites como esta tive-a em meus braços,a minha alma não se contenta por havê-la perdido. Embora seja a última dor que ela me causa,e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo."

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Leonora: uma linda historia de luta pela vida

No dia 29 de agosto, esta rolinha que batizei de Leonora, foi atacada por um gato da minha rua, no caso o meu querido afilhado Caramelo, e ficou bem machucada. Comecei a cuidar dela no dia seguinte, com papinha especial da nutrópica, mesmo ela não sendo filhote, achei que seria uma rica alimentação e hidratação a ela.
Pedi ajuda a um grupo no facebook chamado Pajaros Caídos, onde me ajudaram com informações e me assaram contatos aqui no Brasil para me ajudar: Felipe e Luana, que me ajudaram muito.
A primeira manhã "seguinte", lá estava ela no poleiro  da gaiola esperando sua recuperação.
 Enquanto a examinava, notei que seu peito estava sempre molhado, e conversando com o veterinário, descobri que infelizmente é comum, em ataques de felinos, perfurarem o papo dos passarinhos. E foi justamente o que aconteceu. O local infeccionou  e limpei muito bem e passei pomada e lhe medicava diariamente. Essa perfuração fechou rápido, mas havia um outro machucado embaixo da asa esquerda que sangrou durante duas semanas, mesmo com as medicações.
Ela tentava me dar "asadas" toda vez que tentava pegá-la, tentava fugir e só acalmava quando coçava sua cabeça. Ela adorava uma bagunça com as sementes e jogava tudo pra poder comer.
Foi somente na última sexta feira que finalmente a ferida caiu! E nesse mesmo dia ela voou há dois metros de altura pela primeira vez! A asa não estava quebrada e ela poderia voltar à natureza!
Ela já passava as tardes soltas num cercado que tenho, comia sozinha, pulava nos vasos, bebia água e treinava voo.
Todas as manhãs antes de abrir a porta para ve-la sentia medo em encontrá-la morta, porque é muito comum passarinhos doentes morrerem durante a madrugada, e sempre ela estava lá no poleiro esperando sua papinha e seu treino de voo.
Decidi deixa-la mais dois dias treinando voo, afinal ela já era adulta e só estava se recuperando de seus ferimentos e hoje, dia da árvore, decidi que seria o dia de sua soltura.
Escolhi um local cheio de arvores na rua de trás do local onde foi resgatada, local este que possui uma variedade imensa de passarinhos, comida e natureza!
Assim que abri as mãos para sua liberdade, ela voou livre pela primeira vez em mais de 20 dias e foi para um galho com cerca de sete metros de altura. Observou tudo por muitos minutos até decidir andar pelos galhos e entrar de vez para seu retorno à vida devidamente recuperada e livre.
Seguem as fotos na ordem de sua chegada até sua soltura.
Obrigada Leonora, foi muito importante cuidar de você!
















































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