Pablo Neruda

"Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe. A minha alma não se contenta com havê-la perdido. Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a. O meu coração procura-a, ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores. Nós dois, os de então, já não somos os mesmos. Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei. Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido. De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos. A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos. Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda. É tão curto o amor, tão longo o esquecimento. Porque em noites como esta tive-a em meus braços,a minha alma não se contenta por havê-la perdido. Embora seja a última dor que ela me causa,e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo."

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Que diferença "isso" faz em sua vida???


Eu batalho pelo que quero, sonho e realizo (para caralho), digo o que deve ser dito e outras vezes calo. Não tenho tudo que quero, mas faço muito para cnseguir. Algumas pessoas dizem que sou linda, outras invejam minha "magreza". Existem as que dizem que eu sou foda (no bom sentido da palavra), outras que se inspiram nas coisas que faço.
Posso ser tudo isso, muito mais, muito menos também. Mas o fato é: sendo admirada ou não, eu sonho e realizo tudo SEMPRE SOZINHA.
As mesmas pessoas que se inspiram, são as que não me fazem companhia. As mesmas que me acham sensacional, são as que não olham nos meus olhos. As mesmas que me chamam de "querida" são as mesmas que não dão atenção quando estou com algum problema.
Muitas vezes eu estou reclusa do mundo, mas se um amigo precisa, eu me faço presente.
Falar é fácil, mentir muito mais fácil ainda.
Descubro então, que é legal ter alguém para olhar e dizer: "Puta merda, essa pessoa faz coisas muito legais", é bom porque constatamos que elas existem sim! Pessoas que realizam o que não temos a coragem para sonhar sequer.
Tempo e distância são questões de prioridade. Nós escolhemos ter tempo para alguém ou não, e também decidimos se ela está longe ou perto.
Acho que vou morrer não conseguindo entender o tamanho da falsidade que um ser humano pode ter. Mesmo que eu viva mais 100 anos.
Podemos escolher muita coisa na vida.
Eu escolhi ser corajosa.
Escolhi ser sincera.
Escolhi realizar.
Escolhi provar que não existe o impossível.
Pena que nesse meu universo particular só exista eu mesma com minhas convicções.
Sozinha, sonhando.
Chega uma hora em que o saco enche, e é justamente nesse momento em que as pessoas surtam. Ou desistem de uma vez de sonhar.
Eu acho muito chato saber que a espécie humana é covarde, falsa, hipócrita e traidora.
Não sou melhor do que ninguém, mas sei honrar meus princípios e sentimentos.
Mudo de idéia, canso das coisas, sou chata, assim como qualquer pessoa, mas em primeiro lugar sou leal a mim mesma. E tento até onde acredito ser possível realizar.
Eu queria tanto ser igual a todo mundo. Adoraria viver na hipocrisia coletiva. Ao menos não sofreria tanto.
Não tente me fazer sentir especial com palavras apenas. Eu quero e posso muito mais.

3 comentários:

  1. Querida Thais, vi o que você postou em seu twitter, fui até a página do seu blog e li o seu desabafo. Senti uma sensação estranha, porque é muito parecido com o que eu sinto. Muitos de seus sentimentos são parecidos com os meus, por isso fiquei intrigado com o texto. Essas inquietações fazem parte de um processo de maturação, de crescimento. Você é uma pessoa diferenciada, tem um grande potencial e deve seguir em frente. Porém, tenho que lhe dizer uma coisa, esse caminho que escolheu é árduo e cheio de frustrações, é praticamente sem volta. Você jamais será uma pessoa comum. Esse tipo de gente vive com o que “já é dado”, isto é, vem ao mundo para reproduzir. Quem produz, quem cria é uma minoria. O filósofo Heidgger dizia que o homem tem que ser “Dasein”, isto é, transcender ir além do já dado, senão você se torna um indivíduo perdido na massa. Não precisa ser famoso (a) para se diferenciar, basta promover a abertura para as coisas, sejam elas quais forem, com um olhar critico e seguir o seu caminho. Ser diferente tem o seu preço. É preciso arcar com as consequências e ser compreensiva com aqueles que não a entende, talvez não tenham inteligência suficiente para isso. Desejo, sinceramente, que você tenha muita sorte, muitas vezes só o talento não basta, e que seu trabalho seja reconhecido e valorizado.

    Boa sorte

    José

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  2. Querida Thais, vi o que você postou em seu twitter, fui até a página do seu blog e li o seu desabafo. Senti uma sensação estranha, porque é muito parecido com o que eu sinto. Muitos de seus sentimentos são parecidos com os meus, por isso fiquei intrigado com o texto. Essas inquietações fazem parte de um processo de maturação, de crescimento. Você é uma pessoa diferenciada, tem um grande potencial e deve seguir em frente. Porém, tenho que lhe dizer uma coisa, esse caminho que escolheu é árduo e cheio de frustrações, é praticamente sem volta. Você jamais será uma pessoa comum. Esse tipo de gente vive com o que “já é dado”, isto é, vem ao mundo para reproduzir. Quem produz, quem cria é uma minoria. O filósofo Heidgger dizia que o homem tem que ser “Dasein”, isto é, transcender ir além do já dado, senão ele orna um indivíduo perdido na massa. Não precisa ser famoso (a) para se diferenciar, basta promover a abertura para as coisas, sejam elas quais forem, com um olhar critico e seguir o seu caminho. Ser diferente tem o seu preço. É preciso arcar com as conseqüências e ser compreensiva com aqueles que não a entende, talvez não tenham inteligência suficiente para isso. Desejo, sinceramente, que você tenha muita sorte, muitas vezes só o talento não basta, e que seu trabalho seja reconhecido e valorizado.

    Boa sorte

    José

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  3. Caramba, você é quaze uma mártir, uma deuza, uma rapper jamaicana! Que invejinha! Uhuuuu!

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