Pablo Neruda

"Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe. A minha alma não se contenta com havê-la perdido. Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a. O meu coração procura-a, ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores. Nós dois, os de então, já não somos os mesmos. Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei. Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido. De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos. A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos. Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda. É tão curto o amor, tão longo o esquecimento. Porque em noites como esta tive-a em meus braços,a minha alma não se contenta por havê-la perdido. Embora seja a última dor que ela me causa,e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo."

terça-feira, 3 de abril de 2012

De Chirico

E essa semana promete! Domigo fui à exposição da Marilyn, e hoje, com o Rafael, visitei o MASP!
Nossa intenção era ver apenas "Roma - A vida e os imperadores", que estará até 22/04/2012. Mas, logo na entrada, olhei a foto de uma outra exposição que me chamou atenção por suas cores vivas e desenho simples.

As esculturas e objetos romanos encheram nossos olhos. A riqueza de detalhes e grandiosidade das peças. Uma linda exposição que só ficou a desejar mais cuidado com as peças.
O museu estava lotado, escolas também levaram seus alunos e professoras para ter contato com a arte, só que a nosso ver, o contato era próximo demais, uma vez que os adolescente tocavam muitas peças em mármore. Faltou também pessoas trabalhando nas salas para impedir que as obras fossem bolinadas. Revoltante que não haja tanta atenção a esses detalhes importante que qualquer museu deve ter. Hoje, não vimos, mais do que dois seguranças entre dezenas de pessoas que visitavam Roma com os dedos.

Subimos e vimos as fotos da Coleção Pirelli, bem interessantes e decimos procurar a tal obra que tinhamos visto lá na entrada. Depois de vermos nossos quadros favoritos do acervo, entre eles, Rosa e Azul, de Renoir, Monet, Picasso e até o "xis amarelo" de Tomie Ohtake, nos deparamos com cores vivas e quase sempre quentes: Obras da Fondazione Giorgio e  Isa de Chirico.
Era aquilo que tínhamos que ver! De Chirico: o sentimento da arquitetura (até 20/05/2012).
Obras aparentemente simples, parecidas e com a alma do artista grego Giorgio de Chirico, considerado precursor do Surrealismo e que fez parte do movimento chamado "Pintura metafísica".
 Estou encantada até agora com a visão daqueles quadros que, para mim, têm algo de Frida Kahlo, com uma pitada de Remedios Varo. Os quadros são da última fase do pintor, o que poderia confirmar essa minha suspeita. Ou não.


Especulações à parte, De Chirico é algo que não se pode deixar de conhecer, principalmente para quem mora em São Paulo.

Traço inspirador, memórias contornadas e a possibilidade de compreendermos que um único assunto na vida de um artista é sinônimo de inesquecíveis obras.
Genial!
Ah, não poderia deixar de falar, no segundo andar do Masp, muito mais calmo, havia diversos seguranças. Um deles até nos orientou a não ultrapassarmos a linha cinza no chão nem mesmo com o dedo para apontar a obra. :)

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