Pablo Neruda

"Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe. A minha alma não se contenta com havê-la perdido. Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a. O meu coração procura-a, ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores. Nós dois, os de então, já não somos os mesmos. Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei. Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido. De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos. A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos. Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda. É tão curto o amor, tão longo o esquecimento. Porque em noites como esta tive-a em meus braços,a minha alma não se contenta por havê-la perdido. Embora seja a última dor que ela me causa,e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo."

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Páscoa é a morte e ressurreição de Jesus. Que tal celebrarmos a vida que ele teve???

Essa imagem (gostaria muito de saber o artista que a produziu para dar os devidos créditos e parabenizá-lo) é a primeira que vejo na vida de um Cristo sorridente e é justamente essa é a imagem que todos deveriam ter dele.
Cansei de ver imagens dele nesta época de Páscoa todo ensanguentado, agonizando e até mesmo morto. Isso é cultuar a tortura e morte.
E a vida que ele teve?
Jesus Cristo foi um homem muito especial, revolucionou as idéias de quem viveu com ele e é tão influente que até hoje inspira milhões e milhões de pessoas, mas nos lembrarmos dele sendo torturado e pregado numa cruz o tempo todo é uma maneira de chocar com sua morte ao invés de inspirar com a vida que ele teve e que foi tão especial. 
Acredito que ele tenha sido divertido muitas vezes, que riu, que chorou, que incomodou e fez o que todos os homens de sua época faziam e nem mesmo "isso" (ter vivido como homem normal) o torna menos especial para a humanidade. Vamos celebrar a VIDA que ele teve, não sua morte.
Qual o problema dele sorrir? E se ele foi casado e teve filhos, isso o torna mesmo especial e genial?
Um homem especial, que morreu aos 33 anos de uma maneira brutal.
Se tem uma coisa que aprendi com a cultura mexicana é celebrar a vida que uma pessoa teve e não seus momentos finais de agonia.
Jesus foi um ser humano e sempre será um cara fodástico, ou melhor, "O CARA". Celebremos sua vida!

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