Pablo Neruda

"Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe. A minha alma não se contenta com havê-la perdido. Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a. O meu coração procura-a, ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores. Nós dois, os de então, já não somos os mesmos. Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei. Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido. De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos. A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos. Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda. É tão curto o amor, tão longo o esquecimento. Porque em noites como esta tive-a em meus braços,a minha alma não se contenta por havê-la perdido. Embora seja a última dor que ela me causa,e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo."

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Falar de cores



Senta aqui perto
Vamos falar de cores
Fecha esse livro e vem conversar
Abra um sorriso imenso
Levante os óculos e nem veja mais nada
Tarde de sol não é pra trabalhar
Nem pra estudar
Vem cá e vamos falar de bobeiras
De música, de comida ou do planeta que ela veio
E você de que planeta é?
Leia este livro daqui a pouquinho
Vamos falar do tempo
Do ontem e inventar histórias
Abra os olhos, com ou sem lente
E conte uma bobagem qualquer
E fique rouca de tanto rir
Não liga não é só brincadeira
Em alguns minutos voltarei pra minha casquinha
E é divertido lembrar do riso.
Senta aqui perto e vem falar de cores.

Thais Petranski

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