Pablo Neruda

"Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe. A minha alma não se contenta com havê-la perdido. Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a. O meu coração procura-a, ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores. Nós dois, os de então, já não somos os mesmos. Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei. Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido. De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos. A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos. Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda. É tão curto o amor, tão longo o esquecimento. Porque em noites como esta tive-a em meus braços,a minha alma não se contenta por havê-la perdido. Embora seja a última dor que ela me causa,e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo."

sexta-feira, 8 de março de 2013

12 de setembro, uma data importante para o Budismo Nitiren e para mim



Em 1271, a perseguição de Tatsunokuti  culminaria com a decapitação do buda original Nitiren Daishonin, após ser incriminado falsamente.
   Quando seu algoz estava preparado para o golpe fatal, surgiram no céu luzes tão grandes como a lua cheia e rápidas como flechas que partiram a espada que decapitaria Nitiren Daishonin.

   Centenas de anos depois, num mesmo 12 de setembro, mais precisamente em 2011, recebi meu Gohonzon. Já faz um ano que sou budista oficialmente e neste período pude comprovar diversas formas de encarar um mesmo problema. É um desafio ser a única pessoa responsável por minha vitória ou derrota, porém, também é tranquilizador saber que nada e ninguém pode interferir na minha revolução humana, se assim eu desejar.
   Revolução humana é mudar e agir de maneira diferente, nem que seja  um pouquinho por vez. Transformar-se pouco a pouco e atingir um nível de consciência antes nem imaginado.
   Como budista, aprendi a fazer a minha parte e comecei a entender que ninguém muda se não quer. Nem doença, nem alegria são capazer de transformar a vida de alguém se essa pessoa não estiver aberta ao novo. E estamos mudando todos os dias. A partir do momento em que percebemos as pequenas mudanças, notamos que tudo sempre esteve em nossas próprias mãos. Que a lei mística e o Nam Myoho Rengue Kyo estejam cada dia mais presentes nesta caminhada.
Obrigada a todas as pessoas que começaram a fazer parte da minha vida neste último ano e por serem exemplo a tantas pessoas que assim como eu, buscam fazer a diferença no mundo.

   Budismo, gestão do conhecimento, teoria U, tudo tão parecido e essencial em minha vida.


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