Pablo Neruda

"Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe. A minha alma não se contenta com havê-la perdido. Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a. O meu coração procura-a, ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores. Nós dois, os de então, já não somos os mesmos. Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei. Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido. De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos. A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos. Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda. É tão curto o amor, tão longo o esquecimento. Porque em noites como esta tive-a em meus braços,a minha alma não se contenta por havê-la perdido. Embora seja a última dor que ela me causa,e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo."

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Um vídeo extraordinário!!!

Um video que mostra o recanto de Chavela Vargas, Lola sua cachorrinha, suas fotos e presentes.
Guillermo, meu companheiro na aventura em busca de Chavela Vargas, enviou este vídeo para mim.
Aqui estão alguns presentes que demos a ela: o xolo de pedra que fica no chão da sala, a pequena chavelinha feita com filtro de café (que está ao lado do seu Grammy), e o quadro que lhe dei no dia do lançamento de cd ¡Por mi culpa!, em abril.
Quase morri do coração!
Estou imensamente feliz!

Segue o link: http://vimeo.com/16385086

Um comentário:

  1. Que bom o video! Magnífica ela!Que Deus abençõe a Chavela.

    Te recuerdo como eras en el último otoño.
    Eras la boina gris y el corazón en calma.
    En tus ojos peleaban las llamas del crepúsculo.
    Y las hojas caían en el agua de tu alma.

    Apegada a mis brazos como una enredadera,
    las hojas recogían tu voz lenta y en calma.
    Hoguera de estupor en que mi sed ardía.
    Dulce jacinto azul torcido sobre mi alma.

    Siento viajar tus ojos y es distante el otoño:
    boina gris, voz de pájaro y corazón de casa
    hacia donde emigraban mis profundos anhelos
    y caían mis besos alegres como brasas.

    Cielo desde un navío. Campo desde los cerros.
    Tu recuerdo es de luz, de humo, de estanque en calma!
    Más allá de tus ojos ardían los crepúsculos.
    Hojas secas de otoño giraban en tu alma.

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