Pablo Neruda

"Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe. A minha alma não se contenta com havê-la perdido. Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a. O meu coração procura-a, ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores. Nós dois, os de então, já não somos os mesmos. Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei. Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido. De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos. A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos. Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda. É tão curto o amor, tão longo o esquecimento. Porque em noites como esta tive-a em meus braços,a minha alma não se contenta por havê-la perdido. Embora seja a última dor que ela me causa,e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo."

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Do estado de inferno ao estado de Buda, em apenas um miado




É muito difícil nascer como um ser humano. Milhões de vezes mais difícil, é aceitar que um ser humano não é mais importante que nenhum outro tipo de vida.
Cães, gatos, pássaros, porco, boi, peixe, ave são tão importantes quanto um ser humano.
Isso não tem a ver com religião, muito pelo contrário, muitas religiões ainda usam a "supremacia humana" para justificar suas refeições e atitudes.
Se dizer seguidor de determinada religião não faz ninguém melhor. Ainda mais quando nossos exemplos não condizem com o que pregamos.
Ser humano é uma espécie que justifica seus atos em nome de tantos disparates, tradições, costumes e manias estúpidas.
Hiperativos, mal educados, estúpidos, agressivos, violentos e ainda somos humanos, ainda possuímos o estado de buda. E usamos até mesmo o buda, o iluminado, para subir um degrau na cadeia alimentar.
Mais difícil que tudo isso, é o exemplo de um homem chamado James. Ex viciado em heroína, morador de rua, que teve sua vida salva por um gato. Logo um gato, animal que tantos seres "superiores" detestam por sua ignorãncia crônica.
Voltando ao James, ele encontrou o gato ainda filhote, todo machucado e decidiu cuidar dele. Bob, o gato, salvou a vida de James também, que largou as drogas e tem um parceiro fiel, um amigo de verdade que o acompanha.
James publicou um livro com sua história e entre uma canção e outra que canta nas ruas de Londres, autografa sua obra ao lado de seu parceiro.
James gasta cerca de R$400,00 ao mês com ração de primeira para Bob, e esse valor equivale a apenas 1/5 do que James gastava com heroína.
Vale a pena ver o vídeo dos dois. É um belo exemplo de como renascer com a ajuda de um animal.


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