Pablo Neruda

"Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe. A minha alma não se contenta com havê-la perdido. Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a. O meu coração procura-a, ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores. Nós dois, os de então, já não somos os mesmos. Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei. Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido. De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos. A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos. Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda. É tão curto o amor, tão longo o esquecimento. Porque em noites como esta tive-a em meus braços,a minha alma não se contenta por havê-la perdido. Embora seja a última dor que ela me causa,e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo."

sábado, 30 de maio de 2009

Despertar


Despertamos todas as manhãs para viver um dia desconhecido. Muitas vezes sabemos o que temos que fazer, com quem falar, mas pequenas surpresas nos aguardam a cada novo dia.Às vezes um reencontro, uma nova amizade, uma nova música.
E quando despertamos para o que nos faz feliz?
A felicidade sempre está ao nosso lado, em cada pequena tarefa do dia que nos trás realização.
Felicidade é o que me faz bem.
Fico feliz quando ouço Chavela Vargas, quando vou dançar salsa, quando tomo sorvete de algodão doce. Às vezes minha felicidade é brincar com o Miguel, meu cachorro loirinho, ou apertar a barriga da Catarina, minha gatinha barrigudinha. Outras, é estar com uma pessoa que me faça crescer.
Graças a Deus pude retomar minhas amizades. Com elas posso aprender cada dia mais sobre a vida.
Como pude estar tanto tempo longe?
As lindas histórias de amor contadas pela Márcia, a vontade da Ivani em ser uma pessoa melhor e desvendar os segredos do corpo e da mente, todas as risadas e experiência da Drix Super Luxuosa (ela vai adorar...rsrsrs), as conversas filosóficas com o Gil, meus planos em conhecer Pernambuco só surgiram quando conheci o bom humor em pessoa: Fernanda Rêgo.
Minhas angústias e palhaçadas, como eu não contava para a Silvia?
Minhas roupas personalisadas só eram possíveis quando contava meus sonhos para a Edite.
Ainda tenho saudade das baladas com a Flavi e das longas conversas com o Bruno, que sempre de longe estava presente. E de fumar cachimbo com o Cláudio e ouvi-lo falar sobre budismo e Jesus.
Levar o Snapple pro show do Steve Vai, depois de comer meu Mc Potato.
Tenho que ligar pro Wil e pra Thais e saber do Ian! Farei o mais rápido possível!
Como estive tantos meses sem eles?
Eu não sei, mas minha vida estava sem cor. Isso posso garantir.
Eu despertei a tempo de poder reencontrar cada uma dessas pessoas, que me fazem tão bem.
Sou feliz por ter tantas pessoas iluminadas ao meu redor.
Obrigada por me receberem depois de tanto tempo.
E que eu possa aprender cada dia mais com cada um de vocês.

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