Pablo Neruda

"Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe. A minha alma não se contenta com havê-la perdido. Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a. O meu coração procura-a, ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores. Nós dois, os de então, já não somos os mesmos. Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei. Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido. De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos. A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos. Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda. É tão curto o amor, tão longo o esquecimento. Porque em noites como esta tive-a em meus braços,a minha alma não se contenta por havê-la perdido. Embora seja a última dor que ela me causa,e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo."

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Las simples cosas


A música que inspirou este blog:


Uno se despide incensiblemente de pequeñas cosas
Lo mismo que un árbol que en tiempo de otoño se queda sin hojas
Que al fin la tristeza es la muerte lenta de las simples cosas
Esas cosas simples que quedan doliendo en el corazón
Uno vuelve siempre a los viejos sitios donde amó la vida
Y entonces parece como estan de ausentes las cosas queridas

Por eso muchacha no partas ahora soñando el regreso
Que el amor es simple y a las cosas simples las devora el tiempo
Demórate aquí, a la luz mayor de este medio dia
Donde encontrarás con el pan al sol la mesa tendida

Por eso muchacha no partas ahora soñando el regreso que el amor es simple
Y a las cosas simples las devora el tiempo

Uno vuelve siempre a los viejos sitios donde amó
la vida...

Nenhum comentário:

Postar um comentário