Pablo Neruda

"Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe. A minha alma não se contenta com havê-la perdido. Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a. O meu coração procura-a, ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores. Nós dois, os de então, já não somos os mesmos. Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei. Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido. De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos. A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos. Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda. É tão curto o amor, tão longo o esquecimento. Porque em noites como esta tive-a em meus braços,a minha alma não se contenta por havê-la perdido. Embora seja a última dor que ela me causa,e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo."

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Água



Primeiro poema do curso. O primeiro de vários. Espero que gostem, mesmo estando um pouco discursivo e racional. :)

Ela traz a vida em seu deslizar
Mantendo a natureza sempre ao seu redor
Presente em tudo e todos
Do início ao fim.

 Em excesso ou poluída, mata.
O mesmo ocorre quando escassa
Tempestade, maré alta, avalanche,
Vapor, deserto, sede.

Belas são suas formas enquanto praias
Intrigantes quando estalactites
Encantadora quando cai em flocos
E ameaçadoras enquanto “icebergs”

Onipresente, é a deusa da vida.
Água que tudo leva, lava e traz.

Aqui na terra da garoa
Falta-me seu estado “água de frutas”
A doce maneira mexicana de refrescas a vida
Com muito gelo e pedaços de frutas
Essa água sim tem cheiro, cor e forma de vida feliz.

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