Pablo Neruda

"Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe. A minha alma não se contenta com havê-la perdido. Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a. O meu coração procura-a, ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores. Nós dois, os de então, já não somos os mesmos. Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei. Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido. De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos. A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos. Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda. É tão curto o amor, tão longo o esquecimento. Porque em noites como esta tive-a em meus braços,a minha alma não se contenta por havê-la perdido. Embora seja a última dor que ela me causa,e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo."

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Nada acontece por acaso.

Um dia complicado, uma tristeza profunda.
O simples fato de mudar o lado da rua.
Um encontro pode mudar tudo.
O novo olhar, a experiência, a comunicação.
Um pensamento no dia anterior, a concretização, a família perdida.
Abençoar e não amaldiçoar.
Descobrir o que é verdadeiro no coração, não na mente.
Escrever, para perder o medo, para que o rumo seja tomado.
Para ter paz.
No coração.

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