Pablo Neruda

"Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe. A minha alma não se contenta com havê-la perdido. Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a. O meu coração procura-a, ela não está comigo.
A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores. Nós dois, os de então, já não somos os mesmos. Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei. Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido. De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos. A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos. Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda. É tão curto o amor, tão longo o esquecimento. Porque em noites como esta tive-a em meus braços,a minha alma não se contenta por havê-la perdido. Embora seja a última dor que ela me causa,e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo."

domingo, 2 de dezembro de 2012

Sem título, sem palavras, ops, algumas...


Dizem que não há nada original, que tudo já foi feito, pensado e dito, e às vezes tenho certeza disso. Poderia passar horas e horas falando sobre as mesmices da vida, o que até poderia entretê-los um pouco mais, mas o que quero dizer, adivinhem??? Já foi dito! E para não cair na tentação de reescrever com outras palavras, deixo aqui a frase original de um dos homens mais geniais que passou por esse mundo: Fernando Pessoa.

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”

Não é preciso dizer mais nada, não é mesmo?

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